quinta-feira, 7 de maio de 2020

A câmara baixa

Há quem ache pouco prudente centrar um debate parlamentar num tema tão nojento como o que foi introduzido por um dos deputados da direita radical. Interrogo-me sobre se, afinal, não pode ser bem pedagógico ver a casa da democracia reagir, com voz dura, àquelas isoladas baixezas.

3 comentários:

Take Direto disse...

Isoladas baixezas, felizmente

Anónimo disse...

Qual é o tema nojento? Os ciganos? É natural que não incomode quem vive longe deles. Basta de hipocrisia!

Anónimo disse...

Não é a minha sensibilidade. Movimento-me em meios, nomeadamente operários, onde encontro muito quem se regozija por "finalmente" ouvir no Parlamento aquilo que lhe vai na alma. E qt ao deputado em questão, é óbvio que a ele não lhe interessa a razoabilidade do que propõe, mas apenas a capacidade de marcar a agenda, coisa que, convenhamos, tem conseguido e com inegável sucesso, ou não teria ultrapassado o PCP nas sondagens. Na prática estamos perante uma das grandes fragilidades das democracias: a ingenuidade de imaginar uma sociedade como um areópago de racionalidades. Como é óbvio, também não sei como isso se resolve. Mas tenho a suspeita que a "voz forte" só serve para arregimentar novas milícias para os projectos venturinos. E ficarei muito feliz se estiver enganado.

MRocha