segunda-feira, 4 de maio de 2020

Brasis

No Brasil há sinais de que pode ocorrer uma rutura formal da ordem constitucional, com o executivo a recusar-se, com eventual respaldo militar, a cumprir determinações do poder judicial. Se tal acontecer, estará em causa o Estado de direito democrático. E isso tem um nome.

5 comentários:

Luís Lavoura disse...

Mas o executivo não tem nada que cumprir as ordens do poder judicial quando este se põe a fazer de poder executivo.
O poder judicial tem que cumprir a sua função, e só essa. Não pode ter a ambição de ser ele a governar um país.

Lúcio Ferro disse...

Depois do golpe montado por moro e pela então mídia amiga para apear Dilma, a democracia no Brasil passou a ser uma miragem. O Brasil não tem jeito, eu que por lá tenho uns investimentos que o diga. Cumprimentos.

Joaquim de Freitas disse...

DOIS CRIMINOSOS DE GRANDE GABARITO, num governo onde sete ministros são militares. O que quer dizer que o Exército não está longe.

Recorde-se que, desde Setembro de 2018, o General Villas Boas nomeou um general/tutor para trabalhar no gabinete de Dias Toffoli, o presidente do STF.

Não há dúvida de que a participação de Bolsonaro em actividades de conspiração, realizadas abertamente e transmitidas em directo pelos meios de comunicação oficiais do governo, deverá ser mais uma notícia suficiente para a sua retirada imediata da Presidência da República (em 19 de Abril, Bolsonaro recebeu e encorajou uma manifestação que defende o encerramento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal e o estabelecimento de uma ditadura militar).

A data e localização escolhidas para este ataque, que defende o encerramento do Congresso e do STF e o estabelecimento de uma ditadura militar, não poderia ser mais simbólica: 19 de Abril, dia do Exército Brasileiro, em frente do quartel-general do Exército e perante o seu comandante-geral, o general Edson Leal Pujol.

Há muita especulação sobre o poder de Bolsonaro e a força política e institucional, bem como as possíveis contradições entre ele, comandantes militares e generais do governo.

O que é trágico para o futuro do Brasil, no entanto, é que Bolsonaro e os militares diferem apenas na forma como o "cavalão” Bolsonaro faz as coisas.

Mas os militares (bem como a maioria parlamentar) estão de acordo absoluto com a própria essência da política em curso: a venda de bens e empresas, a submissão aos Estados Unidos, o esmagamento do mundo do trabalho, o saque e a pilhagem da riqueza do país, privatizando e financeiraizando a economia, abandonando a soberania nacional e um projecto estratégico nação.

Anónimo disse...

Caro Francisco,

Por Brasília vai tudo de mau a pior mas podemos estar descansados: o Brasil, onde tenho grandes amigos, sempre foi um país com futuro.

Um abraço

JPGarcia

Joaquim de Freitas disse...

De acordo com JP Garcia: "O Brasil, sempre foi um país com futuro". O pais de "cocagne" , o pais das patacas, onde basta abanar a àrvore...para as ver cair. De futuro ? Mas para quem ?.



20 milhões de pessoas vivem lá com menos de 1,90 dólares por dia." Uma vida pontuada por combates entre traficantes, uma pobreza inexorável que impõe aos jovens a escolha entre miséria e violência... É o dia-a-dia.