Perguntaram-me isto. A pessoa ficou espantada quando lhe respondi, muito sinceramente, que não sabia. Gostaria que Portugal ganhasse, claro, porque os cidadãos do meu país teriam ficado satisfeitos - e o bem-estar das pessoas que nasceram para cá do Caia é uma das medidas simplórias do meu patriotismo. Porém, afastado que foi Portugal (e o Brasil, ”my second and last best”), é-me indiferente, em absoluto, quem vai levar a taça. (Fiquei muito chocado com a falta de desportivismo da Argentina. Mas o facto de ter por lá o melhor jogador do mundo ainda em prova empata-me o sentimento). Nunca percebi por que diabo, sempre que há um jogo de futebol, temos de escolher um lado pelo qual “torcer”? Durante o Inglaterra-França, dois países onde vivi e fui feliz, onde tenho amigos e a cujas culturas (e livrarias!) estou muito ligado, não me senti minimamente a favor de um ou de outro. Ou melhor, tive pena que o Kane falhasse o penalti, mas apenas porque tal me permitiria ter mais meia hora de bom futebol. Mas confesso que me estou completamente ”a borrifar” para quem vá ganhar o Mundial. Gostaria é que as quatro partidas que faltam, e que verei com atenção (falhei alguns jogos, mas poucos), resultassem em jogos animados, com muitos golos e com excelente futebol. Só isso! A sério!
p.s. - tenho a certeza, quase absoluta, que cada comentário a este post trará um país que o seu autor privilegia. É que não conheço muita gente que reaja como eu. E durmo lindamente assim, acreditem.