Este ano, a intempérie deu cabo dos nossos cortejos carnavalescos. O Carnaval é uma tradição europeia que foi levada para terras quentes. Dali regressou com as coreografias próprias do clima desses países. É de um imenso e sádico ridículo ver jovens despidas a tiritar de frio.
duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
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segunda-feira, fevereiro 09, 2026
Os focados
Há dias, Montenegro disse que estava "focado" na governação para se pronunciar sobre as presidenciais. Na noite eleitoral, contudo, "desfocou" a atenção e fez uma comunicação ao país, seguida de uma mais do que despropositada conferência de imprensa.
Há minutos, o primeiro-ministro britânico, que tem o seu futuro entre a espada e Epstein, disse estar "focado" no trabalho e não querer falar das trapalhadas em que Mandelson o meteu.
Percebe-se que alguém que está na corda bamba tenha de estar muito "focado".
O servidor da moeda
O governador do Banco de França decidiu sair e disse isto: "Mes près de onze années à la tête de la Banque de France et au service de l’euro sont et resteront l’honneur de mon parcours public". Releva de uma lógica de serviço público que me é estranha este "au service de l’euro".
A noite (4)
Com a voz semanal de Cotrim, da sua nova tribuna televisiva, a "dar a linha" aos que nele votaram, tentando fazer-se lembrado para o quinquénio seguinte, a liderança da IL vai saber o que é o peso de um "backseat driver".
A noite (3)
Houve uma vitória da qual, na noite de hoje, pouco se falou: com a eleição de António José Seguro venceu também a Constituição da República Portuguesa.
A noite (2)
Acho que não tem o menor sentido, salvo como mera curiosidade estatística, estar a comparar percentagens das vitórias em anteriores eleições presidenciais. Só quem não conheceu os diferentes contextos é que pode tomar a sério este tipo de análise.
A noite (1)
Ventura venceu no círculo eleitoral de Caracas. Esta é mais uma prova de que o trumpismo - ia acrescentar, "de modo seguro", mas travei a tempo - está a fazer o seu caminho de afirmação na vida política venezuelana.
domingo, fevereiro 08, 2026
A ter em atenção
Os votos que Ventura vier a ter no final desta segunda volta serão muito significativos: trata-se de gente que foi capaz de o escolher mesmo tendo, do outro lado, um opositor com um perfil tão moderado como o de Seguro. Esse é um Portugal a que há que estar muito atento no futuro.
Re - "Visão"
Ontem, na estação de serviço, a empregada a quem mostrei os quatro exemplares da revista "Visão" que ia comprar perguntou, curiosa: "Vai oferecer a alguém?" Respondi: "Talvez, mas compro para apoiar a revista".
"Más allá del Caia"
Ainda estou por entender o ódio assanhado ao presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, que persiste na direita portuguesa, aqui pelas redes sociais. A esquerda lusa, tanto quanto me parece, está-se "borrifando" para Feijóo e Abascal, achando mesmo alguma graça estética a Ayuso.
Dificuldades
O próximo presidente da República vai ter uma tarefa muito difícil. Releio a frase, ouvida agora, e pergunto-me se houve algum seu antecessor, desde Manuel de Arriaga, para quem a expressão não tivesse sido utilizada. Até ao Américo Tomás!
O bi-voto
sábado, fevereiro 07, 2026
Amanhã não vou votar
Amanhã não vou votar. Ficarei em casa, a ver futebol e a ler. Amanhã, deixo aos meus compatriotas a decisão de escolherem o nosso presidente para os próximos cinco anos. Que fique bem claro: não contem comigo para o sufrágio de amanhã. Porquê? Porque já votei na passada semana.
Uma tarde em Alfragide
Nesta tarde de chuva errática, estive num bem participada conversa em Alfragide, a falar da diplomacia, do mundo que por aí anda e da minha própria experiência profissional. Gostei bastante.
A apólice garantida
No domingo, os portugueses podem vir a obter um Seguro contra todos os riscos, bastando para tal escolherem um Seguro contra terceiros.
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
Coincidências (2)
Trump divulgou uma imagem em que os Obama são equiparados a um casal de símios, no mesmo dia em que um tribunal português decidiu libertar o "Macaco", essa grande figura do desporto nortenho. Ah! Pois é! E ainda dizem que não há coincidências!
Coincidências
O primeiro-ministro dizia esta manhã estar a fazer uma visita surpresa a locais vítimas da intempérie, sem avisar ninguém. É curioso estas declarações terem sido reportadas por jornalistas que, por uma incrível coincidência, estavam no local. Há um jornalismo feliz, não é?
Poetas com taxímetro
Dizia-me ontem um taxista, descontente com o clima: "Já reparou que desapareceram as estações?! A mim, faz-me muita falta o outono!" Achei curioso. "E a primavera, não lhe faz falta?" Gargalhada. "Fazia, noutra idade!" Nova gargalhada. A poesia já chegou aos táxis.
Não têm que agradecer...
Espero que o PSD já tenha percebido de que deve rezar a todos os santinhos para que a vitória de Seguro seja esmagadora - e, por consequência, que a derrota de Ventura seja grande. Toda a força acrescida que Ventura vier a obter nesta eleição ameaça o futuro do PSD. De nada...
quinta-feira, fevereiro 05, 2026
Joana Lopes
Não se iludam!
A discussão sobre o adiamento das eleições é um óbvio pretexto para fragilizar a legitimidade dos resultados. As eleições devem realizar-se na data marcada, salvo em contextos locais onde tal impossibilidade seja declarada pelas autoridades autárquicas.
"A esquerda e as empresas"
Britannia
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Eliseu
Na "pole position", surgirá Jordan Bardella, o qual, surpreendentemente, parece herdar o favoritismo, se tiver de substituir Le Pen. Bardella tem menos de 30 anos, dá mostras de uma grande impreparação, mas ... parece que pode acabar no Eliseu.
No extremo político oposto, o líder de "Le France Insoumise", Jean-Luc Mélenchon, teima em reeditar uma candidatura, esperançado na bipolarização numa segunda volta, contra Le Pen ou Bardella. Contudo, a sua imagem tribunícia e algo radical não o converte num "Seguro" francês.
A restante esquerda, que esteve unida com LFI nas legislativas de 2024 mas se afastou entretanto, irá decidir um candidato próprio em eleições primárias. Os nomes potenciais desse setor são tão pouco entusiasmantes que já se fala num possível regresso de François Hollande.
A direita clássica, onde as origens gaullistas se diluiram há muito, parte da qual já migrou para os braços da extrema-direita, decidiu-se por Bruno Retailleau, que ganhou esporas no ministério do Interior. As suas hipóteses de êxito não parecem elevadas.
Resta o "macronismo", onde quase todos parece quererem começar a esquecer o impopular Macron. Édouard Philippe, o primeiro chefe do governo de Macron, está já no terreno, mas pode ter de concorrer com Gabriel Attal, um jovem ambicioso que foi um efémero primeiro-ministro.
À distância de mais de um ano, todas as sondagens apontam para uma vitória de um dos candidatos da extrema-direita. Mas a embaixada francesa em Lisboa deve ter contado a Paris a triste sina do favorito almirante e do esforçado corredor de longo curso Marques Mendes.
Epstein
Capa
Os novos "gillet jaunes"
Nestas crises, irrita-me a imagem de gente que anda pelos locais afetados vestida com coletes, "a armar" a operacional, quando são tudo menos isso e, muitas vezes, só lá vão para aparecer.
Silêncio
Há muitos anos, foi nomeado um qualificado quadro de um banco para a chefe do órgão de cobrança de impostos. Caiu o Carmo e a Trindade pelo imenso salário atribuído: como é natural, a pessoa não quis ganhar menos do que antes ganhava. A escolha foi um êxito. Seguiu-se silêncio.
E estamos nisto!
O governo nomeou um antigo autarca, ao que parece alguém que sabe levar as coisas à prática, para os trabalhos de reconstrução, depois da intempérie. Na imprensa, a notícia é o salário que vai receber. A inveja e a mesquinhez, que alimentam o populismo, estão sempre bem servidas.
Jaime Nogueira Pinto
Um dia, atravessei o Atlântico para vir apresentar um livro seu. Há pouco mais de dois anos, ele falou no lançamento de um volume que publiquei. O Jaime e eu, que um dia nos conhecemos vestidos de verde, no tempo militar pré-Abril, nunca tivemos uma discussão, por mais ligeira que fosse. Nos dias que correm, partilhamos até um podcast semanal, onde nos divertimos a conversar sobre o quotidiano e tudo o que nos vem à ideia.
Por essas infelizes coincidências que a vida social nos traz, não poderei estar hoje nesta sua festa. Prometo que daqui a dez anos não faltarei. E ele fica desde já publicamente convidado para o meu centenário — antes que me esqueça.
A desgraça de Mandelson
Peter Mandelson foi uma das figuras políticas mais talentosas do Reino Unido. Membro dos governos de Tony Blair e Gordon Brown, exerceu forte influência durante essa era trabalhista antes de entrar para a Câmara dos Lordes em 2008. Durante quatro anos, ocupou o exigente cargo de Comissário Europeu do Comércio.
terça-feira, fevereiro 03, 2026
Paris homenageou Mário Soares
Meteorologias
"O que interessa..."
"Estamos concentrados em resolver problemas", diz o primeiro-ministro, para quem lhe pede respostas concretas. É quase "tão bom" como aquela frase que os governantes sempre têm quando perguntados sobre um tema aborrecido: "O que interessa aos portugueses é saber..."
Receita
Cardiologista, ontem: "Na sua idade, deve fazer caminhadas". Dei comigo a pensar nisso. Hoje, tomei a decisão: fui a pé da Lapa a Campo de Ourique, e voltei, com a minha almoçarada semanal com amigos de permeio. E, como estava a chover, acho que vale por dois. Em março, repito.
"Olhe que não, olhe que não"
Pode vê-la e ouvi-la aqui.
Les emmerdes
"Aqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida" foi a qualificação ridícula de Montenegro das vítimas da intempérie. Caiu-lhe tudo em cima! Quando as coisas começam a andar mal, lembremos a expressão de Chirac: "les emmerdes, ça vole toujours en escadrille."
In office
Os eventos da natureza têm sempre alguma imprevisibilidade. Mas estas intempéries estavam mais do que anunciadas, pelo que releva da óbvia incompetência organizativa o modo como foram enfrentadas. Como se diz na Inglaterra, este governo mostra que "is in office, not in power".
Legitimidades
Uma vitória folgada de Seguro criará um curioso confronto de duas legitimidades: a sua, recém-obtida e confortada com um espetro muito alargado de apoios, e a do governo, com muito escassa maioria e um periclitante suporte no parlamento. Nas crises, isto pode ser relevante.
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
Então?!
Parece haver sérios problemas na organização logística no combate às consequências da intempérie? Mas é minha impressão ou anda por aí, agora sem emprego evidente, um grande especialista nesse domínio organizativo?
Corações ao alto
Consulta de rotina no cardiologista, hoje: "Está tudo bem. Sabe quando foi a primeira vez que cá veio? Foi há 48 anos..."
17 anos
Perceções e realidades
Mandelson
Peter Mandelson foi sempre "gaffe-prone", mas a sua superior inteligência e brilhantismo fizeram-no sair por cima em várias situações. A sua surpreendente nomeação para embaixador em Washington parecia ser um boa jogada de Starmer. Mas a onda Epstein submergiu-o.
domingo, fevereiro 01, 2026
Seguro e livre
A vida na diplomacia
Uma entrevista da "Nível e Prumo" onde fui convidado a relatar as cerca de quatro décadas que passei nos Negócios Estrangeiros.
sábado, janeiro 31, 2026
"Olhe que não, olhe que não"
Pode ver aqui.
Um abraço
O Pedro Correia e o "Delito de Opinião" são meus companheiros de jornada na blogosfera desde 2009.
Andamos assim por aqui há 17 anos. Eu na minha solidão de autor único daquilo que publico, o Delito com uma equipa que desenha, com grande êxito, aquela que é talvez a mais prestigiada plataforma do género no espaço português. Da qual sou fiel leitor diário.
O registo do Duas ou Três Coisas é bastante mais errático nas temáticas, frequentemente menos "sério" no estilo de abordagem e adota, sem eufemismos ou disfarces semânticos, uma clara leitura ideológica - orgulhosamente de esquerda, socialista, de combate aberto ao liberalismo de direita e, em especial, à direita radical e extrema - que se afasta da linha maioritária que prevalece, com toda a legitimidade, no Delito. A vida democrática é isto mesmo, julgo eu.
Além disso, ao ter decidido pôr termo definitivo aos comentários no meu blogue, decisão que sei poder desagradar a muita gente, cortei com o modelo participativo que também faz parte do êxito do Delito. A tudo isso se soma ainda o "irritante" de eu ser favorável à adoção do Acordo Ortográfico. E algumas outras diferenças mais, que são o sal da vida, o que não obstou a que, um dia, eu tivesse sido convidado, lado a lado com o José Ferreira Fernandes, para contribuir com um texto para a edição em livro de textos publicados no Delito.
Parabéns assim ao Pedro Correia, pela sua fantástica persistência, a minha gratidão à sua regular e amável lembrança deste "colega" (rebelde ou reacionário, como o queiram ver) e votos muito sinceros de felicidades para o futuro do Delito. E, como diz o Palma, "enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar".
Seguidores
sexta-feira, janeiro 30, 2026
O acordo da Índia com a União Europeia
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Entrevista ao "Público"
Europa no "Sharing Knowledge"
Ontem, estive à conversa com Henrique Burnay, sobre a égide do "Sharing Knowledge", para abordar od desafios atuais da Europa.
"Liberdade e Democracia em desordem"
Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença
quarta-feira, janeiro 28, 2026
É a vida!
terça-feira, janeiro 27, 2026
Toda a futurologia é empírica
Num debate destes, começa-se por medir se os candidatos fixaram o eleitorado que traziam: claramente, isso aconteceu, em absoluto. Depois, avaliar quem terá sido mais eficaz em captar quem votou nos derrotados da 1ª volta: Nisso, Seguro pareceu-me marcar mais pontos. Digo eu...
O candidato do empadão
"Política do empadão" é uma bela fórmula criada por António José Seguro para caraterizar a habitual mistura e confusão de temas, quase sempre de forma imprecisa e caricatural, que é a tática de André Ventura para, na réplica, tornar difícil uma resposta a uma questão concreta.
segunda-feira, janeiro 26, 2026
Startupismo
Constato que o limoeiro do meu quintal tem 21 limões. Vou dar uma saltada à Unicorn Factory. Acho que já tenho ali massa crítica para abrir uma start-up.
Como é?
Pessoa "honesta e educada" é como Cavaco Silva qualifica António José Seguro. Quanto se anuncia o voto num candidato e se sublinham as suas qualidades, isso representa, a contrario, a óbvia qualificação da alternativa que está no terreno?
Questão simples
Pessoa "honesta e educada" é como Cavaco Silva qualifica António José Seguro. Quanto se anuncia o voto num candidato e se sublinham as suas qualidades, isso representa, a contrario, uma óbvia qualificação da alternativa que está no terreno?
Um cheirinho de goibada
Ficará para a ciência política, com a distância do tempo, refletir um dia sobre as razões pelas quais um eleitorado que tinha dado uma maioria absoluta ao Partido Socialista alterou, num prazo que foi curto, o sentido do seu voto e veio a entregar o poder a uma direita sem um especial carisma.
domingo, janeiro 25, 2026
Ambiguidade
Corre por aí um modelo para ninguém perder a face na questão da Gronelândia.
Os EUA obteriam a propriedade das bases no território, o qual manteria o seu estatuto perante a Dinamarca.
Trump diria que "adquiriu" território, Copenhague preservaria o essencial do "status quo".
Chama-se a isto ambiguidade diplomática. Será possível?
Seguro, Rushdie e eu
Um dia de julho de 1993, na embaixada de Portugal em Londres, recebi um telefonema de António José Seguro. Não o conhecia pessoalmente, apenas sabia que era o líder da Juventude Socialista.
EUA
A informação nos EUA está tão polarizada que é difícil obter dados independentes sobre o caso que ocorreu no Minnesota. Menos sobre os factos, mais sobre o seu real impacto na opinião pública e eventuais consequências políticas. A CNN diz uma coisa, a Fox diz outra. Como olharão os americanos estas informações contraditórias? Qual é o "saldo" disto? Ficam ao lado de Trump, ficam contra ou a vida continua?
sábado, janeiro 24, 2026
Alain
Nunca li nada de Émile-Auguste Chartier, que usava o pseudónimo de Alain, salvo citações. Gosto desta: "Quand quelqu'un me dit qu'il n'est ni de droite ni de gauche, je sais que c'est un homme de droite". Isso é dos anos 30, dirão alguns. Ao que eu respondo: estão aí a chegar...
Ai! Leão
Como sportinguista, PSG e quejandos não me preocupam nada, "comemo-los a todos". Já o Arouca ou o Cascalheira põem-me nervoso. E, como se viu, eu tinha razão...
Ai! América
Kultura
Dizem-me que há uma lista dos nomes da cultura que apoiam o candidato que se opõe a Seguro. Mas que está em segredo, porque os próprios não querem aparecer a público, porque assim a família iria saber...
América
Como é natural, damos maior atenção aos impactos externos da administração Trump.
Contudo, há dias, um amigo americano anti-Trump só me falava, muito preocupado, da clivagem violenta que a América atravessa, como em Minneapolis, da rutura dos "checks and balances".
Para ele, a Gronelândia é um "fait divers".
Cada um vê o mundo do lugar onde está.
Um mínimo
Não apelo a uma política de canhoneira, nem sequer a um ato de grande visibilidade pública, mas há um mínimo de reação que Portugal deveria ter (sem se esconder atrás de posições coletivas) junto dos EUA, em face do insulto à memória os nossos soldados mortos no Afeganistão.
A mesma luta
Um grupo de proeminentes cidadãos "não-socialistas" declara apoio a António José Seguro.
Não o apoiaram na primeira volta, mas, perante a alternativa, escolhem-no para o exercício da função presidencial.
Quero deixar claro que, se acaso tivesse sido Marques Mendes a passar à segunda volta, este socialista estaria a assinar uma lista semelhante.
Afinal...
“That's OK, that's what you should be doing, it's a good thing for him to sign a trade deal. If you can get a deal with China, you should do that, right?”, disse Trump há pouco mais de uma semana, aquando da ida do PM do Canadá à China.
Hoje, ameaçou o Canadá com direitos de 100% se assinar qualquer acordo com a China.
Este blogue
sexta-feira, janeiro 23, 2026
Comentários
Déjà vu
Cotrim não escapou à tentação do "clube político". O almirante também deve estar a pensar nisso. É um clássico das ambições frustradas. Agora só falta um tempo numa TV. Alguém devia contar-lhes que a História prova que, tal como o PRD, tudo acaba na Travessa do Fala Só.
Not so special
Estamos a assistir a um momento único na relações entre os EUA e o RU. Nunca, que me recorde, a "special relationship", prezada em Londres à esquerda e à direita, esteve tão tremida. Trump, ao desvalorizar as centenas de mortos britânicos no Afeganistão pisou uma linha vermelha.
Com toda a probabilidade, Carlos III vai ter de cancelar a sua deslocação aos EUA. Ao tocar no sacrifício dos militares britânicos, Trump fez um gesto insuportável para o RU. E ninguém ainda falou do apetite de Trump sobre o petróleo do mar do Norte, bem patente em Davos.
"Porque morreram os blogues"
Há pouco, dei conta de uma conversa, entre quatro pessoas, na Rádio Observador, sobre tema em epígrafe. Foram 40 minutos de diálogo, um tanto a reboque de a Sapo ter anunciado que vai acabar com a plataforma em que hospedava blogues. Quem tiver paciência, pode ouvir aqui.
Sapucaí saloio
Este ano, a intempérie deu cabo dos nossos cortejos carnavalescos. O Carnaval é uma tradição europeia que foi levada para terras quentes. Da...








































