quarta-feira, 13 de maio de 2020

Elogio


Aqui fica a homenagem sincera de um ateu à igreja católica, pela contenção e bom senso usada na cerimónia de Fátima.

6 comentários:

Anónimo disse...

A razoabilidade, o bom senso,a responsabilidade e a simbologia da decisão! Pena é que os decisores políticos não partilhem dos mesmos princípios quando está em causa a manutenção do seu status quo, como aconteceu com a manifestação da CGTP no dia 1 de maio, para não falar de uma cerimónia anterior que foi revista a tempo e, a já anunciada festa do avante....!

" R y k @ r d o " disse...

Bom dia:- Também escrevi sobre isso. Concordo na integra com esta publicação
.
Saudações poéticos
Proteja-se.

Anónimo disse...

Não sou crente, mas não sou " ateu". Não gosto da palavra, é feia!

dor em baixa disse...

Considero mais adequado que se tivesse feito uma cerimónia com base na representação. Isso permitiria que se realizasse e na observância do distanciamento social. Com organização aquele imenso espaço dá para realizar uma cerimónia muito representativa e impreciva nos tempos que correm. Mas dava trabalho e talvez a Igreja não o quisesse fazer.

Jaime Santos disse...

Ateu quer simplesmente dizer alguém que acredita que Deus não existe. Não é uma palavra feia, define uma opção pessoal. Os crentes é que normalmente ficam ofendidos que os não-crentes coloquem em causa a sua crença, mas é uma opção tão válida como qualquer outra. Não me parece que o Sr. Embaixador se ofenda com a crença alheia...

A palavra só adquire uma conotação negativa porque em termos históricos, a maioria era crente (ou era obrigada a sê-lo) e os ateus eram a excepção. O mesmo se passa com a palavra homossexual, por exemplo. Essa condição ou opção só é censurada porque é minoritária e a sociedade tem tendência a obrigar as pessoas a conformarem-se com a norma, definida pela maioria...

Se quisermos utilizar um argumento probabilista, caro anónimo das 16:42, e nos colocarmos numa posição de máxima ignorância, a probabilidade da existência de Deus é igual à da sua não-existência, logo 50% para cada lado.

Na verdade, provavelmente existem melhores razões para não se acreditar em Deus do que para o fazer, se assumirmos que Deus tem aquelas características que os crentes gostam de lhe atribuir, isto é que é omnipotente, omnisciente e benevolente, porque somos nesse caso confrontados com o problema do mal. E mais do que o mal moral, que se pode atribuir à liberdade dos homens, o mal físico, que resulta da natureza do mundo, é um problema mais premente.

Mas a Igreja não se esconde desse problema e declara que tal se deve a um Mistério que não podemos compreender. Ou seja, recorre à fé dos crentes para lhes dizer que mesmo assim vale a pena acreditar.

E não quero obviamente com isto dizer que todos os não-crentes têm que se afirmar como ateus. Eu sou agnóstico, porque penso que embora a existência de Deus seja improvável, não é impossível... Outros poderão ser deístas, panteístas sendo que aí serão crentes, mas não no sentido habitual. Ser ateu é só mais uma opção.

Isto dito, assino por baixo a posição do Sr. Embaixador. Mas ressalvo que existe uma diferença significativa entre a comemoração do 25 de Abril, na AR, que envolveu um conjunto limitado de pessoas cumprindo as regras de segurança, sendo que o Parlamento não estava suspenso, e o 1º Maio onde claramente elas foram violadas, com centenas de pessoas deslocando-se de outros concelhos para Lisboa.

Quanto à festa o Avante, a sua organização, numa altura em que concertos e outros espectáculos já serão permitidos, dependerá do bom senso do PCP. Seria triste se acabássemos por transformar esta questão simplesmente numa arma de arremesso da Direita Reaccionária contra a Esquerda Leninista...

Anónimo disse...

Agnóstico ainda é pior. É um nome horrivel.