duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
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domingo, fevereiro 15, 2026
Por que será?
sábado, fevereiro 14, 2026
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
Na " Visão"
Há pouco, ia eu lançado pelo texto abaixo quando dei por mim pespegado numa linha. Saltou-me à vista o meu nome, ligado à menção ao blogue que o leitor está agora a ler. Um espaço que eu sabia que José Carlos de Vasconcelos acompanhava, sendo esta a única "rede social" que ele segue com regularidade. O que o leva sempre a dizer que eu e o Guilherme Oliveira Martins temos uma capacidade de produção de escrita que pede meças a muita gente.
O prazer de nos vermos citados por alguém que é um príncipe da escrita e do jornalismo vai de par com um acrescido sentimento de responsabilidade. Afinal, quando por aqui escrevo, não me posso nunca esquecer que, do outro lado do ecrã, está a atenção, que sei também exigente, do meu amigo José Carlos de Vasconcelos.
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
"A Arte da Guerra"
O Estado e a arte
Este governo, não obstante projetar uma inescapável imagem de incompetência, ainda terá um módico de lucidez para perceber que a atual situação é "areia demasiada" para a sua carroça". Contudo, olhando-lhes as caras e as atitudes, vê-se que não querem aprender com a realidade.
Se assim não fosse, procurava já um entendimento como PS, para superar as consequências da atual crise, com vista a um alargado acordo sobre o modo de intervir no tecido infraestrutural do país, em aliança com os municípios. E sem criação de "comissões" ou "gabinetes", por favor!
Com a ajuda do novo presidente, que por algum tempo poderá gozar de um efetivo estado de graça, atenta a diversidade dos votos que o colocaram em Belém, Montenegro e a sua gente, se a arrogância lhes não lhe atasse as mãos, teriam a hipótese de pilotar uma gestão hábil da crise.
Mas, como antigamente se dizia, "não estamos com gente disso!". Este pessoal governamental não está à altura do desafio que tem perante si. E vai arrastar-se por aí, a fingir que governa. O que teria sido se o azar da história os tivesse encontrado em S. Bento durante a pandemia!
A1
É grave para o país a A1 ficar interrompida por bastante tempo. Mas digo isto apenas como "observador". Viajo com frequência entre Lisboa e Porto e há muito que não me passa pela cabeça ir pela A1. A ligação A8 seguida da A17 é, desde há anos, o único caminho que utilizo.
Colombo: o ovo ou a vontade?
Vejo por aí com frequência críticas ao facto da lei não ser imperativa - ou podendo ser interpretada como o não sendo - no tocante aos prazos que devem ser observados pela justiça. Se assim é, senhores legisladores, porque não fazer uma lei interpretativa? São só dois parágrafos.
Guterres
António Guterres felicitou o Estado iraniano no seu dia nacional. Caiu o Carmo e a Trindade!
O secretário-geral das Nações Unidas, organização de que o Irão é membro pleno, saúda ritualmente os dias que o país indica como sendo suas datas nacionais.
Recordo que as Nações Unidas acolhem regimes de toda a natureza - desde sólidas democracias a sinistras ditaduras. Nas Nações Unidas, como em qualquer organização internacional, uma ditadura não tem menos direitos do que uma democracia, como é sabido por quem sabe um mínimo destas coisas.
Era só o que faltava que o SGNU, nestes seus gestos protocolares, tivesse a liberdade pessoal de escolher entre regimes.
Brasil
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
A ministra
Japão vira (ainda mais) à direita
Com o resultado das eleições legislativas do passado fim de semana, o Japão entrou claramente numa nova fase política. O histórico Partido Liberal Democrata, agora liderado por Sanae Takaichi, conseguiu garantir uma maioria de dois terços no parlamento. Não foi apenas expressivo em termos numéricos, mas veio consagrar una reorientação para a direita do centro de gravidade político japonês, conferindo ao novo governo um mandato robusto.
Resposta a perguntas da 24 Notícias
Cruzadismo
Ganhar a derrota
Há dois derrotados nas presidenciais que, pelos vistos, querem continuar a cavalgar a popularidade colhida na primeira volta e teimam em não sair de cena: um passou a comentador televisivo, outro puxou subliminarmente dos galões de organizador logístico para atacar uma ministra.
terça-feira, fevereiro 10, 2026
As eleições presidenciais e as direitas
Veja aqui o 'Olhe que não, olhe que não" desta semana, onde debato com Jaime Nogueira Pinto as eleições presidenciais e as direitas.
segunda-feira, fevereiro 09, 2026
Sapucaí saloio
Este ano, a intempérie deu cabo dos nossos cortejos carnavalescos. O Carnaval é uma tradição europeia que foi levada para terras quentes. Dali regressou com as coreografias próprias do clima desses países. É de um imenso e sádico ridículo ver jovens despidas a tiritar de frio.
Os focados
Há dias, Montenegro disse que estava "focado" na governação para se pronunciar sobre as presidenciais. Na noite eleitoral, contudo, "desfocou" a atenção e fez uma comunicação ao país, seguida de uma mais do que despropositada conferência de imprensa.
Há minutos, o primeiro-ministro britânico, que tem o seu futuro entre a espada e Epstein, disse estar "focado" no trabalho e não querer falar das trapalhadas em que Mandelson o meteu.
Percebe-se que alguém que está na corda bamba tenha de estar muito "focado".
O servidor da moeda
O governador do Banco de França decidiu sair e disse isto: "Mes près de onze années à la tête de la Banque de France et au service de l’euro sont et resteront l’honneur de mon parcours public". Releva de uma lógica de serviço público que me é estranha este "au service de l’euro".
A noite (4)
Com a voz semanal de Cotrim, da sua nova tribuna televisiva, a "dar a linha" aos que nele votaram, tentando fazer-se lembrado para o quinquénio seguinte, a liderança da IL vai saber o que é o peso de um "backseat driver".
A noite (3)
Houve uma vitória da qual, na noite de hoje, pouco se falou: com a eleição de António José Seguro venceu também a Constituição da República Portuguesa.
A noite (2)
Acho que não tem o menor sentido, salvo como mera curiosidade estatística, estar a comparar percentagens das vitórias em anteriores eleições presidenciais. Só quem não conheceu os diferentes contextos é que pode tomar a sério este tipo de análise.
A noite (1)
Ventura venceu no círculo eleitoral de Caracas. Esta é mais uma prova de que o trumpismo - ia acrescentar, "de modo seguro", mas travei a tempo - está a fazer o seu caminho de afirmação na vida política venezuelana.
domingo, fevereiro 08, 2026
A ter em atenção
Os votos que Ventura vier a ter no final desta segunda volta serão muito significativos: trata-se de gente que foi capaz de o escolher mesmo tendo, do outro lado, um opositor com um perfil tão moderado como o de Seguro. Esse é um Portugal a que há que estar muito atento no futuro.
Re - "Visão"
Ontem, na estação de serviço, a empregada a quem mostrei os quatro exemplares da revista "Visão" que ia comprar perguntou, curiosa: "Vai oferecer a alguém?" Respondi: "Talvez, mas compro para apoiar a revista".
"Más allá del Caia"
Ainda estou por entender o ódio assanhado ao presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que persiste na direita portuguesa, aqui pelas redes sociais. A esquerda lusa, tanto quanto me parece, está-se "borrifando" para Feijóo e Abascal, achando mesmo alguma graça estética a Ayuso.
Dificuldades
O próximo presidente da República vai ter uma tarefa muito difícil. Releio a frase, ouvida agora, e pergunto-me se houve algum seu antecessor, desde Manuel de Arriaga, para quem a expressão não tivesse sido utilizada. Até ao Américo Tomás!
O bi-voto
sábado, fevereiro 07, 2026
Amanhã não vou votar
Amanhã não vou votar. Ficarei em casa, a ver futebol e a ler. Amanhã, deixo aos meus compatriotas a decisão de escolherem o nosso presidente para os próximos cinco anos. Que fique bem claro: não contem comigo para o sufrágio de amanhã. Porquê? Porque já votei na passada semana.
Uma tarde em Alfragide
Nesta tarde de chuva errática, estive num bem participada conversa em Alfragide, a falar da diplomacia, do mundo que por aí anda e da minha própria experiência profissional. Gostei bastante.
A apólice garantida
No domingo, os portugueses podem vir a obter um Seguro contra todos os riscos, bastando para tal escolherem um Seguro contra terceiros.
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
Coincidências (2)
Trump divulgou uma imagem em que os Obama são equiparados a um casal de símios, no mesmo dia em que um tribunal português decidiu libertar o "Macaco", essa grande figura do desporto nortenho. Ah! Pois é! E ainda dizem que não há coincidências!
Coincidências
O primeiro-ministro dizia esta manhã estar a fazer uma visita surpresa a locais vítimas da intempérie, sem avisar ninguém. É curioso estas declarações terem sido reportadas por jornalistas que, por uma incrível coincidência, estavam no local. Há um jornalismo feliz, não é?
Poetas com taxímetro
Dizia-me ontem um taxista, descontente com o clima: "Já reparou que desapareceram as estações?! A mim, faz-me muita falta o outono!" Achei curioso. "E a primavera, não lhe faz falta?" Gargalhada. "Fazia, noutra idade!" Nova gargalhada. A poesia já chegou aos táxis.
Não têm que agradecer...
Espero que o PSD já tenha percebido de que deve rezar a todos os santinhos para que a vitória de Seguro seja esmagadora - e, por consequência, que a derrota de Ventura seja grande. Toda a força acrescida que Ventura vier a obter nesta eleição ameaça o futuro do PSD. De nada...
quinta-feira, fevereiro 05, 2026
Joana Lopes
Não se iludam!
A discussão sobre o adiamento das eleições é um óbvio pretexto para fragilizar a legitimidade dos resultados. As eleições devem realizar-se na data marcada, salvo em contextos locais onde tal impossibilidade seja declarada pelas autoridades autárquicas.
"A esquerda e as empresas"
Britannia
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Eliseu
Na "pole position", surgirá Jordan Bardella, o qual, surpreendentemente, parece herdar o favoritismo, se tiver de substituir Le Pen. Bardella tem menos de 30 anos, dá mostras de uma grande impreparação, mas ... parece que pode acabar no Eliseu.
No extremo político oposto, o líder de "Le France Insoumise", Jean-Luc Mélenchon, teima em reeditar uma candidatura, esperançado na bipolarização numa segunda volta, contra Le Pen ou Bardella. Contudo, a sua imagem tribunícia e algo radical não o converte num "Seguro" francês.
A restante esquerda, que esteve unida com LFI nas legislativas de 2024 mas se afastou entretanto, irá decidir um candidato próprio em eleições primárias. Os nomes potenciais desse setor são tão pouco entusiasmantes que já se fala num possível regresso de François Hollande.
A direita clássica, onde as origens gaullistas se diluiram há muito, parte da qual já migrou para os braços da extrema-direita, decidiu-se por Bruno Retailleau, que ganhou esporas no ministério do Interior. As suas hipóteses de êxito não parecem elevadas.
Resta o "macronismo", onde quase todos parece quererem começar a esquecer o impopular Macron. Édouard Philippe, o primeiro chefe do governo de Macron, está já no terreno, mas pode ter de concorrer com Gabriel Attal, um jovem ambicioso que foi um efémero primeiro-ministro.
À distância de mais de um ano, todas as sondagens apontam para uma vitória de um dos candidatos da extrema-direita. Mas a embaixada francesa em Lisboa deve ter contado a Paris a triste sina do favorito almirante e do esforçado corredor de longo curso Marques Mendes.
Epstein
Capa
Os novos "gillet jaunes"
Nestas crises, irrita-me a imagem de gente que anda pelos locais afetados vestida com coletes, "a armar" a operacional, quando são tudo menos isso e, muitas vezes, só lá vão para aparecer.
Silêncio
Há muitos anos, foi nomeado um qualificado quadro de um banco para a chefe do órgão de cobrança de impostos. Caiu o Carmo e a Trindade pelo imenso salário atribuído: como é natural, a pessoa não quis ganhar menos do que antes ganhava. A escolha foi um êxito. Seguiu-se silêncio.
E estamos nisto!
O governo nomeou um antigo autarca, ao que parece alguém que sabe levar as coisas à prática, para os trabalhos de reconstrução, depois da intempérie. Na imprensa, a notícia é o salário que vai receber. A inveja e a mesquinhez, que alimentam o populismo, estão sempre bem servidas.
Jaime Nogueira Pinto
Um dia, atravessei o Atlântico para vir apresentar um livro seu. Há pouco mais de dois anos, ele falou no lançamento de um volume que publiquei. O Jaime e eu, que um dia nos conhecemos vestidos de verde, no tempo militar pré-Abril, nunca tivemos uma discussão, por mais ligeira que fosse. Nos dias que correm, partilhamos até um podcast semanal, onde nos divertimos a conversar sobre o quotidiano e tudo o que nos vem à ideia.
Por essas infelizes coincidências que a vida social nos traz, não poderei estar hoje nesta sua festa. Prometo que daqui a dez anos não faltarei. E ele fica desde já publicamente convidado para o meu centenário — antes que me esqueça.
A desgraça de Mandelson
Peter Mandelson foi uma das figuras políticas mais talentosas do Reino Unido. Membro dos governos de Tony Blair e Gordon Brown, exerceu forte influência durante essa era trabalhista antes de entrar para a Câmara dos Lordes em 2008. Durante quatro anos, ocupou o exigente cargo de Comissário Europeu do Comércio.
terça-feira, fevereiro 03, 2026
Paris homenageou Mário Soares
Meteorologias
"O que interessa..."
"Estamos concentrados em resolver problemas", diz o primeiro-ministro, para quem lhe pede respostas concretas. É quase "tão bom" como aquela frase que os governantes sempre têm quando perguntados sobre um tema aborrecido: "O que interessa aos portugueses é saber..."
Receita
Cardiologista, ontem: "Na sua idade, deve fazer caminhadas". Dei comigo a pensar nisso. Hoje, tomei a decisão: fui a pé da Lapa a Campo de Ourique, e voltei, com a minha almoçarada semanal com amigos de permeio. E, como estava a chover, acho que vale por dois. Em março, repito.
"Olhe que não, olhe que não"
Pode vê-la e ouvi-la aqui.
Les emmerdes
"Aqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida" foi a qualificação ridícula de Montenegro das vítimas da intempérie. Caiu-lhe tudo em cima! Quando as coisas começam a andar mal, lembremos a expressão de Chirac: "les emmerdes, ça vole toujours en escadrille."
In office
Os eventos da natureza têm sempre alguma imprevisibilidade. Mas estas intempéries estavam mais do que anunciadas, pelo que releva da óbvia incompetência organizativa o modo como foram enfrentadas. Como se diz na Inglaterra, este governo mostra que "is in office, not in power".
Legitimidades
Uma vitória folgada de Seguro criará um curioso confronto de duas legitimidades: a sua, recém-obtida e confortada com um espetro muito alargado de apoios, e a do governo, com muito escassa maioria e um periclitante suporte no parlamento. Nas crises, isto pode ser relevante.
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
Então?!
Parece haver sérios problemas na organização logística no combate às consequências da intempérie? Mas é minha impressão ou anda por aí, agora sem emprego evidente, um grande especialista nesse domínio organizativo?
Corações ao alto
Consulta de rotina no cardiologista, hoje: "Está tudo bem. Sabe quando foi a primeira vez que cá veio? Foi há 48 anos..."
17 anos
Perceções e realidades
Mandelson
Peter Mandelson foi sempre "gaffe-prone", mas a sua superior inteligência e brilhantismo fizeram-no sair por cima em várias situações. A sua surpreendente nomeação para embaixador em Washington parecia ser um boa jogada de Starmer. Mas a onda Epstein submergiu-o.
domingo, fevereiro 01, 2026
Seguro e livre
A vida na diplomacia
Uma entrevista da "Nível e Prumo" onde fui convidado a relatar as cerca de quatro décadas que passei nos Negócios Estrangeiros.
sábado, janeiro 31, 2026
"Olhe que não, olhe que não"
Pode ver aqui.
Um abraço
O Pedro Correia e o "Delito de Opinião" são meus companheiros de jornada na blogosfera desde 2009.
Andamos assim por aqui há 17 anos. Eu na minha solidão de autor único daquilo que publico, o Delito com uma equipa que desenha, com grande êxito, aquela que é talvez a mais prestigiada plataforma do género no espaço português. Da qual sou fiel leitor diário.
O registo do Duas ou Três Coisas é bastante mais errático nas temáticas, frequentemente menos "sério" no estilo de abordagem e adota, sem eufemismos ou disfarces semânticos, uma clara leitura ideológica - orgulhosamente de esquerda, socialista, de combate aberto ao liberalismo de direita e, em especial, à direita radical e extrema - que se afasta da linha maioritária que prevalece, com toda a legitimidade, no Delito. A vida democrática é isto mesmo, julgo eu.
Além disso, ao ter decidido pôr termo definitivo aos comentários no meu blogue, decisão que sei poder desagradar a muita gente, cortei com o modelo participativo que também faz parte do êxito do Delito. A tudo isso se soma ainda o "irritante" de eu ser favorável à adoção do Acordo Ortográfico. E algumas outras diferenças mais, que são o sal da vida, o que não obstou a que, um dia, eu tivesse sido convidado, lado a lado com o José Ferreira Fernandes, para contribuir com um texto para a edição em livro de textos publicados no Delito.
Parabéns assim ao Pedro Correia, pela sua fantástica persistência, a minha gratidão à sua regular e amável lembrança deste "colega" (rebelde ou reacionário, como o queiram ver) e votos muito sinceros de felicidades para o futuro do Delito. E, como diz o Palma, "enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar".
Seguidores
sexta-feira, janeiro 30, 2026
O acordo da Índia com a União Europeia
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Entrevista ao "Público"
Europa no "Sharing Knowledge"
Ontem, estive à conversa com Henrique Burnay, sobre a égide do "Sharing Knowledge", para abordar od desafios atuais da Europa.
"Liberdade e Democracia em desordem"
Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença
quarta-feira, janeiro 28, 2026
É a vida!
terça-feira, janeiro 27, 2026
Toda a futurologia é empírica
Num debate destes, começa-se por medir se os candidatos fixaram o eleitorado que traziam: claramente, isso aconteceu, em absoluto. Depois, avaliar quem terá sido mais eficaz em captar quem votou nos derrotados da 1ª volta: Nisso, Seguro pareceu-me marcar mais pontos. Digo eu...
O candidato do empadão
"Política do empadão" é uma bela fórmula criada por António José Seguro para caraterizar a habitual mistura e confusão de temas, quase sempre de forma imprecisa e caricatural, que é a tática de André Ventura para, na réplica, tornar difícil uma resposta a uma questão concreta.
segunda-feira, janeiro 26, 2026
Startupismo
Constato que o limoeiro do meu quintal tem 21 limões. Vou dar uma saltada à Unicorn Factory. Acho que já tenho ali massa crítica para abrir uma start-up.
Como é?
Pessoa "honesta e educada" é como Cavaco Silva qualifica António José Seguro. Quanto se anuncia o voto num candidato e se sublinham as suas qualidades, isso representa, a contrario, a óbvia qualificação da alternativa que está no terreno?
Questão simples
Pessoa "honesta e educada" é como Cavaco Silva qualifica António José Seguro. Quanto se anuncia o voto num candidato e se sublinham as suas qualidades, isso representa, a contrario, uma óbvia qualificação da alternativa que está no terreno?
Um cheirinho de goibada
Ficará para a ciência política, com a distância do tempo, refletir um dia sobre as razões pelas quais um eleitorado que tinha dado uma maioria absoluta ao Partido Socialista alterou, num prazo que foi curto, o sentido do seu voto e veio a entregar o poder a uma direita sem um especial carisma.
Por que será?
Dado que este blogue deixou de admitir comentários, esta é uma questão puramente retórica: por que diabo nas localidades alentejanas de Évor...











































