Não estou de acordo com quantos reclamam a saída da ministra do Trabalho. Tal como não defendo a substituição da ministra da Saúde. Nem do líder parlamentar do PSD. Não é prudente tocar nesta equipa.
duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
sábado, junho 20, 2026
As contas de Macron
Não é muito claro o que é que o quarteto europeu no G7 terá conseguido de Trump, no tocante à Ucrânia. Sobre o assunto, não nos devemos deixar impressionar pela narrativa autocongratulatória de Macron, que, para não variar, saiu de Évian "aos ombros de si próprio".
Atenção ao jogo Minsk-Kiev
Uma das novidades a Leste, como seu quê de surpreendente, é o ascendente ganho pela Ucrânia face à Bielorrússia. Lukashenko revela publicamente a fragilidade do seu país face ao vizinho do sul, pelo que se deduz que a Rússia deixou de o poder proteger. Quem diria?!
Hezbollah
Há um bom teste para se perceber até que ponto Trump recuou ao assinar o acordo com o Irão: o destino do Hezbollah. Teerão já deixou claro que vai proteger a sua "antena" no Líbano. Mas, curiosamente, há algumas semanas a dissolução do movimento era prioridade na agenda no Líbano
... mas não tenho a certeza...
Há dois candidatos à sucessão de Trump: Vance, de quem já se percebeu que Trump não gosta muito mas tem o MAGA por detrás, e Rubio, apreciado por Trump mas com menos apoio na sua base política. É raro acontecer, mas, nesta circunstância, poderá ser a eficácia em política externa a desempatar.
O que seria ...
Amadeu
E agora?
Luis Montenegro e a sua gente têm de se convencer, de uma vez por todas, de que o seu governo é minoritário e que não podem passear-se pelo espaço político como se dispusessem de uma maioria absoluta. Um pouco mais de humildade e menos sorrisos arrogantes não lhes fariam mal.
Posso dar o telefone...
O mote queixoso do PSD no pouco oportuno congresso que aí vem vai ser a importância de o país lhe dar uma maioria absoluta. Para quê, perguntará o eleitor que já o coloca em terceiro lugar nas sondagens? Não seria melhor tentar falar com o Rato? Posso dar o telefone...
sexta-feira, junho 19, 2026
Todos sabemos
• Burocracia e custos ligados ao licenciamento (industrial, ambiental, urbanístico)• Lentidão da justiça e insegurança regulatória• Instabilidade legislativa• Fiscalidade e complexidade tributária• Falta de mão-de-obra qualificada ou adequada• Restrições à contratação de trabalhadores estrangeiros e gestão migratória confusa• Aumento do custo de construção e dos materiais• Pequena dimensão do mercado interno• Baixa produtividade da mão-de-obra• Custos de energia para a indústria e estrangulamentos nas infraestruturas portuária e ferroviária
"Entre a Guerra e a Paz"
Pode ver e ouvir aqui.
quinta-feira, junho 18, 2026
Tradição & inovação
Foi na tarde de hoje, no Centro de Artes Certificadas, na rua das Flores, no Porto, a minha conversa com Guta Moura Guedes sobre "Tradição & Inovação", em mais uma iniciativa do "Sharing Knowledge", a plataforma de informação e debate animada pelo incansável Jaime Quesado. Dezenas de pessoas e muitas intervenções preencheram a sessão.
Zona de risco
"A sua cara não me é estranha", ouvi do taxista, no início do caminho para Campanhã. "Lá vêm as televisões...", pensei. "Não estava ontem estacionado junto à cooperativa Árvore?". "Não, cheguei hoje de Lisboa". Pausa. "Ia jurar que tinha sido o seu carro que riscou o meu à saída".
Alto e mau som
Aqui no Alfa, há quem nos faça involuntários confidentes dos problemas da família. Não queria meter-me no assunto, mas a senhora atrás de mim devia convencer a Adélia a não ficar na casa da mãe. É: o Pedro não vai gostar, concordo. Se este conselho a calasse, era bom...
Mas tenho a minha opinião, claro!
Contrariamente a muitos dos meus compatriotas não me considero um pouco escutado treinador de bancada que sabe muito bem o que deveria ser feito na equipa e na tática em campo para, no futuro, evitar "aquela desgraça" do jogo com o Congo. Mas tenho a minha opinião, claro.
Deve ser desagradavel
O modo displicente como Montenegro trata José Luís Carneiro tem uma explicação simples: o líder do PS projeta uma imagem de equilíbrio e um sentido de Estado que, a cada dia, deixa claro perante o país onde mora a seriedade e o respeito pela palavra. E isso deve ser desagradável.
Mini-Versailles
O riso de Rubio
Um perdedor
quarta-feira, junho 17, 2026
"Unconditional surrender"...
Irão
Não faço parte daqueles que acham que o Irão é o grande "vencedor" desta guerra, a menos que ter sido menos derrotado do que era expectável lhe possa conferir esse estatuto. E ainda há muito por negociar. Mas os EUA já perderam o tempo para lhe infligir uma derrota radical.
Israel
Até ver, o maior derrotado desta guerra é Israel, não tanto pelo que não conseguiu no terreno, não esmagando por completo o Irão, mas pelo facto de ter degradado a sua relação com os EUA e ter perdido grande parte da simpatia internacional.
Que humilhação!
O texto completo e confirmado do "memorandum of understanding" entre os EUA e o Irão, que acabou de ser conhecido, é — meço a palavra — uma imensa vergonha para a diplomacia americana. Coitado do State Department!
Bartoon
Ontem, no lançamento em Lisboa do livro "Salamaleques - 29 estórias do protocolo", que tive o gosto de apresentar, o autor, Manuel de Novaes Cabral, identificou a certa altura, no meio da plateia que enchia a sala, o cartunista Luís Afonso, que há muito, diariamente, assina uma "fita" — um desenho com história inteligente — no topo da última página do "Público", o "Bartoon".
terça-feira, junho 16, 2026
"Salamaleques"
A imagem mostra os quatro intervenientes na sessão de lançamento, em Lisboa, do livro "Salamaleques - 29 estórias do protocolo", na 3.ª feira, dia 16 de junho.
Protagonismos
Quando alguém lhe roubou o tão programado protagonismo, mesmo que através de um gesto de triste subserviência, Macron não deve ter gostado. E isso vê-se-lhe na cara.
Um livro e uma mesa (22)
O livro de hoje é "Partida", de Julian Barnes, uma edição da Quetzal.
O restaurante de hoje é "DeRaiz", em São João de Lourosa, perto de Viseu, com o tlf. 928 052 162.
segunda-feira, junho 15, 2026
O revisionismo da tasca
Raramente cito algum texto por aqui. Hoje, depois de ler no X este texto de Ricardo F Lima (@MimeticLima), apeteceu-me transcrevê-lo, com a devida vénia:
A sério
A cada dia, surgem nas redes sociais textos e vídeos falsos e enganadores. O cuidado mais elementar obriga a confirmar sempre a respetiva autenticidade, antes de os divulgar ou partilhar. Quem, por regular descuido ou por intenção deliberada, ajudar a difundir essas mentiras é cúmplice da desinformação. Embora com muita pena, decidi passar a bloquear os meus interlocutores que não se esforcem na luta contra a mentira.
Lembrar
Seria importante que os parceiros do G7 aproveitassem para lembrar publicamente a Trump que os palestinos de Gaza e da Cisjordânia não podem vir ser as "collateral casualties" do mal-estar israelita com os resultados do acordo que ele fez com o Irão.
domingo, junho 14, 2026
Vameláver
Agora, como alguém dizia, "é fazer as contas": de um lado está a hipótese de alguma paz; do outro estará sempre Israel. "Vameláver", para citar outro clássico.
Idadismo seletivo
O pessoal do politicamente correto, que com zelo combate o idadismo, deixa curiosamente de se fazer sentir quando se trata de gozar com o estado físico do Trump aos 80 anos.
Não seria assim?
Podemos presumir que, se acaso a pessoa pertencesse a um partido de esquerda, isso viria logo escarrapachado no título.
Canadianas
Um livro e uma mesa (21)
O restaurante de hoje é a renovada "Varina da Madragoa", na rua das Madres, 34, em Lisboa.
sábado, junho 13, 2026
Marchismo - sardinhismo
Salamaleques
Feiras & vaidades
Há dois anos, quando publiquei “Antes que me Esqueça”, sugeriram-me que, na feira do livro seguinte, lá estivesse umas horas, num dia a definir, para assinar livros. Eu temia que essa ideia emergisse. Já não me lembro dos argumentos que então adiantei, mas o resultado foi, como será sempre, o mesmo: não me apetecerá nunca estar numa feira do livro, numa sessão de autógrafos. Porquê? Sei lá. Cada um é como é e eu sou como sou, não me sentindo obrigado a justificar nada.
sexta-feira, junho 12, 2026
"Visiteurs du soir"
A expressão “visiteurs du soir” entrou no léxico da vida pública francesa no tempo de François Mitterrand. O antigo presidente tinha o hábito de receber, ao fim do dia, no Eliseu — em formatos que se imaginam variados — personalidades com quem podia testar ideias com inteira liberdade. A designação terá origem no filme homónimo de Marcel Carné, que nunca vi.
quinta-feira, junho 11, 2026
Jogar à defesa
Jean Ziegler
Como tantas vezes sucede, só nos apercebemos de que alguém ainda estava vivo no momento em que morre.
Letras & vitualhas
Iremos, em princípio, até aos 30 livros. Provavelmente, teremos alguns restaurantes mais.
Com uma única e assinalada exceção, todos os livros foram lidos, mais ou menos recentemente. Daqui a dias, passarei a incluir também livros publicados no estrangeiro – dando, quando for esse o caso, uma muito pequena nota sobre o seu conteúdo.
Os restaurantes, relembro, são apenas alguns em que tive gosto de comer – e pagar do meu bolso, bem entendido (com uma única exceção, em que fui convidado por um amigo).
Um livro e uma mesa (20)
quarta-feira, junho 10, 2026
Seguro
Um livro e uma mesa (19)
O restaurante de hoje é o "Faina", em Portimão, com o tlf. 282 461 163.
terça-feira, junho 09, 2026
Cada coisa é uma coisa
segunda-feira, junho 08, 2026
Nervos de protocolo
Um livro e uma mesa (18)
Mourinho
José Mourinho vai tentar provar, no Real Madrid, que é possível reeditar a felicidade no mesmo local. Tenho um mau pressentimento, mas espero sinceramente estar enganado.
Nas Guerras, só a Morte é comum
domingo, junho 07, 2026
Portugal no seu regresso ao Conselho de Segurança da ONU
Em especial para quantos se interrogam sobre a importância de Portugal ter sido eleito, pela quarta vez, para um mandato bienal como membro não-permanente no Conselho de Segurança da ONU, desta vez para 2027/2028, deixo aqui este texto.
O lugar de Portugal
sábado, junho 06, 2026
Estamos juntos, Manel !
Conheci-o em Luanda, em 1982, era ele então um jovem diplomata no Ministério das Relações Exteriores, ao tempo em que eu prestava serviço na nossa embaixada em Angola. Criámos, a partir de então, uma sólida e fraternal amizade, para toda a vida.
O Manuel Augusto, que tinha andado pelo jornalismo, teve uma carreira diplomática brilhante, representando o seu país como embaixador em postos vitais para a política externa de Angola. Com naturalidade, a política um dia chamou-o, tendo chegado a ministro das Relações Exteriores, depois de desempenhar outras responsabilidades governativas.
Ao longo dos anos, o Manuel Augusto e eu fomo-nos encontrando regularmente pelo mundo – desde logo, várias vezes em Lisboa, mas também em Londres, em Paris e Nova Iorque. Na minha família, a chegada do Manuel Augusto para uma refeição era sempre um momento de alegria, de boa disposição, a certeza de umas horas de convívio saudável. E de memória de outros amigos e de outros tempos.
Nos últimos anos, várias vezes, pela noite, tendo-me visto, a partir de Angola, a comentar qualquer coisa numa televisão portuguesa, o Manuel Augusto mandava-me uma mensagem ou telefonava-me, sempre com uma nota amiga. Estranhei que não respondeu a um email que há não muito tempo lhe enviei. Tinha a intenção de vir encontrá-lo em Luanda, quando lá fosse, daqui a poucos meses.
Sentimo-nos um pouco mais velhos quando vemos desaparecer os amigos à nossa volta, quando o nosso círculo afetivo próximo se encurta irremediavelmente. Hoje, com a morte inesperada do Manuel Augusto, perdi um grande amigo e envelheci um pouco mais. Sinto imenso a sua morte. Estamos juntos, Manel!
sexta-feira, junho 05, 2026
Das guerras
quinta-feira, junho 04, 2026
"A Arte da Guerra"
Pode ver e ouvir aqui.
Especialização
Ó diabo!
Encontrei uma lista telefónica antiga (uma lista telefónica é, por definição, antiga). Deparei com moradas privadas de imensa gente conhecida. Na paranóia dos tempos que por aí vão, não será isto informação cuja posse é proibida pela Comissão Nacional de Proteção de Dados?
Justifications
Justificações
Um livro e uma mesa (17)
O restaurante de hoje é a "Imperial de Campo de Ourique", na rua Correia Teles 67, em Campo de Ourique, em Lisboa, com o tlf. 213 886 096.
quarta-feira, junho 03, 2026
Ai Brasil !
Fosse eu brasileiro e, depois da intervenção de ontem de Marco Rubio no congresso americano, na interpretação do "droit de regard" que os EUA consideram ter sobre o "seu" hemisfério, e estaria muito preocupado.
O que Montenegro deveria dizer hoje
O destino da Alemanha
Foi em Gaza e não em Nova Iorque que a Alemanha perdeu a hipótese de ser eleita como membro não-permanente no CSNU. Ter uma política externa e europeia sob a falha moral de apoiar quase tudo o que Israel faça, por um complexo histórico, não está à altura de uma ambição global. E o mundo assim julgou.
Excelente notícia!
Portugal foi eleito como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, para o biénio 2027/2028. É uma excelente notícia para o nosso país.
Histórias da hipocondria
Um livro e uma mesa (16)
O restaurante de hoje é a "Taberna A Laranjinha", na Covilhã, com o tlf. 275 083 586.
Espírito de equipa
Não estou de acordo com quantos reclamam a saída da ministra do Trabalho. Tal como não defendo a substituição da ministra da Saúde. Nem do l...















































