O país deve imenso, no seu prestígio internacional, à ação desenvolvida no governo, no Eurogrupo e, finalmente, no Banco de Portugal por este grande servidor da causa pública.
Irei ler com muito interesse.
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
O país deve imenso, no seu prestígio internacional, à ação desenvolvida no governo, no Eurogrupo e, finalmente, no Banco de Portugal por este grande servidor da causa pública.
Irei ler com muito interesse.
Há uma cobardia na arbitragem. A forma como as defesas, junto à área, tentam obstaculizar a ação dos avançados, nos cantos e outras situações de bola parada, raia o absurdo: empurrões, "abraços" e puxões de camisola tornam aquilo numa selva. Solução? Penalti! Era remédio santo.
Eu nem para estrelar um ovo sou capaz de pôr um avental! Mas é muito baixo que um deputado, numa comissão parlamentar, pergunte a alguém — como se tal fosse crime ou motivo de suspeição — se é membro da maçonaria. A pessoa em causa não será. E se fosse? "Mind your own business!"
Trump procura uma intervenção da justiça para proibir o voto por correspondência. Um terço dos eleitores americanos vota dessa forma — desde logo, o próprio Trump! O "problema" é simples: a maioria dos votos por correspondência favorecem os democratas.
O pânico com o crescimento da extrema-direita, bem compreensível, implica responder a uma pergunta desagradável: o que é que os partidos decentes fizeram de errado, ou não fizeram de todo, para que os eleitores lhes tenham fugido? Uma autocriticazinha não lhes faria mal nenhum.
Tenha ou não uma maioria absoluta, o resultado estadual da AFD deve interrogar-nos sobre se olhar alegremente para o rearmamento alemão não será uma ingenuidade suicida. O futuro da Alemanha não é necessariamente no "bom sentido". Ou o da França. Ou, já agora, o da Ucrânia...
Faz agora precisamente seis anos, publiquei no então semanário "Novo" — infelizmente já desaparecido — um artigo que se auto-explica. Tinha por título "Três mil carateres". Apeteceu-me reproduzi-lo:
É uma excelente notícia para o país a reclassificação positiva do "rating" do país por mais uma agência de notação. O governo está de parabéns, sem qualquer "mas".
É impressionante o vigor da voz pública diária do senhor presidente da Assembleia da República, reclamando contra o incompreensível atraso na investigação de um assaltozeco de lana caprina numa sala do palácio onde dirige os eleitos da nação. Assim, sim! Que nunca a voz lhe doa!
Seguro não diz nada? Seguro falou mas disse pouco? Seguro puxa pelas orelhas de Montenegro? Seguro está nas mãos de Montenegro? Seguro deve estar divertir-se imenso com tudo isto. Ganhou — sozinho! — está lá e é ele quem "call the shots". Os outros só reagem. Ora bem!
De súbito, na extrema-direita francesa o fulgor parece ter empalidecido. Emergem linhas diferentes quanto a temas básicos, como o uso do véu islâmico ou a guerra da Ucrânia. Bardella, a estrela da seleção de "esperanças" do RN, foi mesmo afastado da "fila da frente"? "À suivre".
Há muitos anos, estive em festas do Avante (em rigor, Avante! deve escrever-se com um ponto de exclamação à frente, porque é assim o nome do jornal). Fui a festas quando foram na FIL, na Ajuda e no Jamor. Nunca estive na Atalaia. Nos anos 80, cheguei a ir a uma festa do l'Humanité, do PCF, em La Courneuve, perto de Paris.
Vários amigos e familiares não perdem, a cada ano, a festa do Avante. Já me desafiaram, mas, confesso, não tenho pachorra. Só isso.
Com a maior sinceridade, desejo ao PCP e aos seus "compagnons de route" e de festa, uma excelente Festa do Avante! Com muita música, boas bancas regionais de comida e, se fosse possível, com mais festa e poucos discursos.
Passa-se qualquer coisa na guerra da Ucrânia. Não é muito claro de que se trata, mas o sentido parece bom. Houve uma suspensão, ainda que provisória, de algumas das hostilidades. Virá por aí um acordo? Por que será que, apesar de tudo, não consigo estar otimista? Logo veremos!
O desafio de Milei ao RU sobre as ilhas, agora com Trump à mistura, é um golpe clássico: convocar uma causa nacional para gerar uma unidade emocional. Até onde irá Milei, na realidade? O populismo é uma erva daninha que brota onde for bem adubada.
Com a democracia, foi notória uma maior urbanidade da PSP para com o cidadão comum. Infelizmente, alguma cultura dentro daquela polícia continua colonizada pelas ideias da extrema-direita racista e xenófoba, com desrespeito pelos Direitos Humanos. É preciso dizer isto alto.
Os últimos acontecimentos no Supremo Tribunal Federal brasileiro afundaram o que restava do seu prestígio. Alexandre de Morais, reconhecido pelo seu papel no combate à tentativa de golpe em 2023, entrou num curso irreversível de desqualificação. E o seu acusador ficará perto...
Vive-se hoje em França um tempo de "malaise", com grande parte do eleitorado descrente no futuro e na sobrevivência do sistema político. Socialistas e aparentados, pós-macronistas e parte da direita conseguirão convergir numa alternativa a Le Pen, afastando Mélenchon? Há dúvidas.
Se Nigel Farage cair nas sondagens, e atenta a persistência da crise conservadora, Andy Burnham pode ser tentado a antecipar legislativas no RU, cavalgando o seu "estado de graça". Projeta um ímpeto de mudança, mas não fica claro de onde sairão as Libras para dar corpo às ideias.
Sánchez sabe, como toda a gente, que Marrocos tudo fará para instabilizar Ceuta, por ação ou por omissão. Mas a relação formal com Rabat é mais importante do que o resto. A sua "craftily worded" declaração no parlamento teve o sentido de Estado que Feijóo não soube ter. É pena.
Alguns acham que Luís Montenegro pode sentir-se tentado a "esticar a corda" e provocar eleições, na leitura de que o PS ainda não está preparado e o eleitorado pode punir um certo desgaste na imagem do Chega. Ele deve saber que, se a aposta falhar, há alguém em Massamá à espera.
É pelo menos a segunda vez que a Rússia explicita que Portugal é, dos países europeus, o que assume, face a ela, uma atitude mais adversarial. Nem sei se é verdade e, se for, é indiferente e não vem para o caso. O que quero dizer é que esta singularização preocupa-me.
Como tantas vezes acontece no mundo da justiça, o escândalo que atravessa o sistema judicial brasileiro combina práticas de investigação e de quebra de sigilo formalmente à margem da lei, as quais, contudo, expõem comportamentos claramente irregulares e condenáveis. "À suivre".
Aquando da assinatura do Tratado de Lisboa, muito boa gente colocou dúvidas sobre a eficácia do novo formato da representação externa da UE. E explicou porquê. Agora, o modelo parece prestes a implodir. A incompetência com presunção sectária de Kaja Kallas foi o último empurrão.
Uma das regulares falcatruas nas redes sociais é a falsificação do tempo. Mostra-se uma fotografia com anos como se fosse de ontem, publica-se uma velha declaração como se tivesse pronunciada na véspera. O único remédio é criar uma cultura de bloqueio automático do difusor.
Devemos ser prudentes quando tentamos presumir o impacto que a divulgação de casos de corrupção pode ter no curso das eleições presidenciais no Brasil. Aquilo que para alguns cidadãos é chocante, pode ser de nulo efeito na sensibilidade de outros. A reação ética é muito desigual.
A moção de censura apresentada pelo Chega não será aprovada, claro. O Partido Socialista, que também irá viabilizar o orçamento, é o garante da estabilidade política. Em termos práticos, só ao PS compete decidir quando Luís Montenegro sairá de cena.
Há uma esparrela em que António José Seguro poderia cair: forçar Montenegro a afastar Luís Neves. Seria um gesto "à Sampaio", transmitiria uma imagem pública de "força" e ofereceria um alibi ao PM para se ver livre de um embaraço.
É muito estranha a questão do drone russo em Leipzig. Não é plausível que a Alemanha esteja a fazer um escarcéu sobre o assunto se não tiver a certeza do envolvimento russo — tendo descartado a hipótese de ser uma operação de "falsa bandeira". Qual a lógica por detrás do ato de Moscovo?
O Brasil vive momento altamente delicado. O juíz federal que atuou com eficácia contra o golpe anti-constitucional de 2023 surge ligado de forma comprometedora a um banqueiro corrupto. A nódoa cai em qualquer pano. A semanas da eleição presidencial, a estabilidade fica abalada.
Luís Neves foi um excelente diretor da PJ. Intelectualmente honesto, disse a verdade quanto à inexistência de um nexo entre imigração e criminalidade. Uma certa direita nunca lhe perdoou essa honestidade. Alguns erros de comportamento e certos ódios corporativos fizeram o resto.
Os anglo-saxónicos dispõem da expressão “unwell”, que sempre me soou mais suave, quase um eufemismo de cortesia. Por cá, cada vez mais, é assim que me descrevem o estado de pessoas da minha geração, de quem há muito não tenho notícias e por quem pergunto: “não está bem”.
Não se recorre ao “não está bem”, sem mais pormenores, quando se trata de uma doença tradicional, dessas que há anos todos os dias se nomeiam. O uso da expressão parece antes sugerir que a realidade começou a passar um pouco ao lado dessas pessoas — ou que foram elas que dela se afastaram, o que vai dar ao mesmo.
Será decerto efeito da idade que tenho o facto de serem cada vez mais os amigos de quem ouço dizer isto. Antigamente, éramos mais sem rodeios: “não anda bom da cabeça”. Hoje, para muitos, a palavra “demência” banalizou-se, ainda que se use com mais comedimento do que a referência ao Alzheimer.
Por essa razão, refugiarmo-nos no “não está bem” acaba por ser uma cobardia lexical — mas perdoável. Eu uso-a. E, infelizmente, as ocasiões começam a ser mais do que muitas.
A guerra comercial e política entre os Estados Unidos e o Canadá comentada em "A Arte da Guerra".
Demorou muitos anos, mas a persistência dá sempre frutos. Estão a conseguir diminuir a confiança pública na Polícia Judiciária.
É tristemente ridículo ouvir alguém sem a mais leve experiência governativa, que nunca exerceu o menor cargo com responsabilidade executiva, a pretender dar lições de responsabilidade política a José Luís Carneiro. Como se diz na minha terra: não se enxergam!
Delcy Rodriguez, presidente em exercício da Venezuela, afirma que já foram libertados 1046 presos políticos. Atendendo ao facto de ela ser vice-presidente do país quando toda essa gente foi encarcerada, será que ninguém lhe pergunta o que justificou essas prisões?
Há dias, constatei que a minha paciência tem limites. Foi com uma negacionista das vacinas. Queria discutir o assunto, "argumento contra argumento". Com delicadeza, disse-lhe que não tinha argumentos, só tinha convicções. Inamovíveis. E saí de cena.
As pessoas à minha volta acham estranho que eu apoie Trump. Mas se ele é o melhor de todos, o que hei-de fazer?! Têm dúvidas? Liguem para a Eurosport onde J. Trump está a dar um baile a Yuan Sijun, no Open de snooker de Wuhan.
Hoje, num comentário algures por aí, sou chamado de "otanoide globalista neocon".
Comove-me esta deliciosa síntese.
Em "A Arte da Guerra", falamos das estratégias cruzadas entre o Irão e os EUA.
Pode ver aqui: https://youtu.be/fo8VeIPecDA?is=K8G7Tzm-nO6LSSpO
Em "A Arte da Guerra", falamos do mal-estar de Trump face à República da Coreia e da sua curiosa atitude face a líder no Norte.
Ver aqui: https://youtu.be/A9iGXY8bVqg
Não quero dar más notícias aos fãs portugueses (sou um deles) do PM canadiano Mark Carney, mas a hipótese do seu corajoso finca-pé, em resposta ao humilhante "diktat" de Trump, poder vir a ter sucesso parece-me tributário de um mero "wishful thinking". Mas espero estar enganado.
Lá estava hoje, sempre impecável no traje.
A gravidade do que se passou na Assembleia da República — assalto às instalações de um partido ou operação encenada para fingir um assalto — torna incompreensível o silêncio que se abateu sobre o assunto. No tempo de Luís Neves à frente da PJ, o mistério já estaria esclarecido.
A lista de hoje do Abocanhado, além de entradas variadas, tinha bacalhaus e diversos pratos de carne, porque esta é uma região onde não se brinca com a carne. Belas sobremesas fecham o repasto, acompanhado de vinhos, numa lista construída de forma muito competente. Preço nada especulativo.
Vou poucas vezes ao Abocanhado, mas a culpa não é minha, é toda da geografia.
Vai ser lançado um livro de Mário Centeno, escrito com Filipe Santos Costa. O país deve imenso, no seu prestígio internacional, à ação dese...