Este blogue tem mais de catorze anos de publicações diárias. Estou certo que me creditarão alguma experiência no tratamento dos imensos comentadores que por aqui têm surgido, que deixaram mais de 70 mil comentários publicados.
Alguns foram visitantes fugazes, outros mantêm-se por bastante tempo. Alguns são parcimoniosos na escrita, outros são prolixos nos comentários. Uns gostam daquilo que escrevo, outros não gostam. Uns são "de um lado", outros são "do outro". É assim que deve ser.
Há, dentre os meus comentadores, um grupo, a que intimamente chamo os cromos, que acabam, um dia, por ver a porta de saída apontada. Acontece depois de um ciclo.
Começam por uma linguagem crítica face àquilo que o autor do blogue propõe nos seus posts. Ora isso é sempre de estimular, porque, sem contraditório, mesmo forte, isto não tem a menor graça. Depois, adquirida que foi alguma "confiança", ensaiam tiradas cada vez mais agressivas, mais provocatórias, o que, dentro de um certo limite, até acho graça publicar, para surpresa de muitos. Finalmente, um escasso e muito pequeno grupo não consegue controlar, mantendo-se num registo de urbanidade, o facto de se sentir em contradição insanável com quase tudo o que escrevo. Gente desse núcleo, um dia, descamba e entra pelo insulto e - limite dos limites para mim, que sou, há que convir, o "dono da bola" - tem expressões de desrespeito, já de cariz pessoal, que não me apetece tolerar. Nos últimos dias, dois cromos, gente ácida e triste, foram mandados dar uma volta ao bilhar grande, como se diz na minha terra.