quinta-feira, junho 06, 2024

Oportunidade

Oportunidade é isto mesmo: o caso das gémeas - que andava por aí há meses - regressa a três dias de umas eleições. Tão óbvio, não é?

9 comentários:

  1. E faz muito bem em regressar. Já é mais que hora de deitar Marcelo pela borda fora.

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  2. E também era óbvio o post. Era o que faltava agora que a justiça abrisse alas para os senhores políticos passarem. Por esse andar, não faziam nada.

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  3. Anónimo14:48

    é certo como a noite chegar. separação de poderes, dizem eles...

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  4. Eu depois de ouvir a lista dos crimes imputados ao anterior Secretário de Estado fui ver em que consistem - isto é a sua definição do ponto de vista legal. Assim o crime de prevaricação é descrito como a “situação em que um titular de cargo político, contra o direito, conduzir ou decidir um processo em que intervém, no âmbito das suas funções, com o objetivo de, por essa forma, prejudicar ou beneficiar alguém”. Nesta definição ampla e abrangente cabe quase tudo … a decisão política que inexoravelmente tem um aspecto discricionário, o prejuízo ou benefício de outrem está igualmente presente em qualquer decisão (ou ausência da mesma). Para evitar de focar apenas no “caso das gémeas” lembro a notícia há alguns dias sobre a acusação do MP sobre a transação acordada entre a Câmara de Gaia e investidores em hotéis sobre as obras de consolidação da escarpa.

    Acho mesmo que não vale a pena organizar eleições. Vamos fazer um governo composto exclusivamente por procuradores do Ministério Público.

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  5. Anónimo17:39

    Portanto, não se pode acreditar em nenhuma Instituição do Estado Democrático, não é Senhor Embaixador! Shame on you!!!

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  6. Anónimo18:42

    Senhor embaixador
    Longe de perceber as "nunces" da justiça, resumo o que me "ficou" do caso da gémeas brasileiras.
    1. Tomo como certo que o filho do Presidente da República esteve na origem do "caso".
    2. Tomo como quase certo (digo assim não vá apanhar com um processo...) que o filho do presidente a primeira coisa que fez (o meu filho, a outra escala era o que faria...) falou com o pai perguntando como se podia fazer qualquer coisinha...
    3. O pai, presidente, podia ter dito ao filho que não se metesse na coisa, dada a sua condição de Presidente...
    4. Mas o que parece que terá feito (digo "terá", à cautela...) foi dizer ao filho que mandassem (os pais das meninas) um pedido para a Presidência que daí seria enviado para o Ministério respectivo.
    5. Isso feito, é difícil imaginar que não tenha havido um "telefonemazinho" de chefe de gabinete para chefe de gabinete.
    6. Num tempo em que presidente e primeiro ministro eram "unha com-carne", o assunto, sempre com a indicação da origem (a Presidência) foi parar ao gabinete do Secretário de Estado.
    7. Este, entalado entre a origem da "cunha" e o dever de imparcialidade, deve ter começado por resistir, o que parece explicar o facto de o filho do Senhor Presidente da República lhe ter pedido duas audiências (ou dois encontros informais)...
    8. Resultado: foi do gabinete do Secretário de Estado (vergado este; sendo difícil pensar que não tenha dado conhecimento do que ia mandar fazer ao degrau superior do ministério ou, mesmo um pouco mais acima...) que foi marcada a consulta das meninas, seguramente com a indicação, sempre da "fonte" por onde o pedido tinha entrado, a Presidência...
    8. Claro que não era o Senhor Secretário de Estado, ele próprio, que ia fazer a chamada...
    8. No Santa Maria, face ao melindre da situação e à "oposição"/parecer pouco positivo da equipa médica, voltaram a mover-se cordelinhos, escala hierárquica acima...
    9. Resutado: as meninas foram tratadas...
    É, pois, minha convicção que muitos tiveram conhecimento, que muitos se vergaram aos interesses e às conivências, muitos não foram verdadeiramente "livres" na decisão que tomaram.
    O homem é sempre ele e a sua circunstância, como tão bem sintetizou Ortega y Gasset.
    Ia a rematar isto com a esperança de que um dia teremos homens livres a decidir coisas no Estado, mas a verdade é que tenho cada vez menos esperança de que isso venha a acontecer no meu horizonte temporal.
    MB


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  7. Excelente e muito provavelmente totalmente verdadeira, a descrição de MB.

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  8. Na descrição de MB, veja-se como cada um colaborou na cunha tendo sempre o cuidado de se escudar por detrás de outro. O Presidente escondeu-se atrás do seu filho e atrás do Primeiro-Ministro. Este último escondeu-se atrás do Secretário de Estado, o qual por sua vez se escondeu atrás da sua secretária. Somente esta última é que, coitadinha, não teve atrás de quem se esconder, e confessou (honra lhe seja feita) o delito.
    Todos foram cúmplices na cunha, mas todos fizeram a porcaria por forma a poderem arrojar a culpa para cima de outrém.

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  9. Óbvio, óbvio.

    Os velhos beneficiários da judicialização da política que se cuidem, já começou a tocar neles, também.

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