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segunda-feira, março 25, 2024

Momento semântico

No termo da entrevista, esta tarde, na CNN Portugal, com o Pedro Bello Moraes, fiquei com uma sensação estranha. Aqueles seis minutos e tal de conversa, sobre a situação na Rússia, tinham corrido com toda a normalidade, mas, naquilo que eu tinha dito, havia algo que me soava mal. E não sabia o que era.

Fui rever a entrevista e lá estava a razão da estranheza: eu usara, por duas vezes, a palavra "concomunar". Algum problema? Nenhum, exceto que esse vocábulo não existe. Para quem tivesse estado distraído, e dado o contexto da frase, o erro pode ter passado despercebido. Quem estivesse mais atento, contudo, deve ter-se perguntado: onde diabo foi ele desencantar aquela palavra?

O que eu queria significar é que a Rússia, perante o atentado em Moscovo, dava mostras de pretender juntar, como se de uma agressão comum contra si se tratasse, a Ucrânia, tendo esta todo o ocidente por detrás, e os radicais islâmicos. A ideia é que, por uma qualquer forma, havia um conluio (combinação de um ou dois para prejudicar um terceiro), que ambas as partes estavam mancomunadas (em acordo para um ato repreensível). E terá sido do "conluio" com o "mancomunar" que me saiu o "concomunar". 

Até nem desgosto da palavra, só que ela não existe. Não existe? Ora essa! Passou a existir, graças ao meu momento de criatividade semântica. Fica o neologismo e sintam-se à vontade para o utilizar.

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