Era uma figura magnífica, de um grande bom-senso e equilíbrio, com um humor seco com que, frequentemente, rompia o tédio do nosso trabalho. Tinha uma caraterística única, que considero cada vez mais valiosa: afirmava sempre a sua oposição a propostas de decisão, quando delas fundadamente discordava, em lugar de se deixar arrastar pela facilidade do consenso mole. Tinha um extraordinário conhecimento do mundo dos mais pobres e necessitados, refletindo isso na sua abordagem dos temas em que operávamos. Nunca fomos íntimos, mas fomos criando, ao longo dos anos, uma excelente relação de respeito pessoal. Lamento muito a sua morte.
duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
quarta-feira, agosto 12, 2026
Eugénio Fonseca
Papeles
"Desde hace varios años que ya no vendemos periódicos. No lo sabía?" Foi esta a resposta que ouvi ontem numa estação de serviço em Olivença. Tinha pedido o "El Mundo".
Somos um país atrasado: ainda se vende jornais nas nossas "gasolineras".
Eclipso-me?
terça-feira, agosto 11, 2026
Abril
Há dias, na Bertrand das Amoreiras, deparei com um livro sobre a Revolução de Abril que ainda não conhecia. Tal como desconhecia o autor. Ora, sobre esse tempo, tento ler tudo ou quase tudo. Para não deixar esse “quase” por preencher, comprei o livro. Li-o em dois dias.
O vestido
Estar bem...
segunda-feira, agosto 10, 2026
"Mercearia Gadanha", em Estremoz
1. Qualidade gastronómica (produtos, confeção, apresentação) : 18
2. Serviço (competência, simpatia): 16
4. Menu (originalidade, variedade e clareza) : 18
5. Ambiente (atmosfera, conforto, limpeza, acústica): 16
6. Conveniência (localização, estacionamento, facilidade de reserva e de horários): 16
7. Experiência global (relação experiência/satisfação com preço, probabilidade de recomendação e regresso): 17
(Isto não deve ser visto como uma crítica gastronómica: são notas impressionistas, tomadas às vezes numa única experiência, com base em discutíveis e arbitrários critérios pessoais e — não excluo — dependentes dos humores do momento.)
Ainda a Rússia
A propósito de alguém ter decidido viajar no trans-siberiano, lembro que há relações diplomáticas com a Rússia e nenhuma determinação oficial ou sanção impede fazer turismo por lá — o MNE desaconselha viagens mas apenas por motivos de segurança pessoal, e cada um sabe de si.
A Rússia
Percebo, sem a menor dificuldade, que o mundo democrático deteste Putin e aquilo que ele politicamente encarna. Já não consigo entender, salvo numa manifestação de xenofobia primária, a acrimónia contra a Rússia. Não gosto de Trump mas gosto muito da América.
Coroas
Sei que isto pode irritar alguns amigos monárquicos, mas acho ridículo, na história portuguesa, continuar colocar "primeiro" depois dos nomes dos reis Miguel e Carlos, como se fosse minimamente plausível que ainda viesse a haver "segundos"...
Américas
A expressão do apoio de Milei a Bolsonaro júnior comporta um risco para a direita, ao não ter em conta a idiossincrasia anti-argentina que ainda marca bastante Brasil. Sem contar com a reação estética àquele corte de cabelo, bem entendido...
Tinha de ser...
Não conheço o deputado do PS que decidiu passar férias a atravessar a Rússia no Trans-siberiano, dando conta escrita e em imagens dessa experiência. Mas logo tive um pressentimento de que um certo sentimento pidesco e medíocre acabaria por sujeitá-lo a críticas. E elas aí estão, claro.
Eles (2)
As pessoas ficam surpreendidas quando lhes digo que, em regra, só leio coisas que contrariam as minhas ideias. Não sou masoquista, mas dá-me imenso gozo treinar o contraditório. Às vezes, confesso, irrito-me um pouco, mas logo passa.
Eles (1)
Há muito que, em política, praticamente deixei de ler coisas escritas por pessoas que pensam como eu. Elas que me desculpem mas, para pensar como eu, basto eu...
domingo, agosto 09, 2026
Os "primeiro de abril"
Mais de um milhar de pessoas foram levadas ao engano, pensando ir assistir ao casamento de Cristiano Ronaldo, uma "inventona" das redes sociais. Não tem importância? Cada vez mais estes "primeiros de abril", alguns sobre coisas muito sérias, estão a transformar a nossa vida.
E agora, Lula?
O candidato Bolsonaro filho, em consequência das conflitualidades entre os partidos da direita brasileira, escolheu um nome unanimemente considerado sem qualificação como seu vice-presidente. Foi um "presente" para Lula. Se, mesmo assim, este não conseguir ganhar...
PJ
Penso isto muito sinceramente: para além das culpas ou não-culpas de Luís Neves, temo que o que se tem passado à sua volta possa vir a afetar o prestígio da Polícia Judiciária, uma força policial que grangeou grande prestígio e um crédito de confiança na sociedade portuguesa.
Odisseia
Fui ver o filme "Odisseia". Nunca li o livro de Homero, mas conhecia o essencial da trama. Confesso que não saí da sala deslumbrado, salvo pela realização, que só os americanos conseguem fazer com aquela perfeição. Vale a pena ir ver? Sem excessivo entusiasmo, diria que sim.
Saudades do Firmino
José Alberto Oliveira
"Sado", na aldeia da Comporta
2. Serviço (competência, simpatia): 14
sábado, agosto 08, 2026
Viva o Estado!
Papucha
sexta-feira, agosto 07, 2026
Avaliação de restaurantes
Isto está lindo, está!
O meu rácio de livros para 15 dias de férias teve, em 2026, um resultado histórico. Para poder escolher, trouxe comigo 20 livros: li um e meio...
Seca
Olhe que não!
Leiam o editorial de João Vieira Pereira, no "Expresso" de hoje — "Catástrofe ? Olhe que não, olhe que não" — e comparem com o que dizem os tremendistas que pretendem dar lições a Portugal.
quinta-feira, agosto 06, 2026
O João e as RIA
Há dias, num daqueles encontros — uma espécie de “amigos de Alex” que vamos repetindo nesta fase da vida —, em que travamos conversas retrospetivas, já cheias de lacunas de memória em que nos compensamos mutuamente, vieram à baila os tempos da vida associativa universitária, antes da Revolução de Abril.
Creio que fui eu quem trouxe à conversa o nome de João Crisóstomo, a propósito das RIA.
Para quem não saiba, o acrónimo RIA designava, em Portugal, no tempo das lutas académicas, as Reuniões Interassociações — encontros de dirigentes estudantis de várias faculdades, geralmente convocados para discutir “novas formas de luta”, naqueles tempos áureos em que os universitários se uniam em torno de reivindicações que iam muito para além das propinas e das praxes.
João Crisóstomo, que infelizmente já desapareceu há muito, era um dirigente associativo dos anos 1960 e 1970 e uma figura marcante para a minha geração académica. Representava o IES — Instituto de Estudos Sociais, uma escola que nascera no Ministério das Corporações e soubera evoluir até se transformar no ISCTE — que hoje é uma bela universidade que deliciosamente tanto irrita alguma direita da paróquia.
O João tinha um vozeirão tonitruante, que lhe saía da cara emoldurada por um bigode farfalhudo. O seu discurso era sempre pontuado por expressões criativas, que escapavam à linguagem estereotipada dos comícios associativos da época. Ouvi-lo era uma delícia. Ficou célebre — embora seja impublicável — um comentário que lançou durante um sit-in na Alameda da Cidade Universitária.
Lembro-me bem da primeira vez que conheci o João, numa reunião em que procurávamos desenhar uma estratégia comum para as escolas ligadas às Ciências Sociais, creio que em 1970 ou 71. Perante um comentário meu — talvez sugerindo alguma linha de ação —, despachou-me com uma frase definitiva:
— Deixa-te disso! Essa questão já foi discutida no IV Seminário!
A timidez de novato impediu-me de perguntar o que era esse “IV Seminário”. Passei, por isso, alguns dias a tentar perceber do que se tratava, recorrendo a caminhos tortuosos que não expusessem a minha ignorância. Vim finalmente a saber que a referência era ao IV Seminário de Estudos Associativos, que tinha tido lugar meses antes da minha chegada a Lisboa, uma iniciativa cujas conclusões acabaria mais tarde por obter. Deduzo, por pura lógica, que antes dele teriam ocorrido outros três seminários — cujo rasto nunca encontrei e que, confesso, já não tenho grande curiosidade em procurar.
João Crisóstomo era uma verdadeira enciclopédia do associativismo. Falava dos pormenores das lutas académicas anteriores com uma segurança e um conhecimento impressionantes, citando, com inesperada precisão, factos muito antigos a que, naturalmente, não tinha assistido.
Certa madrugada, numa sala de Económicas, no Quelhas, à margem de uma RIA, alguém lhe lançou uma pergunta provocatória:
— Ó João, diz lá uma coisa: afinal, estiveste ou não na greve de 1907, antes da implantação da República?
O João, já de si propenso a reações fortes, “passou-se” de vez, aconselhando o interlocutor a deslocar-se para um destino menos nobre. E por pouco qur não começaram a voar dossiês. Depois, tudo se reconciliou — também com a “ajuda” da polícia, que entretanto cercara a escola e nos obrigou a saltar o muro.
Belos tempos? Ora essa! Os tempos de ditadura podem ter sido excitantes, mas bons não foram. Ou, melhor dizendo: só tinham de bom o facto de sermos muito mais novos.
Os anti-MAGA
Não sei se são uma boa notícia para a América anti-Trump as vitórias de candidatos com uma imagem (eventualmente falsa ou exagerada) radical nos prélios pré-intercalares. Biden provou-o: só uma proposta democrática moderada consegue juntar setores capazes de derrotar o MAGA.
quarta-feira, agosto 05, 2026
Ah! Pois é!
O presidente da República é acusado por alguma direita (parte da qual teve de votar nele "by default") de não exigir a demissão do ministro da Administração Interna.
Pode-se imaginar o chinfrim que por ai iria se acaso ele tivesse forçado a saída do ministro da Educação.
Jogo eletrizante
O jogo era péssimo. O futebol daquele país estava longe de proporcionar grandes espetáculos e a transmissão televisiva, a preto e branco, feita com meios escassos e técnica ainda mais precária, era de uma pobreza confrangedora.
Ceuta e o aléo
Na crise que envolve Ceuta, falou-se da dificuldade de defesa daquele enclave. O problema não é de hoje.
terça-feira, agosto 04, 2026
Uma noite em Bragança
Foi há cerca de uma década. Era agosto e eu andava sozinho por Bragança, a descansar uns dias, com livros em atraso.
segunda-feira, agosto 03, 2026
Volta
Internacional Situacionista
Inteligência alheia
Nada tenho contra as pessoas poderem recorrer à IA para "polir" um seu texto. Já acho bem saloio, tomando-nos por parvos, que se ponham a filosofar com literatices sobre a vida, à boleia de qualquer "inteligência" alheia à sua. Ah! E convém que saibam que isso se descobre logo...
"Influencer 2"
Escrevi aqui uma coisa simples sobre o fenómeno dos "influencers". Ora, pelos vistos, na véspera, figuras dessa estirpe tinham estado num polémico debate televisivo. Não vejo televisão, não sabia! No entanto, recebi várias mensagens a ligarem o meu comentário ao debate. É a vida!
domingo, agosto 02, 2026
Os illuminati
Portugal, no fundo, não passa, como dizia o outro, de uma choldra, recheada de invejosos, de incapazes e de gente menor, tutelada por políticos incompetentes, que não estão à altura dos seus melhores — isto é, deles. Sentenciam com regularidade que a pátria a que, com desgosto, acabaram por ter de aportar (talvez porque ninguém lhes tenha dado atenção lá fora), afinal podia ser uma terra rica (como eles desesperadamente querem ser), não fosse a falta de ambição (que a eles não falta, claro) e a endémica relutância em absorver o salvífico receituário liberal — essa bíblia da verdade económica que, por uma incompreensível e endémica teimosia nacional, ainda não é hoje uma doutrina com a devida consagração constitucional.
Há um pormenor que os denuncia sempre: falam de economia com o mesmo sotaque com que, outrora, os adolescentes imitavam os primos emigrados. Um leve arrastar de vogais, uma pausa estratégica antes do inevitável termo técnico em inglês, como quem verifica se o auditório os está a conseguir acompanhar. Não é bilinguismo — é blindagem. Se dissessem o mesmo em português, a magia desaparecia, arriscavam ser compreendidos, e pior ainda, ser contestados.
Alguns, tendo passado uns anos em Londres, no INSEAD ou em Boston, regressaram convertidos, não em economistas, mas em missionários. E como todo o missionário, não vem discutir — vem revelar a verdade a quem, coitado, nunca teve acesso a ela. Para estes conversos, Portugal não é um país — é uma sala de espera onde o resto de nós aguarda, resignado, que alguém venha finalmente aplicar o que “lá fora” já se sabe. A palavra “lá fora” funciona como selo de autenticidade: não importa o quê, se veio de lá fora é evidência; se nasceu ou se pensou cá dentro, é opinião, quando muito.
A ironia mais deliciosa é que este discurso raramente é apresentado como o que é — uma posição ideológica entre várias outras — mas como diagnóstico técnico, quase clínico. “A economia manda”, dizem, como se a economia fosse uma força da natureza e não um conjunto de escolhas políticas com vencedores e vencidos bem identificados. E os vencidos, convenientemente, nunca são eles.
No fim, o retrato mais fiel destes repatriados (uma espécie de retornados de uma colonização estrangeira) não é o do blazer nem o do sotaque — é o da certeza. A certeza de que existe uma resposta única, já testada algures, que só falta um país inteiro ter o bom senso de aplicar. Falta-lhes, a eles, a humildade de perguntar por que motivo, apesar de décadas de conselhos idênticos vindos de gente igualmente convicta, o receituário continua por aprovar, no referendo permanente que é a vida democrática de um país que é livre para discordar.
Hora bem!
Muito bem!
Luís Montenegro e Paulo Rangel estiveram muito bem ao decidirem não juntar o nome de Portugal a uma carta subscrita por um conjunto de países europeus, reveladora de uma triste falta de solidariedade com a emergência migratória que atingiu a Espanha.
"Influencer"
Imagino que não seja muito popular estar a dizer isto, mas quero afirmar, alto e bom som, que detesto o conceito de "influencer" e que tenho a maior pena (e isto é um "understatement") por quem se deixa "influenciar" por aquelas pessoas. Mas, pronto!, cada um sabe de si.
sábado, agosto 01, 2026
Discriminação ibérica
Por que será que o ódio obsessivo da direita portuguesa a Pedro Sánchez, uma vez mais disciplinadamente ao lado do PP e do Vox na crise de Ceuta, parece não ter o menor contraponto em qualquer atitude da esquerda espanhola, que dá ideia de nem saber o nome de Luís Montenegro?
Graça Morais
Alexandre Pomar escreveu isto que eu, se soubesse escrever o que ele escreveu, gostaria de ter escrito.
É isto mesmo!
Um beijo, Graça.
FIFA
Infantino foi forçado a desistir do projeto de privatização da FIFA. Agora, resta saber se o desgaste que a ideia provocou na sua imagem será suficiente para vir a afastá-lo da liderança da FIFA. "À suivre".
sexta-feira, julho 31, 2026
Na montra
O caráter (ou a falta dele) de certas pessoas revela-se bem pelo modo como, em lugar de afirmarem solidariedade, procuram retirar efeitos políticos da emergência migratória que a Espanha atravessa em Ceuta.
quinta-feira, julho 30, 2026
Foi penalti?
Tenho dado por mim a pensar que as senhoras que, nas televisões, comentam os jogos de futebol e discutem o tema em debates devem ser extremamente qualificadas. É que, se acaso o não fossem, no ambiente machista que se vive no futebol, a sua vida não devia ser fácil.
Tudo está bem...
Que chatice, não é?
É minha impressão ou há muita gente à direita que tinha a esperança de se ver livre de Luís Neves e que agora parece desapontada pelo facto de, aparentemente, ele ter conseguido desarmadilhar o imbróglio em que se tinha deixado cair?
Geração 40
Jean Quatremer
Quem tenha passado algum tempo pelos corredores de Bruxelas conhece Jean Quatremer. Durante décadas, foi o correspondente do "Libération" junto das instituições europeias. Num meio relativamente pequeno, onde os jornalistas especializados nos assuntos comunitários acabam por formar uma espécie de tribo, Quatremer era uma figura incontornável. Tinha informação, conhecia os mecanismos, percebia os jogos de influência e escrevia com autoridade. Tinha um estilo muito próprio, muito vivo e um "boyish look" que era uma imagem de marca que nem o tempo apagou em definitivo.
quarta-feira, julho 29, 2026
"A Arte da Guerra"
Se tiver interesse, pode ver aqui.
Se não lhe apetecer, amigos como dantes, com votos de que tenha muito boas férias.
terça-feira, julho 28, 2026
A dignidade da República
O incidente na sala de um partido na Assembleia da República não é um "fait-divers". Sem a menor ironia, acho aquilo gravíssimo.
Se o secretismo de uma força política foi violado, dentro da casa da democracia, tratou-se de um atentado à República.
Se acaso foi uma encenação, o país político não pode deixar de retirar consequências.
Acabar tudo "em águas de bacalhau" é que não! Se tal viesse a acontecer, isso significaria que as instituições já não se levavam a sério.
segunda-feira, julho 27, 2026
O 1° governo constitucional fez meio século
domingo, julho 26, 2026
sábado, julho 25, 2026
Jornalismos
A conversa, moderada por Maria Flor Pedroso, reuniu no Clube dos Jornalistas três profissionais da área do jornalismo, ao final da tarde da passada quinta‑feira. O encontro, que vem na sequência de outros, revelou‑se interessante: profissionais a refletirem, com candura e frontalidade, à luz da sua diversa experiência, sobre o modo como as mutações tecnológicas e culturais estão a reconfigurar o seu ofício.
sexta-feira, julho 24, 2026
Comemorações nacionais?
Serei eu quem está enganado ou seria natural que a posse da pessoa encarregada das comemorações nacionais da datas fundacionais do país fosse uma cerimónia com uma alargada presença política? Olhando a assistência, fica a ideia de uma quase "conversa em família". Não foi bonito.
É só uma sugestão...
Houve algum MAI reconhecidamente exemplar? Houve. Assim, acho que tudo recomenda a que venha a ser testado num lugar um pouco mais acima.
Domingos Simões Pereira
Não faço parte de quantos têm uma endémica compulsão — que sempre achei uma forma de paternalismo pós-colonial — que os leva a estar sempre a "mandar bitaites" sobre a vida política interna das antigas colónias portuguesas, mesmo que por razões alegadamente afetivas, salvo naquilo que o nosso relacionamento bilateral torne imperativo.
Eugénio Fonseca
Durante uma década, numa função de Estado "pro bono", convivi com o dr. Eugénio Fonseca, antigo presidente da Caritas Portuguesa, ...








































