terça-feira, janeiro 31, 2023

Feito!


Foi na tarde de hoje que o grupo encarregado pelo atual governo de preparar as bases para o novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional, para vigorar nos próximos 10 anos (2023/2032), fez entrega do seu relatório à ministra da pasta, professora Helena Carreiras. Noto que, da equipa indicada em 2012, pelo governo de então, para preparar o anterior Conceito (2012/2022), transitaram para este grupo três pessoas: o professor Nuno Severiano Teixeira, que agora presidiu ao grupo, e dra. Leonor Beleza e eu próprio.

Com forte e muito eficaz contributo do Instituto de Defesa Nacional, o grupo trabalhou, ao longo dos últimos meses, num processo de aproximação progressiva de posições, analisando diversos contributos, o que permitiu chegar ao relatório que hoje apresentado. O governo é o destinatário desta nossa contribuição, que será depois sujeita a apresentação e debate parlamentar. Para obviar à especulação típica dos tempos que correm, notaria que este nosso trabalho foi feito sem qualquer retribuição nem o menor encargo financeiro para o Estado.

7 comentários:

Luís Lavoura disse...

Um trabalho feito sem qualquer retribuição e encargo financeiro para o Estado.

Pois, o Estado paga principescamente a José Sá Fernandes, mas ao Francisco não paga nada. Há filhos e enteados...

Francisco Seixas da Costa disse...

Luís Lavoura. Nem José Sá Fernandes ganha nada de especial (é uma demagogia populista o que tem sido explorado sobre isso), nem eu sou “enteado” de nada: não faltava mais nada eu, e todos os meus colegas, sermos retribuídos por um trabalho de interesse nacional, para o qual é um orgulho sermos convidados.

José disse...

As questões da Defesa sempre me interessaram muito. Por outro lado, o meu espírito é dominado por um humor negro/sarcástico que não se cansa de ser alimentado pelas notícias sobre as nossas FA.

Navios patrulha que nem armados estão (os canhões não chegam, parece...)
Paióis roubados e sistemas de vigilância que não funcionam.
Barcos de guerra sempre em manutenção.
Falta de pessoal generalizada.
Material obsoleto.
Corrupção.
Excesso de oficiais superiores.
Equipamentos que não saem das caixas.
Equipamentos a apodrecer por falta de manutenção.
Concursos públicos sem concorrentes.
Lutas de egos entre as chefias.
Dessintonia entre o poder político e os militares.

Estou certo de que também haverá forte infiltração de agentes estrangeiros nos quadros. A nível da cibersegurança o cenário deverá ser tristemente anedótico.

Se a isto ainda juntarmos a clara perceção de que - a nível de oficiais superiores -, haverá gente cujo discurso é pouco consentâneo com a participação na NATO, a coisa passa do cinzento escuro para o negro.

Para quem goste de História, as dificuldades com as nossas FA são cíclicas e já nos valeram grandes agruras que podiam ter sido perfeitamente evitadas. Quanto mais investimento for necessário e quanto mais tecnologia for precisa, pior será a situação.

Não sei se no Conselho de Defesa Nacional estará algum humorista mas não seria de descartar semelhante hipótese.

Luís Lavoura disse...

José,

a "falta de pessoal generalizada" é um problema geral de todo Portugal, não somente das Forças Armadas.

Aos problemas que elencou pode-se acrescentar, por exemplo, o pessoal que sopra para os jornais, e por via deles para todos os potenciais inimigos do país, o número de tanques que Portugal tem inutilizáveis.

José disse...

Ó Lavoura, acha mesmo que os agentes estrangeiros precisam de ler as notícias dos jornais? :)

manuel campos disse...


Luís Lavoura

Em Espanha foi a Ministra da Defesa que "soprou" o mesmo sobre os tanque espanhóis, V. anda cada vez mais distraído.

https://expresso.pt/internacional/2023-01-31-Ministra-da-Defesa-espanhola-avisa-que-tanques-para-a-Ucrania-estao-em-estado-absolutamente-lamentavel-dacc4051

José disse...

Em jeito de àparte: já repararam no pouquíssimo cuidado que há na apresentação da bandeira nacional? Ao contrário de outros países, onde os símbolos nacionais são exibidos com honra, por cá, a bandeira está exposta de qualquer forma. É como calha.

Ora, reparem na fotografia. Onde estão as nossas armas? Estão escondidas por entre as pregas do "pano". E isto repete-se ad nauseam, nas conferências de imprensa, nas salas de reunião...

(não mencionarei aqui os diversos casos de bandeira de pernas para o ar com membros deste Governo)

Será assim tão difícil aos idiotas que arranjam as salas, darem um jeito às bandeiras para que os símbolos nacionais fiquem virados para a frente?! Custa assim tanto?

É um país de bandalheira! Da lei do menos esforço!

Que Praga!

Ainda bem que o jogo acabou. Estava farto de ouvir chamar Chéquia à República Checa.