duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
sexta-feira, maio 15, 2026
Delicadeza
Davide Pinto
"Ó senhor doutor! Só telefona agora? Temos a casa cheia. Mas, para si, vou fazer os impossíveis! Era só o que faltava que não viesse cá jantar".
Fonética
Não me vai ser fácil, como sportinguista, habituar-me a berrar da bancada de Alvalade: "Força, Zalazar!" Mas, depois, lembro-me do Góis Mota e do Cazal Ribeiro e tudo passa...
quinta-feira, maio 14, 2026
Barto
O Bartolomeu era uma pessoa de alegria contagiante, com uma gargalhada generosa que a vida partilhada com a Fernanda só veio ampliar. Tinha um olhar adolescente sobre os dias e uma solidariedade natural para com o mundo e as suas criaturas.
O autorretrato que fez nesta gravura não é bem um autorretrato: é uma declaração de ironia, servida com o sorriso íntimo de quem não se leva demasiado a sério. Grave e façanhudo, o Bartolomeu! Pois, pois!
A partir de hoje, de terça a domingo, de maio a outubro, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, acolhe uma exposição dedicada a esta figura genial da gravura portuguesa, que nos deixou em 2008 com 77 anos.
A iniciativa é da Fundação Dom Luiz, que teve o extremo bom gosto de adquirir parte importante da sua obra.
Vale a visita, garanto!
Trabalhistas
Manias
quarta-feira, maio 13, 2026
O lampião e a tília
O Álvaro – "Alvarito" era como a minha mãe lhe chamava, conhecendo-o de infância – era um vila-realense "exilado" em Lisboa, de onde escrevia umas crónicas para "A Voz de Trás-os-Montes" que, a certa altura, tinham o óbvio ante-título "De Lisboa, com saudades..."
O Álvaro morava algures na Linha, creio que em Paço de Arcos. Um dia, jantámos num pequeno jardim traseiro dessa sua moradia. Ali plantado em lugar de destaque, estava um candeeiro de rua, que me dizia alguma coisa. O Álvaro esclareceu: "Sabes de onde era este candeeiro? Da Avenida Carvalho Araújo" – a artéria mais conhecida de cidade.
"Onde diabo arranjaste isso?", perguntei. Explicou-me que lhe fora oferecida por alguém da vereação da Câmara, por ocasião de uma renovação do material de iluminação urbana. "Que te foi oferecido, não tinha a mais pequena dúvida! Tu nunca comprarias o lampião!", disse eu, numa implícita referência à forretice histórica do Álvaro.
Porque é que agora falo do candeeiro do Álvaro?
Foi ao olhar a jovem árvore de que deixo a imagem, que tenho num vaso na minha casa em Lisboa, que me veio à ideia esse marco de saudade do Álvaro. É que esta árvore também tem por detrás uma história de memória afetiva.
Nas noites quentes da primavera e do verão, na Vila Real da minha juventude, o cheiro das tílias, em especial no Jardim da Carreira, tinham esse bom odor em fundo.
Há meses, pedi à empresa que me trata do jardim que me arranjasse uma tília para ter aqui em casa, em Lisboa. Queria recuperar aquele cheiro antigo. O processo foi demorado, protestei várias vezes e, finalmente, lá chegou a ansiada tília. Esteve nua durante o inverno, ganhou agora umas folhas, mas, para meu desespero, permanece inodora. E, claro, no aspeto, não lembra nada as tílias da minha juventude.
O candeeiro do Álvaro tinha luz e recordava a esquina da Gomes. Cheira-me que esta minha pobre tília não vai convocar nunca quaisquer saudades de Vila Real. "Tens um bom remédio para matar saudades: vem cá acima!", já estou a ouvir alguns amigos dizerem.
O reino desunido
terça-feira, maio 12, 2026
José Avillez
Há dias, em Estocolmo, o proprietário do restaurante "The Hills" — uma excelente opção para jantar, já agora — confessou-me a admiração que tem pelo trabalho de José Avillez. Disse-lhe que o acompanhava inteiramente nesse apreço.
Falámos da forma como ele tem vindo a multiplicar casas em Lisboa e arredores — e no Porto, em Macau e no Dubai — com uma oferta diferenciada e de qualidade sempre consistente. Uma expansão que impressiona pela escala e pela coerência.
Conheci José Avillez há muitos anos, num restaurante que tinha em Cascais. Depois, reencontrei-o quando teve a seu cargo a cozinha do "Tavares". E fui acompanhando, ao longo do tempo, a construção da sua verdadeira galáxia gastronómica. Estive em muitos restaurantes da "marca" Avillez, desde logo no renomado "Belcanto" (nos seus dois endereços próximos), mas não estou seguro de me ter sentado em todas as suas múltiplas mesas em Portugal.
Ao meu interlocutor sueco, que me disse visitar Portugal com regularidade, deixei uma sugestão para a próxima vez: o "Maré", no Guincho. Uma proposta diferente, com o mar à frente e a cozinha à altura.
A conversa fechou com uma observação minha: “Não sei como é que ele consegue sustentar esta atividade simultânea tão intensa, sempre sem perder a qualidade!"
Acabo de ver na imprensa a resposta à minha pergunta: José Avillez já chegou a ser hospitalizado por exaustão. O excesso de atividade cobra sempre a sua fatura.
José Avillez é alguém que tem feito imenso pelo prestígio da gastronomia portuguesa — detentor de duas estrelas Michelin pelo "Belcanto", há já vários anos — e a quem a Academia Portuguesa de Gastronomia, cuja direção integro, tem procurado fazer a justiça que entende merecida.
segunda-feira, maio 11, 2026
Sectarismo
O sectarismo é a doença senil do comunismo português em decadência. A nota divulgada sobre a morte de Carlos Brito entristece quantos, como eu, mantêm um imenso respeito pela gloriosa luta do partido contra o fascismo, de que Carlos Brito fará para sempre parte, queira ou não o atual PCP.
domingo, maio 10, 2026
O barítono plenipotenciário
Entrou no Kämp com ar afogueado. Pareceu surpreendido quando o porteiro pediu para que deixasse a parka no vestiário, antes de aceder ao bar do hotel. "Regras de segurança", foi-lhe dito. Conversa! Em Helsínquia, onde o frio é uma segunda pele e ninguém abdica do seu casaco, a verdadeira razão é outra: evitar que o requinte do Kämp se dissolva num amontoado de anoraques e sobretudos, que transformaria num instante a elegância do mais refinado hotel da Finlândia num bengaleiro democrático e sem graça.
Olhou em volta, à minha procura. Sentado numa mesa, à distância, eu apreciava a coreografia algo desajeitada daquele finlandês, colega de profissão, antigo diplomata em Lisboa, reformado há bem mais tempo do que eu, com quem combinara encontrar-me nesta minha rara passagem pela capital finlandesa.
Viu-me, a cara abriu-se-lhe, atravessou o bar, deu-me um abraço e ficámos cerca de uma hora à conversa. Pedi mais uma vodka, ele optou por uma simples "verveine", inóqua para um fígado já castigado com muito álcool.
Falámos da Lisboa que ele conhecia bem, em outros tempos. Perguntou-me por gente que já não anda pela vida. "Lá por Portugal, nos últimos tempos, tem morrido gente que nunca tinha morrido", disse-lhe, sorridente, a testar a sua perceção da ironia. "Ah! Sim?", reagiu, não percebendo a minha graça pateta. O seu treino da língua portuguesa era insuficiente para captar o absurdo da frase.
Inevitavelmente, cedo veio à conversa o nome de Trump. Coincidimos na maioria dos adjetivos, com uma facilidade quase constrangedora. Gracejei com o facto de o seu país ter decidido entrar para a NATO no momento em que a organização está no estado em que está. Ele não sorriu. "Ouviu o discurso do Putin, hoje?", inquiriu, num tom que denunciava preocupação. Disse-lhe que estava de férias, desligado do mundo e das notícias, mesmo as de Moscovo. Ele não estava. E compreendi que não podia estar. Se Portugal tivesse uma fronteira com a Rússia como a do seu país, talvez eu também carregasse aquela inquietação nos ombros.
O bar do Kämp ia-se entretanto enchendo de muitas mulheres bonitas, que não pareciam captar a atenção do meu convidado, que nunca se mostrara sensível a essa vertente da beleza, como bem sabiam alguns dos seus velhos conhecidos da noite lisboeta.
"E ainda canta, meu caro?", perguntei, curioso do estado dos seus dotes líricos, os quais, um dia, no Ramalhete, levaram o João a qualificá-lo de "barítono plenipotenciário". Sem mais pormenores ou um mínimo de mágoa visível, disse-me que perdera a voz.
A conversa entretanto esgotara-se, como muitas vezes ocorre neste tipo de encontros sem agenda, com poucos laços a sustentá-los. Levantámo-nos e despedimo-nos. Senti-o um pouco trémulo. Os anos marcam, caramba!
Deixou lembranças para eu transmitir aos seus escassos amigos lisboetas ainda vivos. E logo saiu pela Esplanade, de bengala na mão, à procura do elétrico, de regresso a casa, que me havia dito ser um andar simples, nas margens do Báltico. Voltarei a ver Steinbroken?
(A fotografia é da escadaria do Kämp, há minutos)
sábado, maio 09, 2026
Humilhação patriótica
Não pode haver nada mais humilhante para uma liderança em Moscovo do que o facto de ser obrigada a deixar patente à população russa a sua incapacidade de garantir a segurança na Praça Vermelha durante o desfile do 9 de Maio.
sexta-feira, maio 08, 2026
Britânicos
Depois de um "landslide" eleitoral espetacular, cavalgando o desastre conservador, Keir Starmer desbaratou, em muito pouco tempo, uma esmagadora maioria absoluta (onde já vimos isto?). O Reform, de Nigel Farage, capitaliza esse descalabro. Virá aí um bipartidarismo de novo tipo?
Soft power
A América é, a longa distância, o país militarmente mais poderoso do mundo. E, por hora, também o é economicamente. Contudo, com a agressividade arrogante que está a projetar, a todos os azimutes, os EUA estão a destruir com rapidez o seu "soft power" como potência democrática.
Gama
quarta-feira, maio 06, 2026
A ordem dos Serafins
Quando alguém recebe essa ordem, a corte sueca manda pintar um escudo com o brasão de armas desse novo Cavaleiro.
Imaginem quem hoje fui descobrir como novo Serafim, com um brasão de armas à maneira.
As verdades do dia
O facto de Trump dizer e depois desdizer o que acabou de dizer, sem reconhecer que se está a contradizer, não retira importância àquilo que vai dizendo. Porém, quem o ouve já não toma nada do que ele diz por definitivo, porque sabe que a palavra de hoje não obriga a de amanhã.
Não necessariamente...
terça-feira, maio 05, 2026
Karl Marx
Com o mundo em trincheiras, com os algoritmos a caricaturarem o diferente como um inimigo, é seguramente uma ousadia, quase uma imperdoável inconsciência, trazer a terreiro, num registo sereno, com o seu quê de afetivo, uma figura que por aí anda amplamente diabolizada.
segunda-feira, maio 04, 2026
Uma segunda-feira
O dia está a acabar. Desde manhã, andei numa roda-viva. Muito para fazer, muito que ainda ficou por fazer. Algumas chatices pelo meio, mas a vida, sem elas, nem tinha a graça que tem. E também houve bons momentos no dia: uma excelente meia-desfeita ao almoço, em casa, uma conversa muito interessante no "Expresso", para um podcast, um belo espetáculo de música na Gulbenkian, a fechar o dia. Um dia que está a acabar, como a acabar estava a oportunidade de escrever aqui um post. Ou alguém julgaria que 4 de maio de 2026 seria o primeiro dia em branco deste blogue, desde que abriu portas, a 2 de fevereiro de 2009?
Não me apanham nessa.
domingo, maio 03, 2026
Cândido Mota
Na rádio portuguesa, houve vozes extraordinárias. Não faço a minha lista porque cada um tem a sua. Mas em todas elas surge sempre o mesmo nome: Cândido Mota.
O outro Nuremberga
Curiosamente, muito raramente vejo alguém recordar que, em Tóquio, os vencedores da guerra sobre o Japão montaram um tribunal idêntico, dessa vez com magistrados de 11 países (além dos anteriores, nele estiveram a Austrália, a China, o Canadá, as Filipinas, a Índia, a Nova Zelândia e a Holanda). Sete condenações à morte, por enforcamento, foram determinadas nesse julgamento que durou dois anos e meio.
O "Nuremberga" de Tóquio iniciou-se em 3 de maio de 1946. Faz hoje precisamente 80 anos.
sábado, maio 02, 2026
sexta-feira, maio 01, 2026
Dia do trabalhador
Contive-me – e arrependi-me. Uma parva, na estação de serviço da Domingos Sequeira, quando o empregado chamou o próximo cliente, passou descaradamente à frente de um entregador da Uber, como se esse fosse o seu direito natural. O nepalês, atarantado, não reagiu. No 1° de Maio!
Olá, Carlos
Uma mulher em Belém
Alea jacta est
Com o Chega a condicionar a aprovação do pacote laboral à aceitação da peregrina ideia de reduzir a idade da reforma, tudo se compõe: como esta proposta é irresponsável, fica assim inviabilizada a desnecessária alteração à legislação do trabalho. Tudo está bem quando acaba bem.
José de Bouza Serrano
Dois colegas dessa mesma carreira, Paula Leal da Silva e eu, fizémos, cada um à nossa maneira, a apresentação da obra.
Comprem e divirtam-se, porque as histórias valem bem a pena.
quinta-feira, abril 30, 2026
Parabéns, João!
quarta-feira, abril 29, 2026
25 de Abril, ainda e sempre
Aí está agora o livro, "Memórias de Abril - um roteiro dos textos da Revolução", com contribuições do próprio, de Guilherme Oliveira Martins e de Maria Fernanda Rollo.
Neste tempo em que se fecham aa comemorações do meio século da Revolução e da Constituição de 1976, esta é uma obra que se tornará essencial para melhor interpretar os debates e os combates que então tiveram lugar, a caminho da liberdade que hoje vivemos.
O lançamento é hoje, quarta-feira, 29 de abril, às 18.30 horas, na FNAC da Avenida de Roma (antiga Barata). O livro tem edição da "Tinta da China".
Nuno Júdice
São poemas desse período e outros escritos em 2023 que constituem este volume, cujo título, com o seu quê de irónico, havia sido escolhido pelo próprio Nuno.
Triste
Fico espantado pela crença, que vejo espelhada nas redes e nos media, de que o discurso do rei inglês em Washington é da sua lavra e responsabilidade pessoal. Revela um triste desconhecimento de como funcionam as instituições britânicas.
terça-feira, abril 28, 2026
Chuva?
O meu pai dizia muitas vezes: "Céu sachado, chão molhado". Não sei se vai chover ao não, mas achei que não podia perder esta imagem de nuvens de fim de tarde.
Eu, apagado
segunda-feira, abril 27, 2026
Adiar o cifrão
Até hoje, nunca gastei um tostão (devia dizer um cêntimo, eu sei) com nenhuma rede social, nem fiz nenhum "upgrading" nos sites de IA que utilizo. Mas cada vez mais desconfio de que, mais dia menos dia, vou acabar por ajudar à festa financeira dessa gente.
Conselho de ouro
domingo, abril 26, 2026
Abril no Rossio
Um dos grandes artistas nacionais da imagem, Luiz Carvalho, apanhou-nos ontem no Rossio, na manifestação do 25 de Abril.
Tiro ao Trump
Trump é o que é — e, já sabemos, com Trump e o seu pessoal, tudo é possível. Contudo, é capaz de ser sensato admitir a possibilidade do incidente de ontem ter sido mesmo uma tentativa de atentado. Pode não dar jeito à simpática narrativa anti-Trump, mas pode ser verdade...
sábado, abril 25, 2026
25 sempre!
Uma mão a Abril
sexta-feira, abril 24, 2026
Corri o risco
Mas, confesso, é um pouco estranho este tipo de reação, 52 anos depois.
"A Arte da Guerra"
Ai Portugal
Caramba, tanto tempo? Aquilo não é o CCB! Há tempos comentei o assunto com a vizinhança. Alguém disse: "A obra teve muitas paragens. Parece que é falta de pessoal!" Pensando bem, a falta de pessoal para as atividades é, apesar de tudo, um pouco melhor do que a falta de emprego para quem o não tem.
Há uns anos, numa rua de Vila Real, eternizou-se um buraco, com gradeamento à volta, impedindo a passagem. Foram muitas semanas. Alguém inquiriu junto da Câmara da razão do atraso e a resposta foi: "O pessoal foi para as vindimas.."
"Ai Portugal, Portugal,", como canta o Jorge Palma.
quinta-feira, abril 23, 2026
Falar claro
Achei muito estranha essa abordagem, algo snobe e elitista, e dei comigo a pensar que se um qualquer ramo do conhecimento necessita desse tipo de artificialismo para se impor é mau sinal para a sua verdadeira dignidade.
Porque refiro agora isto? Porque as questões internacionais, com a eclosão das recentes guerras, e as muitas horas a elas dedicadas nas televisões, levaram esses temas, de forma quase obsessiva, para as conversas do dia-a-dia. Qualquer pessoa tem opinião (quase sempre bem adjetivada) sobre Trump, sobre a situação no Golfo Pérsico ou a ocupação russa da Crimeia.
Ora isso exige a quem é chamado a falar, em público ou nas televisões, sobre questões desta natureza que, naquilo que diz, tente aportar um valor acrescentado ao discurso impressionista do cidadão comum. Na minha opinião, deve sempre fazê-lo de forma simples, sem chavões e palavreado especializado. As ideias têm de valer por si, não pela roupagem de vocabulário "difícil" utilizado.
Tenho-me lembrado disto ao olhar as dezenas de pessoas que fizeram o favor de me ouvir em três fóruns em que, em menos de uma semana, fui chamado a intervir sobre o estado do mundo e as suas perspetivas de evolução. Procurei falar de modo simples, com vocabulário comum, embora as mensagens fossem diferentes, porque diferentes eram os lemas das palestras, bem como a natureza dos auditórios. Não sei se tive êxito.
Quando falo em público, não ambiciono nunca suscitar de quem me ouve uma expressão idêntica à daquela senhora "do povo" que, inquirida um dia pela Emissora Nacional, no Terreiro do Paço, depois de um discurso de Salazar a um comício nacionalista, comentou assim a alocução do Presidente do Conselho: "Não percebi o que ele disse, mas falou muito bem..."
IA, meu!
Há dias, deparei com um artigo no “Observador” com a menção de que tinha sido produzido pela IA e revisto por um jornalista. Como trazia uma asserção completamente enviesada para o lado conservador, fiquei a suspeitar de que deve ter sido essa a contribuição do jornalista.
quarta-feira, abril 22, 2026
Só visto...
"As everyone knows, I am an extraordinary brilliant person, and even I had no idea what the hell they were talking about..." (Como toda a gente sabe, sou uma pessoa extraordinariamente brilhante, e mesmo eu não fazia a mínima ideia de que diabo eles estavam a falar…)
terça-feira, abril 21, 2026
Como se diz "medo" em português?
Reflexão
segunda-feira, abril 20, 2026
E depois do adeus
Soares trouxe a festa e quebrou a rigidez alcainense. Sampaio mostrou que a República solidária podia ter outro rigor. No vazio, surgiu outro homem crispado. Farto do estilo de Cavaco, o país folgou com Marcelo. Veio a achar demais. Entrado Seguro, descansa ainda do frenesim.
Melhorias
Seguro não fala muito, parece decidido a não alimentar a sede dos portadores de cornetos sempre estendidos para acolher os estados de alma presidenciais. Falando pouco, tudo o que diz vai ao bisturi dos exegetas. Disse: Portugal precisa de "melhorias". Lá anda a palavra na baila.
Lá estão eles!
domingo, abril 19, 2026
Delicadeza
Por razões de segurança, toda a comitiva de Trump foi obrigada a deitar num caixote do lixo, à entrada para o avião de regresso, e à vista d...

















































