domingo, março 10, 2024

Cada um é como é


Este não é o meu dia do voto. Já votei há uma semana. Estou fora de Lisboa. Numa prática que uma vez mais assumo, e por uma deliberada opção de sossego, a partir do meio da tarde deste domingo, desligo televisões, rádio, computadores e telemóveis. Por algumas horas, só leio, ouço música e vou jantar, em total sossego e isolamento "cívico". Lá pelas 11 da noite, irei ver em que param as modas. Nada de sondagens, de bitaites, de fait-divers e coisas assim. Casa um é como é, não é?

12 comentários:

  1. manuel campos01:27


    Pois não posso estar mais de acordo.
    Tenciono ver os 2 últimos filmes que o Jacques Tati fez: "Trafic" de 1971 e "Parade" de 1974, já não os revejo há muito tempo.
    Tenho aí a caixa com as seis longas metragens e as várias curtas metragens a completarem cada uma das principais.
    São filmes menos conhecidos, correspondentes a uma fase difícil dele e, ainda que "Trafic" tenha tido algum êxito depois de um "Playtime" (1967) mal recebido, já "Parade" (que retoma muitos gags antigos) levou-o a acabar a carreira cheio de problemas financeiros.

    Pelo meio música, como sempre.
    E leitura, um livro de compilação de crónicas de Perez-Reverte.
    Acho que este programa não deve alterar muito o resultado das eleições.

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  2. manuel campos01:39


    Falando de disparates sem fim porque a capacidade de os fazer é inesgotável.

    Lembram-se da lei francesa que levou a que o cachimbo do Jacques Tati fosse substituído por um moinho de vento de papel em cartazes?
    E que Malraux e Sartre também ficaram a fazer figuras infelizes?

    Pois vão aqui relembrar como Einstein tinha razão com aquilo do universo e da estupidez humana:
    “JACQUES TATI NE SERA PLUS PRIVÉ DE SA PIPE SUR LES AFFICHES”

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  3. manuel campos01:45


    E vamos votar claro.
    Não é longe: fica ainda mais perto que a garagem onde tenho os carros.
    Portanto pode chover a potes que não é por aí, estou habituado.

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  4. Tinha planeado votar antecipadamente na embaixada a exemplo de anteriores eleições mas escapou-me a informação sobre as datas (algures no ido mês de janeiro).

    Sobre o resto recordo um comentário feito por um amigo meu: a transformação do jornalismo numa espécie de entretenimento com contornos de reality show a que temos assistido em muitos canais começa a convidar a outras atividades.

    É que já não há paciência para que a propósito de tudo e de nada se monte um ringue de boxe em que aparentemente todos os golpes são permitidos e os relatores do confronto estão eles próprios implicados na disputa.

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  5. Pois, lá terá de ser. Muita música, Vemo-nos em Agosto e algum streaming. A tudo isto, junto 90’ de stress com o jogo da Briosa. O voto, já está armazenado há uma semana e a ser transportado pela PSP para ser adicionado à urna.

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  6. Eu vou "aparecer" mais cedo, para ver as sondagens das 20 horas. Até lá, não quero ver televisão sobre política ou sobre o acto eleitoral. Já chegou a overdose dos últimos dias.

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  7. J Carvalho11:22

    Fosse esse entretimento inocente, mas não. Pelo que se lê e sente está inquinado, logo o melhor é mesmo encontrar alternativas.

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  8. manuel campos12:32


    Excelente síntese de Carlos.

    O último parágrafo é de antologia.

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  9. João Cabral13:27

    Nesse caso, o período de reflexão, que não houve por o voto ser antecipado, é depois da votação. Interessante, senhor embaixador.

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  10. Eu sugeriria ao Francisco que ligasse a televisão bastante mais cedo, para ver o jogo do Sporting.
    Eu já liguei, para ver um pouco do jogo do Damaiense.

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  11. Anónimo18:49

    Parece andar no ar um certo desencanto, em tom "blasé", adequado a certos estatutos...
    MB

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