segunda-feira, 4 de maio de 2020

Bolsonaro e Moro

Bolsonaro é o que é - não gastemos adjetivos. Em parte, é presidente graças ao ambiente político criado pela gestão habilidosa do Lava-Jato feita por Moro. Mas um ministro sair de um governo e começar a contar segredos do serralho define um caráter. Estão bem um para o outro!

2 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Este Moro imitou a Operação "Mani pulite “que no início da década de 1990 derrubou os partidos do governo italiano, precipitando o fim da primeira república, utilizou um grande arsenal:o uso de penas de prisão preventiva, a fim de incitar a denúncia, e fugas de informação na imprensa, calibradas para despertar a ira da opinião pública e colocar sob pressão suspeitos e instituições. Na sua opinião, a encenação mediática é mais importante do que a presunção de inocência.

Durante o "Lava Jato", houve de tudo: Raids, detenções “espectaculares”, confissões, telefonemas para a imprensa e canais de televisão garantiram em todas as fases uma ampla cobertura das operações que Moro orquestra.

Com nomes de código da imaginação cinematográfica, clássica ou bíblica: "Dolce Vita", "Casablanca", "Aletheia" ("verdade" no grego antigo), "Juízo Final", "Omerta", "Abismo", etc. Os italianos orgulharam-se de ter um sentido inato de espectáculo? Moro fá-los parecer amadores. Talvez seja m descendente…

Na década de 1990, os magistrados italianos encarregados da Operação Mani pulite lamentaram que os seus esforços para combater a corrupção acabassem por levar à chegada de Silvio Berlusconi ao poder. No Brasil, Moro, nomeado Ministro da Justiça, (?) teve o prazer de se juntar à equipa de um dos poucos líderes políticos que poderia fazer. Berlusconi parecer uma figura simpática.

Anónimo disse...

Afinal o Moro andava a gravar conversas do balsonaro para as utilizar na hora de o querer substituir!
Por cá, já se usou o mesmo método, a cartilha é a mesma em todo o lado!