sexta-feira, janeiro 27, 2023

Peugeot


Ontem, num restaurante, olhei o saleiro e notei a marca: Peugeot. 

Uma amiga, ao meu lado, surpreendeu-se: “Não conhecias a marca Peugeot como ligada aos moínhos para especiarias e outros objetos das artes da mesa?”

Confessei a minha ignorância e ela explicou-me que a Peugeot, quase há dois séculos, começou a atividade pelo fabrico deste e de outros tipos de objetos, bem antes de se dedicar aos automóveis.

A nossa memória, como acontece com os carros, às vezes demora a arrancar. No caminho para casa, ocorreu-me que, há mais de 20 anos, tinha ido a uma reunião internacional realizada no Museu da Peugeot, na cidade francesa de Montbéliart, junto à fronteira com a Suíça.  E ocorreu-me então que, durante um intervalo dos trabalhos, tinha-nos sido proporcionada uma visita ao museu, tendo sido apresentada toda a variedade histórica de moínhos, manuais e elétricos, de marca Peugeot, alguns dos quais continuavam a ser produzidos. Tinha-se-me varrido por completo da memória!

“Vê-se mesmo que não cozinhas!”, tinha-me dito, ao almoço, essa amiga. “Se cozinhasses, e ainda por cima tendo tu vivido em França, saberias que há bastante mais Peugeot para além dos carros”. 

Ignorância minha! Não tive coragem para responder: “Eu, de facto, conheci por lá um “Moulin Rouge”! Mas não este…”

Vicente

Sou um desorganizado. Não sei onde tenho uma fotografia que tenho com Vicente Lucas, que morreu ontem. Um dia de 2005, fui de Nova Iorque, o...