sexta-feira, janeiro 27, 2023

Peugeot


Ontem, num restaurante, olhei o saleiro e notei a marca: Peugeot. 

Uma amiga, ao meu lado, surpreendeu-se: “Não conhecias a marca Peugeot como ligada aos moínhos para especiarias e outros objetos das artes da mesa?”

Confessei a minha ignorância e ela explicou-me que a Peugeot, quase há dois séculos, começou a atividade pelo fabrico deste e de outros tipos de objetos, bem antes de se dedicar aos automóveis.

A nossa memória, como acontece com os carros, às vezes demora a arrancar. No caminho para casa, ocorreu-me que, há mais de 20 anos, tinha ido a uma reunião internacional realizada no Museu da Peugeot, na cidade francesa de Montbéliart, junto à fronteira com a Suíça.  E ocorreu-me então que, durante um intervalo dos trabalhos, tinha-nos sido proporcionada uma visita ao museu, tendo sido apresentada toda a variedade histórica de moínhos, manuais e elétricos, de marca Peugeot, alguns dos quais continuavam a ser produzidos. Tinha-se-me varrido por completo da memória!

“Vê-se mesmo que não cozinhas!”, tinha-me dito, ao almoço, essa amiga. “Se cozinhasses, e ainda por cima tendo tu vivido em França, saberias que há bastante mais Peugeot para além dos carros”. 

Ignorância minha! Não tive coragem para responder: “Eu, de facto, conheci por lá um “Moulin Rouge”! Mas não este…”

4 comentários:

Flor disse...

Era outra espécie de "Moulin". :)

manuel campos disse...


Começaram por fazer moinhos de café em 1842, ainda os fazem, lamentavelmente não eram nem são "rouges" nem têm o mesmo formato, falta de imaginação.

O "moulin" a que se refere consta que tem 600.000 visitantes por ano.
Tenho em LP alguns espectaculos de Mistinguett, uma caixa rara mas pouco valiosa (é pena) de gravações com 100 anos, muito bem recuperadas, que comprei a um preço simbólico quando do fecho de uma casa de discos que havia ali na Rua do Carmo, creio mas não juro que era da Arnaldo Trindade (editora Orfeu), foi bem antes do incêndio do Chiado, quase numa outra vida.

caramelo disse...

Não se preocupe, senhor Embaixador. Eu era capaz de apostar que pode cozinhar-se uma vida inteira e ser-se até excelente cozinheiro, sem se usar moinhos da marca Peugeot ou sequer saber que existe tal coisa ;). A surpresa da sua amiga, enfim....

jj.amarante disse...

O tempo para encontrar algo na memória vai aumentando com o volume de informação armazenado, como se constata também com os discos dos computadores.

A casca da banana

Na política da Madeira, já chegámos à Madeira.