Ontem, um reputado médico e professor universitário português, que está longe de ter a menor simpatia por este governo, dizia-me: “Não consigo entender como é que a nossa comunicação social não esclarece que a situação que se vive nos serviços de urgência, por toda a Europa, não é muito diferente daquela que se passa em Portugal. Os serviços públicos de saúde, em França ou no Reino Unido, estão hoje numa situação pior do que aquela que se vive no nosso país e as operações em atraso atingem números extraordinários, muitos piores do que os nossos. E, no entanto, o tema, por lá, não costuma abrir os telejornais”.