segunda-feira, 23 de abril de 2018

Macron

Macron pode ter uma extraordinária oportunidade - para si, para a França e para a Europa. Questão é que a não utilize como instrumento da sua ambição pessoal, da “grandeur de la France” ou subordinando-se, de forma oportunista, a Trump. Não é caminho fácil, mas seria interessante

3 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

A subordinação já existe do dia em que a França reintegrou a NATO . O patrão são os EUA. Seguiu-se a destruição da Líbia e agora a Síria. A "grandeur de la France", sofreu um rude golpe no ataque aéreo á Síria a semana passada, quando das três fragatas francesas enviadas em frente de Damasco, para punir Assad, só uma conseguiu disparar os três mísseis... As outras duas não funcionaram, o que foi uma boa coisa para as finanças francesas, porque assim se economizaram 6 milhões de euros... dos meus impostos! Embora para o marketing não fosse realmente uma referência.. Mácron pensa á sua imagem no mundo e certamente à liderança europeia.

dor em baixa disse...

Bom seria que fosse um instrumento da Europa. Ah, mas a Europa orientada pela "grandeur de la France" isso era desastre certo.

Joaquim de Freitas disse...

Se Macron tinha ilusões de influenciar Trump no que quer que seja, enganou-se.
Se tivesse ido primeiro a Moscovo e depois a Washington, talvez tivesse tido mais peso…em Washington.
Quando encontrar Putine, em Junho próximo, este não deixará de lhe fazer sentir que os seus aliados estão na Europa e não nos EUA.
E estes aliados, o resto da Europa, menos o RU, Macron despreza-os porque pensa que o dia do seu coroamento como Chefe da Europa chegou.
Ângela Merckel não tem nenhuma intenção de deixar a Macron a liderança. A Europa actual convém-lhe largamente e vai defender as instituições actuais de pé firme.
O comportamento de Macron em Wshington é humilhante para a França. Uns palhaços!

Macron começou a descida aos infernos. A sua política é injusta e divide os franceses. Prometeu de libertar as energias da França e proteger os mais frágeis, e não fez uma coisa nem a outra. Mas beneficiou largamente os mais ricos.