No caso Epstein, há uma data a reter: 2005. Foi nesse ano que Epstein foi pela primeira vez acusado. Assim, quem privou com ele a partir desse ano tinha obrigação de saber com quem lidava. Para enquadrar a imensa correspondência dele que por aí anda, é importante saber isso.
duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
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quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Capa
Os novos "gillet jaunes"
Nestas crises, irrita-me a imagem de gente que anda pelos locais afetados vestida com coletes, "a armar" a operacional, quando são tudo menos isso e, muitas vezes, só lá vão para aparecer.
Silêncio
Há muitos anos, foi nomeado um qualificado quadro de um banco para a chefe do órgão de cobrança de impostos. Caiu o Carmo e a Trindade pelo imenso salário atribuído: como é natural, a pessoa não quis ganhar menos do que antes ganhava. A escolha foi um êxito. Seguiu-se silêncio.
E estamos nisto!
O governo nomeou um antigo autarca, ao que parece alguém que sabe levar as coisas à prática, para os trabalhos de reconstrução, depois da intempérie. Na imprensa, a notícia é o salário que vai receber. A inveja e a mesquinhez, que alimentam o populismo, estão sempre bem servidas.
Jaime Nogueira Pinto
Um dia, atravessei o Atlântico para vir apresentar um livro seu. Há pouco mais de dois anos, ele falou no lançamento de um volume que publiquei. O Jaime e eu, que um dia nos conhecemos vestidos de verde, no tempo militar pré-Abril, nunca tivemos uma discussão, por mais ligeira que fosse. Nos dias que correm, partilhamos até um podcast semanal, onde nos divertimos a conversar sobre o quotidiano e tudo o que nos vem à ideia.
Por essas infelizes coincidências que a vida social nos traz, não poderei estar hoje nesta sua festa. Prometo que daqui a dez anos não faltarei. E ele fica desde já publicamente convidado para o meu centenário — antes que me esqueça.
A desgraça de Mandelson
Peter Mandelson foi uma das figuras políticas mais talentosas do Reino Unido. Membro dos governos de Tony Blair e Gordon Brown, exerceu forte influência durante essa era trabalhista antes de entrar para a Câmara dos Lordes em 2008. Durante quatro anos, ocupou o exigente cargo de Comissário Europeu do Comércio.
terça-feira, fevereiro 03, 2026
Paris homenageou Mário Soares
Meteorologias
"O que interessa..."
"Estamos concentrados em resolver problemas", diz o primeiro-ministro, para quem lhe pede respostas concretas. É quase "tão bom" como aquela frase que os governantes sempre têm quando perguntados sobre um tema aborrecido: "O que interessa aos portugueses é saber..."
Receita
Cardiologista, ontem: "Na sua idade, deve fazer caminhadas". Dei comigo a pensar nisso. Hoje, tomei a decisão: fui a pé da Lapa a Campo de Ourique, e voltei, com a minha almoçarada semanal com amigos de permeio. E, como estava a chover, acho que vale por dois. Em março, repito.
"Olhe que não, olhe que não"
Pode vê-la e ouvi-la aqui.
Les emmerdes
"Aqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida" foi a qualificação ridícula de Montenegro das vítimas da intempérie. Caiu-lhe tudo em cima! Quando as coisas começam a andar mal, lembremos a expressão de Chirac: "les emmerdes, ça vole toujours en escadrille."
In office
Os eventos da natureza têm sempre alguma imprevisibilidade. Mas estas intempéries estavam mais do que anunciadas, pelo que releva da óbvia incompetência organizativa o modo como foram enfrentadas. Como se diz na Inglaterra, este governo mostra que "is in office, not in power".
Legitimidades
Uma vitória folgada de Seguro criará um curioso confronto de duas legitimidades: a sua, recém-obtida e confortada com um espetro muito alargado de apoios, e a do governo, com muito escassa maioria e um periclitante suporte no parlamento. Nas crises, isto pode ser relevante.
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
Então?!
Parece haver sérios problemas na organização logística no combate às consequências da intempérie? Mas é minha impressão ou anda por aí, agora sem emprego evidente, um grande especialista nesse domínio organizativo?
Corações ao alto
Consulta de rotina no cardiologista, hoje: "Está tudo bem. Sabe quando foi a primeira vez que cá veio? Foi há 48 anos..."
17 anos
Perceções e realidades
Mandelson
Peter Mandelson foi sempre "gaffe-prone", mas a sua superior inteligência e brilhantismo fizeram-no sair por cima em várias situações. A sua surpreendente nomeação para embaixador em Washington parecia ser um boa jogada de Starmer. Mas a onda Epstein submergiu-o.
domingo, fevereiro 01, 2026
Seguro e livre
A vida na diplomacia
Uma entrevista da "Nível e Prumo" onde fui convidado a relatar as cerca de quatro décadas que passei nos Negócios Estrangeiros.
sábado, janeiro 31, 2026
"Olhe que não, olhe que não"
Pode ver aqui.
Um abraço
O Pedro Correia e o "Delito de Opinião" são meus companheiros de jornada na blogosfera desde 2009.
Andamos assim por aqui há 17 anos. Eu na minha solidão de autor único daquilo que publico, o Delito com uma equipa que desenha, com grande êxito, aquela que é talvez a mais prestigiada plataforma do género no espaço português. Da qual sou fiel leitor diário.
O registo do Duas ou Três Coisas é bastante mais errático nas temáticas, frequentemente menos "sério" no estilo de abordagem e adota, sem eufemismos ou disfarces semânticos, uma clara leitura ideológica - orgulhosamente de esquerda, socialista, de combate aberto ao liberalismo de direita e, em especial, à direita radical e extrema - que se afasta da linha maioritária que prevalece, com toda a legitimidade, no Delito. A vida democrática é isto mesmo, julgo eu.
Além disso, ao ter decidido pôr termo definitivo aos comentários no meu blogue, decisão que sei poder desagradar a muita gente, cortei com o modelo participativo que também faz parte do êxito do Delito. A tudo isso se soma ainda o "irritante" de eu ser favorável à adoção do Acordo Ortográfico. E algumas outras diferenças mais, que são o sal da vida, o que não obstou a que, um dia, eu tivesse sido convidado, lado a lado com o José Ferreira Fernandes, para contribuir com um texto para a edição em livro de textos publicados no Delito.
Parabéns assim ao Pedro Correia, pela sua fantástica persistência, a minha gratidão à sua regular e amável lembrança deste "colega" (rebelde ou reacionário, como o queiram ver) e votos muito sinceros de felicidades para o futuro do Delito. E, como diz o Palma, "enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar".
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sexta-feira, janeiro 30, 2026
O acordo da Índia com a União Europeia
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Entrevista ao "Público"
Europa no "Sharing Knowledge"
Ontem, estive à conversa com Henrique Burnay, sobre a égide do "Sharing Knowledge", para abordar od desafios atuais da Europa.
"Liberdade e Democracia em desordem"
Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença
quarta-feira, janeiro 28, 2026
É a vida!
terça-feira, janeiro 27, 2026
Toda a futurologia é empírica
Num debate destes, começa-se por medir se os candidatos fixaram o eleitorado que traziam: claramente, isso aconteceu, em absoluto. Depois, avaliar quem terá sido mais eficaz em captar quem votou nos derrotados da 1ª volta: Nisso, Seguro pareceu-me marcar mais pontos. Digo eu...
O candidato do empadão
"Política do empadão" é uma bela fórmula criada por António José Seguro para caraterizar a habitual mistura e confusão de temas, quase sempre de forma imprecisa e caricatural, que é a tática de André Ventura para, na réplica, tornar difícil uma resposta a uma questão concreta.
segunda-feira, janeiro 26, 2026
Startupismo
Constato que o limoeiro do meu quintal tem 21 limões. Vou dar uma saltada à Unicorn Factory. Acho que já tenho ali massa crítica para abrir uma start-up.
Como é?
Pessoa "honesta e educada" é como Cavaco Silva qualifica António José Seguro. Quanto se anuncia o voto num candidato e se sublinham as suas qualidades, isso representa, a contrario, a óbvia qualificação da alternativa que está no terreno?
Questão simples
Pessoa "honesta e educada" é como Cavaco Silva qualifica António José Seguro. Quanto se anuncia o voto num candidato e se sublinham as suas qualidades, isso representa, a contrario, uma óbvia qualificação da alternativa que está no terreno?
Um cheirinho de goibada
Ficará para a ciência política, com a distância do tempo, refletir um dia sobre as razões pelas quais um eleitorado que tinha dado uma maioria absoluta ao Partido Socialista alterou, num prazo que foi curto, o sentido do seu voto e veio a entregar o poder a uma direita sem um especial carisma.
domingo, janeiro 25, 2026
Ambiguidade
Corre por aí um modelo para ninguém perder a face na questão da Gronelândia.
Os EUA obteriam a propriedade das bases no território, o qual manteria o seu estatuto perante a Dinamarca.
Trump diria que "adquiriu" território, Copenhague preservaria o essencial do "status quo".
Chama-se a isto ambiguidade diplomática. Será possível?
Seguro, Rushdie e eu
Um dia de julho de 1993, na embaixada de Portugal em Londres, recebi um telefonema de António José Seguro. Não o conhecia pessoalmente, apenas sabia que era o líder da Juventude Socialista.
EUA
A informação nos EUA está tão polarizada que é difícil obter dados independentes sobre o caso que ocorreu no Minnesota. Menos sobre os factos, mais sobre o seu real impacto na opinião pública e eventuais consequências políticas. A CNN diz uma coisa, a Fox diz outra. Como olharão os americanos estas informações contraditórias? Qual é o "saldo" disto? Ficam ao lado de Trump, ficam contra ou a vida continua?
sábado, janeiro 24, 2026
Alain
Nunca li nada de Émile-Auguste Chartier, que usava o pseudónimo de Alain, salvo citações. Gosto desta: "Quand quelqu'un me dit qu'il n'est ni de droite ni de gauche, je sais que c'est un homme de droite". Isso é dos anos 30, dirão alguns. Ao que eu respondo: estão aí a chegar...
Ai! Leão
Como sportinguista, PSG e quejandos não me preocupam nada, "comemo-los a todos". Já o Arouca ou o Cascalheira põem-me nervoso. E, como se viu, eu tinha razão...
Ai! América
Kultura
Dizem-me que há uma lista dos nomes da cultura que apoiam o candidato que se opõe a Seguro. Mas que está em segredo, porque os próprios não querem aparecer a público, porque assim a família iria saber...
América
Como é natural, damos maior atenção aos impactos externos da administração Trump.
Contudo, há dias, um amigo americano anti-Trump só me falava, muito preocupado, da clivagem violenta que a América atravessa, como em Minneapolis, da rutura dos "checks and balances".
Para ele, a Gronelândia é um "fait divers".
Cada um vê o mundo do lugar onde está.
Um mínimo
Não apelo a uma política de canhoneira, nem sequer a um ato de grande visibilidade pública, mas há um mínimo de reação que Portugal deveria ter (sem se esconder atrás de posições coletivas) junto dos EUA, em face do insulto à memória os nossos soldados mortos no Afeganistão.
A mesma luta
Um grupo de proeminentes cidadãos "não-socialistas" declara apoio a António José Seguro.
Não o apoiaram na primeira volta, mas, perante a alternativa, escolhem-no para o exercício da função presidencial.
Quero deixar claro que, se acaso tivesse sido Marques Mendes a passar à segunda volta, este socialista estaria a assinar uma lista semelhante.
Afinal...
“That's OK, that's what you should be doing, it's a good thing for him to sign a trade deal. If you can get a deal with China, you should do that, right?”, disse Trump há pouco mais de uma semana, aquando da ida do PM do Canadá à China.
Hoje, ameaçou o Canadá com direitos de 100% se assinar qualquer acordo com a China.
Este blogue
sexta-feira, janeiro 23, 2026
Comentários
Déjà vu
Cotrim não escapou à tentação do "clube político". O almirante também deve estar a pensar nisso. É um clássico das ambições frustradas. Agora só falta um tempo numa TV. Alguém devia contar-lhes que a História prova que, tal como o PRD, tudo acaba na Travessa do Fala Só.
Not so special
Estamos a assistir a um momento único na relações entre os EUA e o RU. Nunca, que me recorde, a "special relationship", prezada em Londres à esquerda e à direita, esteve tão tremida. Trump, ao desvalorizar as centenas de mortos britânicos no Afeganistão pisou uma linha vermelha.
Com toda a probabilidade, Carlos III vai ter de cancelar a sua deslocação aos EUA. Ao tocar no sacrifício dos militares britânicos, Trump fez um gesto insuportável para o RU. E ninguém ainda falou do apetite de Trump sobre o petróleo do mar do Norte, bem patente em Davos.
"Porque morreram os blogues"
Há pouco, dei conta de uma conversa, entre quatro pessoas, na Rádio Observador, sobre tema em epígrafe. Foram 40 minutos de diálogo, um tanto a reboque de a Sapo ter anunciado que vai acabar com a plataforma em que hospedava blogues. Quem tiver paciência, pode ouvir aqui.
A farsa
Sabemos que Trump é poderoso. Ele também sabe. Há uma coisa, contudo, que ele não consegue: evitar cair no ridículo aos olhos do mundo. O pequeno e medíocre grupo de líderes que juntou no "Conselho da Paz" revelou quem esteve aberto a ser ator daquela triste farsa.
O cansaço
Zelensky cometeu um erro de palmatória ao ler ontem em Davos o excelente texto que um seu cultivado assessor lhe preparou. Foi uma provocação injusta para os europeus, arriscada para a sensibilidade de Trump. Posso estar enganado, mas vai pagar essa ousadia.
quinta-feira, janeiro 22, 2026
O tempo é meu
"Ouviste o discurso do Zelensky? Que achaste?" Não achei nada, não ouvi. Vou ouvir, claro, e com atenção, mas só daqui a umas horas, quando tiver tempo. Essa coisa de estar "ligado" à informação 24 horas por dia é bom para reformados, desculpem lá. Ora eu sou ex-reformado.
Retrato de um presidente enquanto fala
O discurso de Trump em Davos pretendeu ser uma afirmação de poder. E foi. Só que, através dele, o mundo pôde ver, de uma forma indiscutível, que a potência que "calls the shots" pelo mundo é dirigida por um megalómano mentalmente instável e com um problema crónico com a verdade.
Whataboutism
"Nenhuma nação ou grupo de nações está em condições de defender a Gronelândia, sem ser os EUA". Pois, também os Açores...
Whataboutism (1)
Trump diz que nenhum país pode proteger melhor a Gronelândia do que os Estados Unidos. A esta hora, Zelensky deve estar a pensar: "Nenhum país pode proteger melhor a Ucrânia do que os Estados Unidos".
Escuta
Esta ideia dos Estados Unidos quererem salvar o ocidente, mesmo que esse ocidente não queira "ser salvo", lembra a clássica anedota do escuteiro que arrasta a velhinha, para atravessar a rua, embora a senhora não queira passar para o outro lado ...
Ei-los que saltam
Figuras que andam por aí, há anos, a dar-se ares de democratas e que, colocadas perante a escolha entre um homem moderado e razoável como Seguro e o seu opositor, decidem optar por este último, ficarão desmascaradas para sempre. Mas têm todo o direito a serem assim, note-se!
O tempo e o degelo
No discurso americano sobre o Ártico, "falta" explicar a razão da súbita importância da região no quadro estratégico. É simples: o aquecimento global está, ano após ano, a facilitar a navegabilidade do Ártico. Mas não faz parte da doutrina dos EUA o reconhecimento dessa realidade
Lugar aos novos
É justo que o candidato do Chega esteja a ser entrevistado por tudo o que é televisão. É um nome novo, pouco conhecido. Seguro não precisa nada disso: foi líder da JS, deputado, secretário de Estado, ministro, deputado europeu. Lugar aos novos, ora bem!
Escutas
Esta ideia dos Estados Unidos quererem salvar o ocidente, mesmo que esse ocidente não queira "ser salvo", lembra a clássica anedota do escuteiro que arrasta a velhinha, para atravessar a rua, embora a senhora não queira passar para o outro lado ...
Lembrar
quarta-feira, janeiro 21, 2026
Ainda regressam às Lajes
Eles já aí andam: os que justificam a reivindicação da Gronelândia pelo facto dos EUA serem a única força capaz de travar a China (e a Rússia, pronto!) no Ártico e que, tal como ocorreu na Guerra Fria, a América deve tutelar o hemisfério e ser o salvador do ocidente. Amen!
A sério?
Quem será o inimigo de Ventura que o aconselhou a seguir a estratégia de tentar colar a imagem de Seguro à de Sócrates ou de Costa? Não parece ir funcionar com quem viveu neste país nas últimas duas décadas, estando minimanente atento à vida política. Mas eu sei lá...
O sinaleiro da Jamba
Dizem-me que esta carta (verdadeira, não é "fake news") de Trump é dirigida ao primeiro-ministro da Noruega. Pode ser, mas eu continuo a acreditar que ele (ainda) se corresponde com o Savimbi.
CD quê?
Dizem-me que já só nos alfarrabistas é possível obter a extensa declaração do CDS sobre a derrota do seu candidato oficial na noite de domingo. Outros, bem maldosos, afirmam que o candidato do coração dos "centristas" (não levem a mal o nome...) até nem ficou nada mal colocado.
Essa é que é essa!
Está tudo muito calado mas a verdade é que, com o resultado de domingo, o país perdeu a oportunidade de vir a ter vinho canalizado. Só o pessoal da EPAL é que anda satisfeito.
Notícias do Telhal
Uma coisa que deixaria Trump furioso e os americanos a pensar seria uma tomada de posição de um conjunto de psiquiatras de topo, afirmando a existência empírica de sinais de que a América é liderada por alguém afetado por uma demência que pode comprometer a segurança do país.
terça-feira, janeiro 20, 2026
Canadá
Recomendo muito que se ouça e medite naquilo que primeiro-ministro do Canadá disse em Davos. Não "descobriu a pólvora", não tem uma solução mágica para o acosso que o seu país e outros estão a sofrer, mas trouxe um banho de realismo e de pragmatismo, sem concessões nos princípios.
O passamento político de Ventura?
Se há nome que Ventura teme, esse nome é Passos Coelho. Se, numa implosão de Montenegro, o dom Sebastião de Massamá se dispusesse a avançar, muito do capital político de Ventura se esvairia - mas não todo! Passos Coelho será dos mais atentos ao peso de Ventura em 8 de fevereiro.
Gente decente
Tem imensa graça ver hoje, pelas solícitas penas de algumas figuras injustamente acusadas de serem jornalistas, os recados do PSD a Seguro, já a fazerem contas ao possível apoio ... para a sua reeleição! Como se o futuro presidente não soubesse ao que vem! Habituem-se!
A reeleição, já!
Tem imensa graça ver hoje, pelas solícitas penas de algumas figuras injustamente acusadas de serem jornalistas, os recados do PSD a Seguro, já a fazerem contas ao possível apoio ... para a sua reeleição! Como se o futuro presidente não soubesse ao que vem! Habituem-se!
Ai aguenta?
Dizem-me que dentro do PSD há um grande mal-estar. A maioria percebe a atitude de Montenegro, ao não assinalar preferência de voto: aquilo já está tão mal que qualquer decisão partia o resto. Mas sentem que Montenegro navega à vista, sem outra estratégia que não seja aguentar-se.
A perda da graça
Os socialistas moderados são o ai-jesus da direita enquanto dão jeito para desgastar lideranças do PS mais à esquerda. A sua heterodoxia pelas televisões é adorada. Mas, se se aproximam do poder, perdem a graça, pelo temor de que possam abrir caminho ao regresso do PS ao governo.
segunda-feira, janeiro 19, 2026
A noite (15)
António José Seguro pode ser a última barreira para travar um crescimento de Ventura que o coloque à porta do poder. No futuro, nesta tarefa de proteção de uma política decente, dava jeito ter a direita democrática. Mas, para tal, é necessário que ela não se porte como Pilatos.
O João, a propósito do Valentino
A noite (14)
O futuro dos partidos à esquerda do PS dependerá muito, como é sabido, do modo como o próprio PS se comportar. Ontem, foram vítimas óbvias do voto útil. O partidos não são donos dos votos de ninguém e o espetro de ter Ventura em Belém foi um respeitável susto.
A noite (13)
Catarina Martins e António Filipe foram vítimas da polarização dos dias e da (vamos pelo eufemismo económico) "inadequação da oferta à procura" política. Rui Tavares mediu muito mal o ar do tempo. O espaço está cada vez mais estreito para quem quer passar por ali.
A noite (12)
Sempre afirmei que o 25 de Abril também se fez para que a direita democrática tivesse o seu lugar no regime e que a chegada ao poder da direita, com Sá Carneiro, foi a consagração da nossa democracia. Mas essa direita precisa de provar que sabe defender o regime. Hoje não soube.
A noite (11)
Marques Mendes e Gouveia e Melo perderam um ensejo de ouro de se afirmarem do lado da decência, na escolha de 8 de fevereiro. Assim, saem ambos colados a uma neutralidade colaborante com o populismo. Em especial, tenho pena por Marques Mendes.
A noite (10)
Olhando em perspetiva e ponderado tudo o que se passou, o facto de António José Seguro ter sido o candidato que emergiu como contraponto a André Ventura é uma circunstância muito feliz para a democracia portuguesa. Tem o perfil certo para colocar a extrema-direita fora de jogo.
A noite (9)
No momento em que Cotrim, depois de qualificar Seguro de indesejável "presidente socialista", disse não tomar posição contra Ventura, notei que, no meio da sala, um amigo meu não aplaudiu e se manteve de braços cruzados. Não estou a estimular o seu "outing", mas gostei do gesto.
A noite (8)
Fiquei surpreendido com a quantidade de gente amiga e conhecida que embarcou na candidatura do almirante. Nunca percebi o "appeal" daquela aventura, mas imagino que deva ser defeito meu.
A noite (7)
Dizia-me há minutos um amigo: "Se o Ventura ganhar, emigro!" Para logo acrescentar: "Não sei é se tenho dinheiro para isso".
É interessante este novo modelo de emigração, não para ganhar dinheiro mas a necessitar de tê-lo para tal.
Sinal dos tempos!
Os amigos e as ocasiões (take one)
Ter o líder da extrema-direita francesa a apoiá-lo é mesmo um belo cartão de visita. Só faltam o Bannon e o Miller, já que não deve conseguir o Milei - cujo candidato preferido foi derrotado.
Epstein
No caso Epstein, há uma data a reter: 2005. Foi nesse ano que Epstein foi pela primeira vez acusado. Assim, quem privou com ele a partir des...





































