segunda-feira, janeiro 23, 2023

“Restaurante da Adraga” (Almoçageme)

 

Chega-se lá descendo a estrada que sai do centro de Almoçageme para a praia da Adraga - lindíssima, ali ao lado. A casa chama-se, simplesmente, “Restaurante da Adraga”. Existe desde 1905, acreditem! Conheço este pouso há muito tempo, mas só lá vou quando o rei faz anos, quase sempre com amigos, tanto mais que não é todos os dias que ando pela zona de Sintra e Colares. Trata-se de um local agradável, de decoração simples, mas onde recordo ter sempre comido bem. O pessoal é simpático e diligente. A especialidade da casa, como não podia deixar de ser, é o peixe e muitas outras boas coisas do mar, mas os carnívoros radicais não passarão fome, podem estar descansados. Ontem, à nossa mesa, além de uma sopa de peixe, estiveram umas ameijoas em molho de alho e coentros, um linguado de que me disseram maravilhas, um polvo à lagareiro e um chocos com tinta. Tudo a preceito. A conta foi equilibrada, com um branco de Borba a ajudar. À terça-feira, o “Restaurante da Adraga” fecha. Mas, de quarta a segunda, está sempre aberto, das 12:30 às 22:00. Em especial nos fins de semana, é recomendável reservar com antecedência pelo 219 280 028.

5 comentários:

Anónimo disse...

Fernando Neves
Ora ir comer linguado e polvo ao restaurante da Adraga. E não beber Chitas. Vê-se que não são sintrenses. O problema do restaurante é a ressonância

manuel campos disse...


Em todos os restaurantes por ali é melhor reservar ou chegar depois das 14H30 (não, não é falta de respeito pelo pessoal que nisso eu sou intransigente, é porque as cozinhas só fecham às 16H00).

Apesar de tudo a situação melhorou últimamente e penso saber porquê, ainda que seja só elucubração minha.
Muitos deles tinham uns "acordos" (por assim dizer) que faziam com que fossem diáriamente invadidos por turistas chineses que se faziam transportar em carrinhas de aluguer.
Como os ditos turistas agora são muito raros em relação ao que foram, pelas razões que se conhecem, a situação é melhor para nós ainda que não o seja para aqueles que nos restauram.
É que as quantidades industriais de marisco que consumiam nunca vi ninguém comer (e menos ainda com aquela sofreguidão).

Nuno Figueiredo disse...

sopa de peixe: estou em Marselha...

manuel campos disse...


Aqui a minha "cantina" fecha à 3ª feira.
Ainda ontem ao almoço saímos de lá depois de dividirmos como pudemos o excelente "bife à casa" que, segundo informações recolhidas no local, nunca tem menos de 400 gramas, têm um bife maiorzinho com outro nome que vai para os 700 gramas e eu já vi muito alarve a comê-los sózinhos (qualquer deles custa cerca de 20€).
Com o frio que está janta-se em casa, traz-se meia dose do que fôr, chega para os dois quando não sobra, veio chanfana e vitelinha com puré.
Como minha mulher não aprecia chanfana lá fiz o sacrifício de comer toda a que veio, acompanhada por umas couves daquelas que "só há aqui", hoje marchará a vitelinha com puré com um tinto de Arraiolos, uma "Reserva" que ando para provar só por provar há muito tempo (faço estas descrições em homenagem aos meus conhecidos que já estão na fase de "jantar" uma sopinha e umas torradinhas).

Isto tudo para dizer que hoje fomos almoçar um pouco mais longe, a um local de que gostamos muito, reservámos ontem apesar de saber que temos lá sempre aquela mesa, a que todos os restaurantes que se prezam têm sempre "Reservada" para os clientes a quem não se pode "mandar embora" sem mais nem menos (como os bons hotéis têm dois ou três quartos).
E para algum espanto nosso (e conhecemos bem a casa) comemos um "arroz de tamboril" como não se come aí pela zona do Guincho (e a menos de metade do preço, mas também aqui não há essa vista maravilhosa).
A grande dificuldade - e não estou a brincar - foi encontrar arroz suficiente lá no meio.

Agora para quem tem carros no campo.
O carro com 22 anos e 280 mil kms passou com o comentário "Impecável", este ano as voltas da vida levaram a que só tivesse andado 530 kms, grande parte deles foi um neto meu quando cá passou uns dias no Verão.
Claro que quando cá cheguei após 6 meses e muito frio nem uma luzinha acendia no tablier, o booster que aí tenho estava fraco (têm que ser carregados periodicamente), fui buscar ajuda profissional, ao fim de 10 minutos já o carro estava a caminho da oficina para carregar a bateria durante o fim-de-semana (isto em Lisboa durava-me uma tarde, mesmo com a ajuda do ACP, da espera não me safava).
Virem cá pô-lo a trabalhar e carregar a bateria nunca é nada, preferia pagar logo porque assim vou gastar o mesmo numas garrafitas de tinto que lá levo.
Este problema da bateria se apagar totalmente acarreta alguns riscos, pois há centralinas mais antigas que sofrem com isso, neste só o computador de bordo fica ali meio aparvalhado um bocado mas lá se recompõe.
O único truque é, ande o carro o que andar, mudar-lhe o óleo todos os anos.




manuel campos disse...


A tempo (espero eu) de poder ser útil a alguém.
Esta bateria que agora "morreu e ressuscitou" ainda nem um ano tinha mas os carros têm muita electrónica e 6 meses sem andar é dramático se mete temperaturas muito baixas durante muito tempo, a 0ºC a carga "utilizável" pode ficar reduzida a uma pequena parcela da carga "efectiva".
Por outro lado, cada vez que se liga o motor tem que se fazer uns 10 kms a 2000 rpm pelo menos para recuperar aquele esforço, ligar o motor muitas vezes e fazer poucos kms de cada vez é a modos que para o curto.

Não aconselho o chamado "encosto" com cabos a outra viatura.
Pode correr bem mas também pode correr muito mal com a centralina do carro que está a dar a energia, um "bicho" desses pode ír aos 2000€ fora a mão-de-obra.
Este mesmo carro de que falo foi "vítima" de uma situação dessas quando andei por Évora ao ajudar outro a pegar, ía-se abaixo sempre que se punha em ponto morto, na marca disseram logo "centralina nova" e acrescentaram "1700€ mais montagem" (à época), o que me levou a arrepender-me logo de amabilidades.
Descobri então que, andando com a ventilação sempre ligada no mínimo, havia uma "solicitação" adicional ao motor que, aumentando as rotações, o aguentava.
Algures no tempo alguém se lembrou de tentar um reset qualquer e funcionou (como podia não ter funcionado, as máquinas lá têm as suas razões).

Hélder

Hélder Macedo é uma grande figura da cultura portuguesa. Fixou-se em Londres há seis décadas e aí construiu uma notável carreira académica, ...