Observando a triste reação do governo face ao legítimo exercício do direito à greve, só posso concluir aquilo de que sempre suspeitei: um setor importante da direita portuguesa tem saudades. Mas (ainda?) não tem coragem de confessar aquilo de que sente falta. Mas nós sabemos.
duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
terça-feira, junho 02, 2026
Notes on Israel
Israel em seis pontos
Israel tem um lóbi muito eficaz na América, que atravessa ambos os partidos. Religião, negócios de armas e considerações geoestratégicas marcam esses grupos de pressão, muito ativos no Congresso e que nenhum presidente pode ignorar. A segurança de Israel é um imperativo americano.
O que se passou em Gaza afetou a imagem de Israel junto de uma certa América, mas não abalou o essencial do compromisso entre os dois países. O lóbi judaico, cavalgando a luta contra o antisemitismo, segue forte do legislativo e nos mídia (e redes sociais).
Com a Síria e o Iraque bloqueados e os países do Golfo em pânico com o Irão, Israel sonhou que Trump a transformaria na potência regional do futuro. Havia contudo o "detalhe" dos palestinos, que muitos em Israel acham que não é "gente", mas que a "rua árabe" lembra que existe.
Netanyahu será impopular, mas a sua política contra os palestinos e o Irão é altamente popular. Não será por aí que cairá. O massacre dos palestinos não divide moralmente os israelitas. Só que, pelo mundo, depois de Gaza, a memória da Shoa já não tem o mesmo efeito emocional.
A curto prazo, a grande questão está em saber como Netanyahu conseguirá equilibrar a sua obsessiva ambição de um poderoso "grande Israel" com a vontade de Trump de fazer um compromisso para pôr termo a uma guerra bem mais difícil de ganhar do que Netanyahu lhe prometera.
Se Netanyahu vier a arriscar contrariar ostensivamente Trump, fazendo-lhe perder a face, terá um problema. Tudo indica, contudo, que o PM israelita sabe até onde pode esticar a corda, "respeitando" sempre o narcisismo megalómano do amigo americano. O Líbano será um bom teste.
Há 16 anos escrevi aqui isto...
"Este é um post longo. Como diria alguém, não tenho tempo para ser sintético.Portugal é candidato a um novo mandato como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, no biénio 2011/2012. No passado, exercemos por duas vezes essas funções, sempre com grande eficácia.Há dias, um amigo perguntava-me por que razão Portugal queria obter, de novo, essa posição, numa eleição que implica gastos e uma mobilização diplomática intensa. A resposta é, de certo modo, simples.Portugal é um país com uma história e com uma imagem bem firmadas no mundo. Somos um Estado europeu de média dimensão que sempre deu mostras de um forte empenhamento no quadro das relações externas da União, para a definição do qual muito temos contribuído desde a nossa adesão, por vezes numa escala bem superior à de parceiros com um perfil similar.Estamos no centro de uma Comunidade línguística em crescente projeção internacional, que se forjou por laços culturais e afetivos e que foi ajudada pelo cimento da pertinácia comum em torno da luta pelos direitos de Timor-Leste.Temos hoje um quadro muito coerente de relações externas, fruto de uma ação séria no seio da comunidade internacional, que nos reconhece como uma entidade dialogante, moderadora, que age na base de princípios e que respeita, em prioridade, a preeminência da ordem multilateral.Soubemos ultrapassar os tempos traumáticos da conflitualidade colonial e, desde a reimplantação da democracia, somos um dos mais comprometidos parceiros com o mundo africano, tendo sido responsáveis pela iniciativa de duas cimeiras União Europeia-África, momentos únicos na paciente construção de um diálogo institucionalizado entre os dois continentes. Temos sido, além disso, na União Europeia e fora dela, dos mais dedicados promotores de políticas de ajuda ao desenvolvimento e da reflexão sobre os modelos de como elas devem evoluir.Somos um país exemplar em processos de integração de comunidades estrangeiras, respeito pelas minorias e combate às formas de exploração humana, conduzindo, no quadro da União Europeia e em outras estruturas multilaterais, uma ativa política nesse domínio, fundada em valores humanistas e de solidariedade à escala global. Essa posição, deriva muito do facto de termos vindo a aculturar, após séculos da nossa própria diáspora, atitudes de relação humana e de respeito pela diferença que são hoje uma componente essencial da nossa matriz identitária.Não sendo, geograficamente, um país mediterrânico, somos considerados pelos nossos parceiros do Magrebe como um dos Estados europeus que melhor entende as questões desse espaço, do mundo árabe e dos desafios de desenvolvimento e segurança que atravessam toda essa região. No Médio Oriente, a nossa voz é reconhecida como sempre tendo mantido uma grande coerência no tocante à procura de soluções de justiça que, simultaneamente, compatibilizem os direitos do povo palestino e a prestação de garantias a um Estado israelita com fronteiras fixadas à luz das determinantes do Direito internacional.Na América Latina, para além da muito especial relação com o Brasil, temos um excelente entendimento com todos os países de língua espanhola, fruto de laços antigos e de novas solidariedades, muitas das quais firmadas no quadro íbero-americano e na atenção que sempre demos à promoção dos seus interesses dentro da União Europeia.Portugal é um país respeitado no seio da Aliança Atlântica, mantendo com os Estados Unidos, o parceiro mais importante nesse contexto, um constante e amigável diálogo. Olhamos para o laço transatlântico como um elemento axial do quadro de segurança em que estamos inseridos. A perspetiva que Portugal tem alimentado vai também no sentido de considerar que uma relação eficaz entre os Estados Unidos e a Europa é uma condição indispensável para a promoção, com sucesso, de alguns dos valores que entendemos dever proteger na ordem internacional. As derivas conjunturais ocorridas do outro lado do Atlântico, a que se somaram patéticos seguidismos pontuais assumidas nesta banda, devem ser levadas à conta de meros interlúdios, projetados num quadro que continuamos a ler como estruturante para a preservação dos nossos interesses estratégicos.As grandes questões relacionadas com a segurança internacional, nomeadamente nos cenários de tensão pós-11 de setembro, têm, aliás, encontrado em Portugal um parceiro interessado e interveniente. Estamos presentes no esforço para a estabilização do Afeganistão, terreno de operações considerado fundamental para evitar uma catastrófica desregulação da região, com consequente aumento dos riscos de proliferação nuclear e propagação do terrorismo - flagelo a que temos dado a maior atenção nos diversos quadros em que é combatido. Ainda na área da segurança, estamos a preparar a cimeira da Nato, que este ano terá lugar em Lisboa, a qual terá no centro da sua agenda a definição do seu novo conceito estratégico, reformulação essencial para a imperiosa "recriação" da organização, à luz das novas ameaças e das novas áreas geopolíticas de atuação.A imagem de Portugal na Ásia, fixada por uma memória histórica muito positiva, é a de um país cujo passado por lá deixou marcas iniludíveis, nas culturas como nas línguas, como saldo de uma excepcional capacidade de relacionamento humano. Soubémos gerir uma eficaz transição em Macau, num exemplar diálogo com a China. Contrariamente ao que muitos esperariam, a nossa coerência na questão timorense garantiu-nos um respeito acrescido na Ásia e em Estados da Oceania, que apreciaram a sabedoria com que retomámos uma construtiva e descomplexada relação com a Indonésia.Voltando à Europa, é interessante notar que Portugal teve, desde muito cedo, o mérito de perceber que a abertura do projeto comunitário a novos parceiros era uma exigência, não apenas estratégica mas igualmente ética. A nossa inabalada coerência de atitude face ao conjunto de interesses dos novos Estados membros, do seu desenvolvimento à sua segurança, dá-nos hoje um crédito de reconhecimento que igualmente os ajuda a entender a nossa determinação no aprofundamento do diálogo com a Rússia, bem como o nosso empenhamento na resolução de conflitos e na superação de tensões na importante área de vizinhança da União Europeia a leste, tal como na descoberta de fórmulas mais inclusivas na cooperação com o restante mundo euroasiático.Portugal trabalha nas instituições multilaterais com "as cartas" sobre a mesa, sem jogos de bastidores, com uma agenda de preocupações que assenta na busca de soluções dialogadas, numa lógica de comportamento que sempre tentamos que seja partilhada pelos nossos parceiros e aliados, situados nos diversos contextos multilaterais ou multinacionais onde nos inserimos e atuamos. Tentamos ser sempre uma voz moderada, que procura até ao limite conseguir soluções fruto do diálogo e do consenso, sem prejuízo do cumprimento das normas internacionais e do corpo de princípios a que aderimos. Sem fundamentalismos nem ilusões, seguimos uma linha que tenta ser coerente nos processos de promoção da democracia, dos direitos humanos e dos valores do Estado de direito. Estamos também crescentemente atentos às temáticas do ambiente e do desenvolvimento sustentável, onde damos, dia-a-dia, um testemunho próprio de envolvimento no uso intensivo das energias alternativas.Não será também por acaso que nomes portugueses assumem hoje lugares cimeiros no diálogo entre civilizações, nas instituições europeias ou na protecção dos direitos dos refugiados. Para além das razões de natureza pessoal que os recomendaram, não há a menor dúvida que isso decorre também do facto de beneficiarem da imagem projetada pelo país de onde são originários, onde antes apareceram no exercício de outras funções.Ao longo dos últimos anos, com a nossa intervenção em processos de manutenção de paz - de Moçambique aos Balcãs, de Timor ao Líbano, entre outros cenários de instabilidade -, mostrámos que não éramos apenas produtores de retórica, tendo muitas vezes assumido um perfil de participação superior àquilo de alguns podiam esperar do nosso estatuto e dimensão económica. As Forças Armadas portuguesas têm-se constituído, pela capacidade e equilíbrio revelados na sua ação em cenários externos de tensão, como uma magnífica e moderna imagem do nosso país.É a globalidade dessa experiência, a que se soma a continuada vontade de darmos a nossa contribuição para a paz e segurança internacionais, que nos leva a querer estar, por direito próprio, no órgão mais operacional da ONU, uma instituição em cujo futuro acreditamos e cujo papel central na regulação dos conflitos continuamos a defender. Somos intransigentemente a favor do princípio da rotação dos Estados que não têm um estatuto permanente no Conselho de Segurança, pelo que somos fortemente contra uma espécie de subliminar "usucapião", através do qual alguns procuram ser mais iguais que os outros... Temos também defendido a urgente necessidade de uma reforma do Conselho, que lhe reforce a democraticidade e representatividade, através de uma abertura a novos membros permanentes provenientes da África, Ásia, América Latina e Europa.Aqueles que, em Portugal, colocam reticências a este esforço de sustentação do nosso prestígio devem pensar que ser português é também ser o herdeiro desta vocação tradicional de afirmação externa, num tempo em que já não queremos estar "orgulhosamente sós". A imagem de Portugal, a promoção dos nossos legítimos interesses, a abertura de espaços de diálogos de toda a natureza, tudo isso passa pela visibilidade e pelo prestígio que uma presença no Conselho de Segurança proporciona. Não perceber isto, assumir atitudes de autolimitação economicista primária, é ajudar a condenar o nosso país a um destino de irrelevância. Uma irrelevância que, de facto. parece ser o sonho de alguns profetas da desgraça que por aí rondam colunas, blogues e debates televisivos.Alguns poderão interrogar-se sobre a natureza deste longo post. Quem me conhece sabe que ele não é um mero exercício de retórica, nem representa nenhum recado oficioso que me tenham encomendado. É, muito simplesmente, aquilo que eu penso."
Um livro e uma mesa (15)
segunda-feira, junho 01, 2026
Estão feitos?
A complexidade dos números apresentados nas faturas da água, eletricidade e gás é de propósito, não é? Os reguladores não deveriam fazer um esforço para ajudar à literacia daquela confusão, ou afinal estão feitos com eles? E não funciona a proteção dos consumidores?
Isto
O "Telegraph" lembrou um velho poema inglês para caraterizar a "política externa" de Trump: "“Day after day, day after day, / We stuck, nor breath nor motion; / As idle as a painted ship / Upon a painted ocean.”
Essa é que é essa!
A América Latina, pavlovianamente, entrega-se às mãos de presidentes que têm como prioridade conseguir manter boas relações com "o dono da bola", isto é, com Washington. Ora os EUA trocariam toda essa gente por uma influência forte nos poderes do México e do Brasil.
Um livro e uma mesa (14)
O restaurante é o "Tribeca", em Serra d'El-Rei, com acesso desde a A8, pelo IP6, com o tel. 262 909 461 / 919 396 081.
domingo, maio 31, 2026
A Pousada
Um livro e uma mesa (13)
O livro de hoje é "Uma longa viagem com Lídia Jorge", de João Céu e Silva, numa edição da Contraponto.
O restaurante é a "Petiscaria Âncora", na Ericeira, com o tel. 965 039 349.
sábado, maio 30, 2026
Passos
Tem sido interessante acompanhar o derbi Passos - Montenegro e constatar que a hostilidade residual contra Passos (ainda) é tanta que há quem, embora de fora da "família", acabe a ter pena de Montenegro, perante a inusitada assertividade verbal do seu "companheiro" de partido.
Pois é!
Na maioria das vezes, as filas de pessoas que se juntam para acesso a um determinado serviço são difíceis de prever. Esse, contudo, não é o caso do desembarque de passageiros nos aeroportos. Salvo atrasos, sabe-se exatamente o número de pessoas e sua hora de chegada. Pensem nisto
sexta-feira, maio 29, 2026
Cessa mas pouco
Os americanos inventaram um conceito muito imaginativo de cessar-fogo, seja no Líbano, seja no Irão: vigora até ser quebrado. É como algumas dietas...
quinta-feira, maio 28, 2026
Devoções
Em regra, as siglas dos partidos têm três letras. Entre nós, há um partido que tem apenas duas letras — MP — e que tem a curiosa caraterística de não necessitar de votos para intervir na política. Não precisa de votos, mas precisa de "devotos": a comunicação social.
A gargalhada
Se passar pela feira do livro ...
Fruta da época
Não havia, por aí, desde há muito tempo, um caso chamado "Tutti Frutti"? Alguém sabe se deu em alguma coisa? Nem sei bem por que razão me lembrei disto hoje...
Viva o 25 de Abril
O 25 de Abril foi o dia em que os militares portugueses conseguiram redimir-se da vilania que, faz hoje precisamente um século, os seus colegas de profissão levaram a cabo, abrindo caminho à mais longa ditadura na Europa ocidental, no século XX.
Villepin
Dominique de Villepin, o político de direita que a esquerda francesa mais aprecia, irá à eleição presidencial de 2027, com hipóteses muito reduzidas. A direita gaullista não gosta dele, a esquerda só o escolheria contra alguém da extrema-direita, se viesse a passar à 2ª volta.
Um livro e uma mesa (12)
quarta-feira, maio 27, 2026
27 de maio
Um livro e uma mesa (11)
Ela aí está ...
... a Feira do Livro.
O que posso prometer? Contenção nos gastos e comprar apenas aquilo que sei que vou ler. Mas, na realidade, confio cada vez menos em mim...
terça-feira, maio 26, 2026
A ter em atenção
Não é sossegante a deriva bélica da Rússia, a que se vai seguir uma óbvia retaliação ucraniana. Putin não pode admitir ser visto internamente como não estando a ganhar uma guerra que tem custos tão pesados. E, em face do desinteresse dos EUA, pode vir a cometer uma loucura.
Pronto! Já apareceu.
O gozo que vai nas hostes da direita trauliteira, pela polémica que envolve o novo ministro da Administração Interna — um conhecido crítico da "teoria das perceções", um argumentário xenófobo e racista do reacionarismo lusitano. Não se sabia como surgiria, mas estava-se à espera.
Leram aqui primeiro
Com o efeito psicológico da ameaça sobre a Grenolândia, Trump pode vir a provocar o pedido de adesão à União Europeia da Noruega e da Islândia. Tomem nota.
Letras & vitualhas
Para quem se tem por aqui deparado, nos últimos 10 dias, com "Um livro e uma mesa", recordo o que notei no início dessa série: trata-se de deixar notas de livros que li ou reli no último ano e que considero dignos de algum destaque, bem como de restaurantes — algures no país, desde mesas simples a lugares mais afiambrados — de que me ficou uma memória positiva. Serão apontamentos ao acaso, sem qualquer ordem, sempre muito económicos nas palavras. Com um livro, virá um restaurante, sem que um tenha nada a ver com o outro.
Autonomia
Interessante e muito informativo debate foi aquele que a RTP Açores ontem transmitiu, a propósito dos 50 anos da autonomia das Regiões Autónomas.
segunda-feira, maio 25, 2026
Um livro e uma mesa (10)
O restaurante é em Bragança, o "Geadas", com o tel. 273 324 413.
Biblioteca
Maria da Fé
Faz hoje 84 anos. Ontem, houve uma homenagem a Maria da Fé, no "Fama de Alfama", à passagem da meia-noite. Antes, foram-lhe prestados tributos por vários fadistas na nova geração.
domingo, maio 24, 2026
Um livro e uma mesa (9)
O restaurante fica na Ericeira e chama-se Tasca da Fonte Boa dos Nabos, com o tlf. 966 226 690.
Onde o sol é mais azul...
Em meados de Dezembro de 1972, um avião da Pan American, que vinha de Nova Iorque, não pôde aterrar em Lisboa, por virtude do nevoeiro. O destino europeu final do voo era Barcelona. Eu, tal como todos os passageiros que vinham nesse voo, acabei por ir aterrar nesse inesperado destino.
sábado, maio 23, 2026
Um livro e uma mesa (8)
O restaurante é em Viana do Castelo, o "Dasau", tlf. 258 821 022.
sexta-feira, maio 22, 2026
Escrevia Chirac em 2009
Um livro e uma mesa (7)
O livro de hoje é "A Ucrânia e a Rússia - do Divórcio Incivilizado à Guerra Incivil", de Paul D'Anieri, ed. Relógio de Água, ed (act. 2023).
O restaurante é o "Fogo", na avenida Elias Garcia, 57, em Lisboa, com o tlf. 217 970 052.
"A Arte da Guerra"
Pode ver aqui.
quinta-feira, maio 21, 2026
Um livro e uma mesa (6)
O restaurante é o "Noélia", em Cabanas de Tavira, com o tlf. 281 370 649.
quarta-feira, maio 20, 2026
Um livro e uma mesa (5)
O restaurante é a "Casa Queiroz", em Avelãs do Caminho, com o tlf. 911 991 965.
Mesa Dois
Ás vezes pergunto-me: onde estarão os da mesa 1?Que pensaram todo este tempo, como nos viram viver, passar, jogar e perder?E a mesa 3, alguém pensou na mesa 3? Aquela mulher de pele dourada, a saia mais curta cada noite, seria ela da mesa 3?Ah, tudo o que nós perdemos por ser da mesa 2!Dai-me uma nova mesa cada noite, uma promessa nesse olhar enternecido de whisky e tempo passado, uma palavra peregrina entre mesas e balcões! E então abandonarei o ponto de exclamação.
terça-feira, maio 19, 2026
Um livro e uma mesa (4)
O restaurante é o "Larau", em Estremoz, com o tel. 268 094 904.
Latinos
Quando vivi em Luanda, nos anos 80, num tempo de relações muito frias entre Portugal e Angola, eram raros os membros do executivo do MPLA que privavam com diplomatas portugueses.
segunda-feira, maio 18, 2026
Um livro e uma mesa (3)
Como restaurante, anoto o "Vallecula", em Valhelhas, não muito longe de Belmonte, com o tll. 962 778 111.
Os saudosos
Observando a triste reação do governo face ao legítimo exercício do direito à greve, só posso concluir aquilo de que sempre suspeitei: um se...

















































