domingo, maio 28, 2023

Palavra

"Por que é que estavas a falar, há minutos, dos estúdios do Porto da CNN?", perguntou-me, agora mesmo, um amigo. "Ora essa! Já viste o inferno que está o trânsito para Queluz de Baixo?". Acreditem que ainda houve uns segundos de silêncio.

2 comentários:

  1. manuel campos18:07


    Aproveito as "deixas" que surgem, é o que é, na linha do "ainda bem que está
    a falar de trânsito".
    Segue assim a conversa.

    Deve haver razões muito fortes mas que me ultrapassam para:
    1º) os condutores que estão parados à frente no sinal vermelho entreterem-se de tal modo com os seus smartphones que não vejam o sinal passar a verde, não ouvem as apitadelas dos que estão atrás e, quando o sinal volta a ficar vermelho, arrancam eles mesmo assim e deixam lá os outros todos;
    2º) os peões que aguardam que paremos na passagem de peões, assim que o fazemos retomam de imediato a escrita que estavam a enviar no smartphone, atravessando nas calmas e por vezes abrandando mesmo no meio da passadeira para melhorar um ponto ou outro da dita.

    Para quem acha que o peão tem sempre razão e o automobilista é por natureza um malandro, habitualmente gente que não guia, aproveito para informar que o Código da Estrada contém obrigações para uns e para os outros, aos peões que atravessam as ruas é dedicado o Artº 101 em particular e é bastante claro, é só googlar (*).
    Por outro lado, como me ensinou meu Pai quando tirei a carta de condução “a prioridade é do maior, podes ter toda a razão mas tu é que ficas feito em sucata no mínimo”.
    Uma regra de ouro que, se é válida para a “lata” mais ainda o é “para a carne e o osso”.
    Mesmo que o carro da frente páre há que continuar atento, já vi uma pessoa morrer porque o que vinha atrás não parou e empurrou o da frente para cima do peão.

    (*) Para os recém-chegados e os distraídos: não ponho links por acordo com a “gerência”, a quem aliàs dou toda a razão sobre o abuso desse hábito, mas dou indicações mais que suficientes (devo dizer, em abono da verdade, que na altura me foram reconhecidas atenuantes).

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  2. manuel campos23:02


    Outros trânsitos.
    Bebedor discreto mas diário desde há uns 60 anos, sempre passei por cima de medalhas, prémios e - mais do que tudo - preços da garrafa.
    Ou gosto ou não gosto.

    Portanto foi com algum gozo mas nenhum espanto que li hoje isto.
    É só googlar o artigo do Público, bem escrito e com humor.

    "Enviaram uma zurrapa a concurso internacional de vinhos. Resultado: ouro"

    Não tenho por hábito provar o vinho quando abrem a garrafa no restaurante.
    Como não enfio nunca álcool no estomago em jejum, tenho muito tempo para constatar se o vinho está bom ou não e fazer uma "fita" maluca.
    O hábito indesejável de nos meterem pão e manteiga na frente está ligado a algum efeito protector da gordura da manteiga nas paredes do estomago, ao que consta, ainda que eu ache que ao empanturrar-nos com aquilo perdemos alguma fome e nem nos damos conta que a dose podia ser maior para aquele preço.

    Costumava almoçar com frequência semanal com um amigo meu aqui há uns anos.
    Ele é daqueles "provadores" que viram e reviram o copo, cheiram demoradamente, voltam a revirar e a cheirar, toda uma cerimónia - e todo o contrário de mim.
    Por duas vezes num espaço curto que "aprovou" um vinho que sabia e cheirava a rolha que era um escândalo, quando o provei depois de 3 ou 4 garfadas e lhe chamei a atenção lá confirmou o que eu dizía e fez a "fita" maluca (estou a brincar, é pessoa respeitável, eu é que nem por isso).
    Não sei se mantém o hábito daquela "prova" pois, quando almoça comigo e lhe é dado a provar perante a minha nega, diz sempre "Depois o meu amigo diz se está bom".

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