domingo, dezembro 25, 2022

Tanto fazia

Como era óbvio desde o primeiro momento, o assassino de Paris não pretendia matar especificamente cidadãos curdos, queria apenas mostrar o seu ódio aos imigrantes estrangeiros, em especial muçulmanos. A trágica ironia é que os mortos tanto podiam ter sido curdos como turcos.

6 comentários:

  1. manuel campos13:16


    Mas não é essa a trágica ironia de todos os atentados deste tipo que vêm acontecendo?

    ResponderEliminar
  2. A trágica ironia é que os graves tumultos provocados pelos curdos em Paris apenas vieram reforçar a opinião de quem se queixa dos imigrantes em França.

    E muitos lá estarão dizendo "só temos problemas com os muçulmanos".

    ResponderEliminar
  3. Assunto sensível !
    Um tema conhecido de um diplomata como o Embaixador Seixas da Costa.
    Como sabe, aqui em França, a imigração não é uma grande preocupação para os franceses, excepto nas regiões onde a população imigrante está concentrada ( 20% na região de Paris. Mais de 50% da população de Marselha é constituída de estrangeiros de cultura árabo-muçulmana e mais...)
    O resultado: Insegurança, desemprego, pobreza, sujeira, vários tráficos ser sem falar dos encarapuçados que desrespeitam as leis.

    ResponderEliminar
  4. José, nas manifestações de franceses passa-se basicamente o mesmo: tumultos e destruição. Veja-se por exemplo as manifestações dos "coletes amarelos", aqui há uns tempos. Partir e destruir em manifestações (e fora delas: em França todas as noites são incendiados uns tantos carros) é uma caraterística da França, seja por parte dos franceses seja por parte dos estrangeiros.

    ResponderEliminar
  5. O Lavoura está, portanto, a dizer que estes curdos são tão franceses quanto os franceses e a maior prova disso é que assimilaram a cultura de pandemónio nas ruas. É um ponto de vista estimável mas que, no entanto, em nada contraria o que eu escrevi.

    ResponderEliminar
  6. manuel campos22:20


    Em meados de Fevereiro de 2019 o "Le Figaro" anunciava que a média de viaturas incendiadas por dia em França era de 110 (cento e dez), mas na noite de Passagem do Ano essa espécie de desporto nacional bate recordes:

    2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022
    1193 1067 940 804 945 1031 1290 1457 861 874

    Lembro-me perfeitamente de ver um alto responsável francês muito feliz a 1 de Janeiro de 2021 com os progressos verificados nesse ano.

    Talvez por isso se diga por lá que, se houver uma revolução, sai toda a gente à rua...para ver se o carro está inteiro.


    ResponderEliminar

Um dia na Gulbenkian

Tudo começou na Conferência de Lisboa, cujo segundo dia teve sessões que se prolongaram das 10 da manhã às seis da tarde. Deu depois para ir...