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segunda-feira, julho 17, 2023

Jane Birkin


Era (ainda) longilínea, embora longe do seu esplendoroso tempo "modiglianico". Não parecia tão bonita como a imagem que dela guardava. Mas seria mesmo ela? Tentei olhá-la de frente, junto a um balcão do Conran, em Londres. Abriu a boca para dizer qualquer coisa e - pronto! - lá estava o famoso espaço entre dois dentes da frente ("les dents du bonheur"), que tanto animava os seus fãs (tal como os de Vanessa Paradis ou Léa Seydoux). Era ela! Era Jane Birkin. Nunca achei que fosse grande cantora, nem grande atriz. Mas, como mulher, teve imensa graça. Bastante mais do que a filha, Charlotte, saída do casal que fez com Serge Gainsbourg, o qual, por acaso, tinha morrido pouco tempo antes desse meu "encontro" com Birkin, em South Kensigton, na cidade onde ela tinha nascido e onde deu belo sinal de si no "Blow up". Jane Birkin morreu agora. Era uma rapariga da minha idade.

É a vida!

Pode ser que seja apenas "wishful thinking", mas fiquei ontem com a sensação de que André Ventura já se está a ver, daqui a semana...