Ontem, num restaurante, olhei o saleiro e notei a marca: Peugeot.
Uma amiga, ao meu lado, surpreendeu-se: “Não conhecias a marca Peugeot como ligada aos moínhos para especiarias e outros objetos das artes da mesa?”
Confessei a minha ignorância e ela explicou-me que a Peugeot, quase há dois séculos, começou a atividade pelo fabrico deste e de outros tipos de objetos, bem antes de se dedicar aos automóveis.
A nossa memória, como acontece com os carros, às vezes demora a arrancar. No caminho para casa, ocorreu-me que, há mais de 20 anos, tinha ido a uma reunião internacional realizada no Museu da Peugeot, na cidade francesa de Montbéliart, junto à fronteira com a Suíça. E ocorreu-me então que, durante um intervalo dos trabalhos, tinha-nos sido proporcionada uma visita ao museu, tendo sido apresentada toda a variedade histórica de moínhos, manuais e elétricos, de marca Peugeot, alguns dos quais continuavam a ser produzidos. Tinha-se-me varrido por completo da memória!
“Vê-se mesmo que não cozinhas!”, tinha-me dito, ao almoço, essa amiga. “Se cozinhasses, e ainda por cima tendo tu vivido em França, saberias que há bastante mais Peugeot para além dos carros”.
Ignorância minha! Não tive coragem para responder: “Eu, de facto, conheci por lá um “Moulin Rouge”! Mas não este…”
