sábado, 9 de maio de 2020

O preço da vitória

Vale a pena lembrar, nestes 75 anos da vitória aliada na Segunda Guerra mundial, o preço que cada país pagou, em vidas humanas.

7 comentários:

Anónimo disse...


E, contudo, Sr. Embaixador não é dada a devida relevância a isso. Oculta-se, nuns casos, falsifica-se noutros. Muito deve a humanidade ao heróico povo soviético, ao Exército Vermelho e ao seu Comandante Supremo, o Marechal José Estaline. Para que conste.

João Pedro

Anónimo disse...

Olhamos para a Polónia e a coisa é de arrepiar: polacos mortos por alemães, polacos mortos por polacos, polacos mortos por russos e, no fim: ditadura comunista!

Carlos disse...

O elogio implícito ao Comandante Supremo parece quase patético não fora a tragédia que apagou a vida de milhões de pessoas vítimas de um destino que em muitos casos não escolheram de forma consciente. Para além do número absoluto das vítimas que dizer da quase aniquilamento de algumas nações (p. ex. os países balticos)

Uma curiosidade: as perdas da União Soviética incluem as guerras com a vizinha Finlândia? Especialmente a Guerra de Inverno (1939-40) já depois do pacto Molotov-Ribbentrop e a invasão da Polónia (pela Alemanha Nazi e pelo “heróico povo soviético”)?

Joaquim de Freitas disse...

Anonimo das 9 de Maio de 2020 às 19:12: Falta uma pàgina na sua lista : " e russos mortos pelos polacos, com a ajuda dos franceses... Leia a Historia da guerra russo polaca de 1920.


Alguém que faz pouco caso da verdade histórica, pode limitar-se a escrever a história das relações russo polacas de maneira sucinta : Os russos esmagaram os polacos. E acabou.

Só que a história não é essa…Imaginemos que os Espanhóis, em 1385, tinham ganho em Aljubarrota. João de Castela tinha os seus aliados franceses, o nosso Rei Dom João 1° tinha os ingleses.
Portugal existiria hoje? Existe uma similitude entre as duas guerras luso-castelhana e russo polaca.

No final da Primeira Guerra Mundial, a situação polaca não tinha recebido uma atenção séria por parte dos aliados. Pilsudski, que se tornou chefe de Estado polaco e comandante-em-chefe do exército em Novembro de 1918, tinha actuado no Partido Socialista e criou as legiões polacas que lutaram na guerra contra a Rússia ao lado da Alemanha e dos austro-húngaros.

Posteriormente, adoptando uma política totalmente "independente", ele tinha, contra os desejos dos aliados, estendido as fronteiras da Polónia para leste. Como hoje a NATO…

A partir de Fevereiro de 1919, aproveitando-se dos combates dos soviéticos numa guerra civil , combatendo os russos brancos e anti-abolicionistas, Pilsudski tinha, de facto, empregado o exército que tinha acabado de criar para conquistar os territórios da região de Vilna. Sem dúvida, estas terras faziam parte da Histórica Polónia e as suas populações incluíam poucos russos, mas há muito que faziam parte da Rússia.

Em Abril de 1920, Pilsudski invadiu toda a Ucrânia e entrou em Kiev, acabando por ganhar a inimizade dos soviéticos. Ao fazê-lo, esperava estabelecer uma República da Ucrânia aliada à Polónia contra a Rússia.

Quando se lê a história desta guerra e as suas consequências, pode-se compreender o que foram mais tarde as relações entre os dois países.

Isto não se esquece. E os polacos sabem-no bem, que chamaram a NATO para a sua porta…

Joaquim de Freitas disse...

Carlos procurou na História a razão da guerra russo finlandesa? Se me permite vou ajuda-lo .Leia por favor o texto muito interessante do nosso Embaixador, sobre as relações Franco-Salazar-Hitler.

Onde foi questão, a um certo momento, que Hitler force a passagem dos Pirenéus até Gibraltar. O Senhor Embaixador explicou-o muito bem.

Pois bem, o mesmo problema se apresentou a Estaline, quando pretendeu proteger e criar uma defesa terrestre e marítima da segunda cidade da União Soviética, na época: Leninegrado.

A Finlândia recusou, por varias vezes, de ceder uma zona de terreno em frente desta cidade. Estaline sabia que era por ali que Hitler atacaria Leninegrado. E foi.

Esta guerra terminou com o Tratado de Moscovo de 12 de Março de 1940, que retirou parte da Carélia, Lapónia e a base estratégica de Hanko no Golfo da Finlândia.

A História deve ser lida antes de lançar acusações. É sempre mais fácil de ocultar as ramificações dos litígios entre as nações. Mas só existe uma leitura.

Haveria mais justificações para estas acções durante as duas guerras mundiais, que as que foram levadas a cabo pelos EUA em Cuba, e em todos os países da América Latina onde estabeleceram 75 bases militares.

Anónimo disse...

Não tentem branquear o comunismo e a miserável actuação da União Soviética.
Não se esqueçam do pacto entre Stalin e Hitler que permitiu um cobarde ataque por parte da URSS à Polónia e a sua divisão.
Não se esqueçam também do que se passou em Katyn onde os esbirros de Stalin assassinaram milhares de prisioneiros de guerra polacos, sem qualquer justificação que não fosse a tentativa de eliminar a inteligentsia polaca.

A brutal agressão que a URSS fez à Finlândia foi apenas uma tentativa de roubar território sobre o qual a URSS não tinha quaisquer direitos.

Não esquecer também a invasão dos países bálticos que claramente foi motivada pela ameaça que os seus grandes exércitos faziam à URSS.

Nazismo e comunismo foram duas faces da mesma moeda.

A vitória na Segunda Guerra Mundial foi possível devido ao esforço dos aliados e pelo poderio industrial dos EUA.

Joaquim de Freitas disse...

O anónimo das 04:45 não leu a Historia. O fascismo internacional sempre tentou misturar comunismo e nazismo. Em Maio de 1945 para descobrir qual a nação que mais contribuiu para a derrota da Alemanha, os franceses responderam a 57% da URSS, 20% dos Estados Unidos e 12% do Reino Unido. [O mesmo inquérito, realizado em 2015, deu 61% dos Estados Unidos, 9% do Reino Unido e... 8% da URSS]. E há alguns anos, uma mulher até deixou escapar, à minha frente, um deslize revelador: "Felizmente, os americanos desembarcaram na Normandia, para nos livrar dos... Soviéticos! Então, o que aconteceu em 70 anos, o que explica esta reviravolta?

Pois a apresentação tendenciosa da Segunda Guerra Mundial, existe em muitos países lacaios dos USA. Era como se algumas "elites" estivessem chateadas que um povo "superior" como o povo alemão (que tinha fornecido Bach, Mozart, Beethoven, Brahms, Leibniz, Kant, Hegel, Nietzsche, Heidegger, Gauss, Cantor, Dedekind, Hilbert, Planck, Einstein, ,.) tenha sido derrotado por um povo de primitivos, mujiques, semi-asiáticos: o nome "russo" em francês, é, parónimo de "ferrugem" e "fruste"?

Esta propensão para desvalorizar a vitória soviética manifestou-se primeiro pela insistência no pacto germano-soviético, que permitiu colocar no mesmo saco "comunismo" e nazismo e fazer com que o primeiro suportasse o opróbrio deste último. Então, na guerra no Leste, visto menos como uma vitória soviética do que como uma derrota alemã.

Raramente foram as causas positivas que explicavam a vitória soviética: patriotismo, autossacrifício, previsão (que trouxe para trás dos Montes Urais),as industrias do armamento, planeamento industrial e eficiência que permitiu a produção de enormes quantidades de armas de todos os tipos, uma estratégia superior à dos alemães, um serviço de espionagem excepcional (a Orquestra Vermelha, por exemplo), uma guerra popular ubíqua na retaguarda alemã e armamento mais adequado ao clima e às condições do campo. batalha do que as dos alemães, às vezes demasiado sofisticado e demasiado intensivo de combustível, tantas vezes a avariar.

Deve encontrar nos seus livros, as palavras de Roosevelt, no fim da guerra ,sobre a contribuição dos Russos.

Pelo menos, o anónimo devia ter mais respeito pelos 27 milhões de mortos soviéticos. Não foram eles que invadiram a Alemanha. Foi o contrário.