segunda-feira, janeiro 02, 2023

Dois Brasis



8 comentários:

  1. manuel campos13:40


    E estão lá os dois Brasis, em partes iguais.
    Qual delas será preponderante daqui a meia dúzia de anos é a pergunta de um milhão de reais.

    Um filho meu viveu e trabalhou no Rio de Janeiro não há muitos anos.
    Vivia num bairro respeitável e trabalhava em casa, mas sempre dá para conhecer melhor aquele mundo do que o turista, acidental ou não.
    Voltou entretanto a Portugal.
    Para ficar cá.

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  2. A grande diferença é que na segunda fotografia há mulheres, cujos vestidos coloridos dão cor à imagem. Na primeira fotografia somente há homens de fatos pretos.

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  3. João Cabral15:10

    Realmente, para a fotografia fica lindamente. E o resto?

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  4. Mal por Mal15:23

    Se é a foto do governo de cada um, há muita diferença, principalmente na quantidade de cabeças.

    Mas num país tão grande, o bolo dá para todos.

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  5. A primeira fotografia representa a “Casa-grande”, a segunda a “Senzala”, precisamente o título “Casa-Grande & Senzala” da obra de referência do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, publicado em 1933, mas que pelos vistos, passadas estas longas décadas, continua a expressar o modo de organização social e política da sociedade brasileira.
    Foi também Gilberto Freyre que em 1926 escreveu o poema “O outro Brasil que vem aí” (Talvez Poesia, Rio de Janeiro, José Olympio, 1962):
    «O outro Brasil que vem aí
    Eu ouço as vozes
    eu vejo as cores
    eu sinto os passos
    de outro Brasil que vem aí
    mais tropical
    mais fraternal
    mais brasileiro.
    O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
    terá as cores das produções e dos trabalhos.
    Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
    terão as cores das profissões e das regiões.
    As mulheres do Brasil em vez de cores boreais terão as cores variamente tropicais.
    Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
    todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor
    o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco».
    Impressionante a semelhança entre o poema de Gilberto Freyre de 1926 e o discurso de ontem (2022) de Lula na sua tomada de posse!

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  6. Felizmente estamos num novo Brasil, o único com futuro.

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  7. Segundo Lula, só há um Brasil, e ele tem toda a razão!

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  8. Anónimo02:19

    No final parece que correu relativamente bem, mas não deixo de pensar no assustador número de votos que teve o Bolsonaro.

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