quinta-feira, 28 de maio de 2020

TAP

Percebo que a presença de capital público na TAP deva objetivar-se em orientações no sentido de interesses do país, definidos pelo Estado. Mas gostava de lembrar que foram decisões insensatas sobre “rotas políticas” que, no passado, ajudaram a levar a TAP ao descalabro.

9 comentários:

AV disse...

Paradoxo bem observado. Infelizmente, quando cortes, despedimentos, remodelações, etc., chegarem poucos se lembrarão disso.

Luís Lavoura disse...

Pois.
Também convém lembrar que a aviação moderna se faz segundo o princípio de "hub and spoke". Há aeroportos que são "hubs" (centros de distribuição de tráfego) e outros que são "spokes" (destinos finais). A TAP decidiu que o seu "hub" seria em Lisboa, enquanto que Faro e Porto seriam "spokes". Quer isto dizer que a TAP não voa, em princípio, diretamente para o Porto nem para Faro - as pessoas vêem para Lisboa, e de lá é que são distribuídas para o Porto ou Faro. A generalidade das companhias de aviação modernas opera segundo este modo. Por exemplo, se uma pessoa quer voar para Trieste ou Bari, tem que tomar um avião para Roma e de lá é que será transportada para o seu destino final.

Reaça disse...

As grandezas do estado novo deviam ter tido um fim no 25 de Abril.

Qualquer charter resolvia o nosso problema.

Mania das grandezas!

Anónimo disse...

Os comentários desbragados do agora ministro Pedro Santos também não devem ajudar muito à estabilidade da empresa. Tem a delicadeza de um jovem elefante numa loja de porcelana...

Anónimo disse...

Se a TAP acabar, podemos mudar novamente o nome ao aeroporto?

Jaime Santos disse...

Eu começo cada vez mais a acreditar que mais valia era deixar falir. Devolvem-se os novos aviões à procedência e funda-se uma nova companhia, mais pequena e mais atenta aos desafios ambientais e indemniza-se os trabalhadores que vierem para o desemprego.

E, naturalmente, é preciso voltar a equacionar se vale mesmo a pena construir um novo aeroporto...

E se é necessário manter 'rotas políticas' por causa da diaspora, então o Estado que as financie às claras...

Falácias de custos irrecuperáveis é que não...

E Catarina Martins tem razão. A TAP não pode ser um novo BES. E como não é um banco, os efeitos da falência na Economia serão certamente bem menores...

Anónimo disse...

A minha situação de ignorante dos transportes leva-me a perguntar: será que é assim tão importante que haja voos Lisboa-Porto, mesmo agora que por questões de segurança e de higiene é necessário ir para o aeroporto com bastante antecedência; e se se tiver alguma bagagem são mais uns minutos e depois fica-se ainda longe do centro das cidades (LX e Porto). Será menos tempo do que o comboio, que não precisa de antecedências e nos lança no centro das cidade?.
Talvez valesse a pena apostar na maior velocidade do comboio entre as duas cidades; e parece que a ferrovia é muito mais ecológica do que o avião.
Aquela gente do Porto daqui a pouco está como os de Beja que querem um aeroporto internacional...
JC

aamgvieira disse...

A TAP devia puramente ir à falência. Desde os anos oitenta queimaram dinheiros na TAP, com a justificação da companhia de bandeira. "Bandeira" para as administrações e governos que lá colocaram.
Com o dinheiro que vão meter na TAP, ao menos amortizem a divida.
Todos os partidos têm culpas.








Carlos disse...

Para os que entusiastas das destruição criativa - I.e. deixa falir e fazemos outra ao lado - seria bom recordar as experiências traumáticas da sabena / Brussels airlines e da SWISSAIR / Swiss. As novas companhias tiveram de gastar uma fortuna na negociação de slots em todos os aeroportos onde operavam, reconstruir uma nova frota, reconquistar pelo menos parte o mercado das antecessoras e nuca chegaram perto da quota de mercado das antecessoras nem sequer aparentam uma boa saúde económica

Para os que acham desnecessária uma companhia aérea nacional talvez mudem de ideia quando passarem a ter de viajar até Madrid para chegar a muitos dos destinos servidos pela TAP com voos directos a partir de Lisboa. E entretanto interroguem-se sobre as motivações para países tao pequenos como o Luxemburgo, que até tem uma ligação por TGV para Paris, terem uma companhia aérea nacional( que até voa para Portugal). Será porque querem desperdiçar dinheiro?

Ora o putativo presidente do (FC) Porto e os seus companheiros das câmaras da região estão a sua maneira a repetir a rábula do TGV com paragens e apeadeiros todos os 100 Km. Eu moro em Brasília que é uma capital nacional e para muitos voos internacionais tenho que passar por um segundo aeroporto.