A coroação do novo rei inglês, com todo o fausto protocolar que implicará, pode vir a ser percecionada como estando em flagrante contraciclo com o tempo político turbulento que a Europa e o próprio Reino Unido atravessam, nos dias de hoje, pelo que talvez se recomendasse alguma contenção festiva. Se o funeral de Isabel II foi um tempo de óbvia e excecional união para o reino, este evento pode não sê-lo, em especial se a mobilização popular não vier a ser significativa. A acontecer, isso teria um efeito detrimental na imagem e autoridade do rei e, por essa via, no futuro da monarquia, já tão fustigada por reais "fait divers".