domingo, 15 de abril de 2018

Jornalismo


O jornalismo televisivo tem três básicas componentes: a política (nas últimas horas, a guerra), os desastres e “o que corre mal” e o futebol. O que sai disto é quase irrelevante e atirado lá para o fundo dos alinhamentos, para que não se diga que não se mencionou. Em particular, se for algo “positivo”, que vai a contra-ciclo do sentido dessa informação.

Hoje, é o dia em que as televisões se dedicam a “isto”, depois de terem andado com o presidente do Sporting ao colo noticioso por quase uma semana.

Em lugar de 90 minutos de transmissão de um jogo, seguido de uma análise serena de meia hora de comentário por quem sabe, sem emblemas nem tribos, temos estas horas de enxurrada de imagens de adeptos, javardice, emoções insultuosas.

As nossas televisões, todas sem exceção, embora umas mais do que outras, são cúmplices objetivos deste clima balcanizado que atravessa o país. São parceiros da violência e da agressividade. Companheiros da vergonha em que a exploração do futebol de transformou.

Uma tristeza!

4 comentários:

APS disse...

É verdade.
Mas os comentários aos seus postes, aqui no Blogue, senhor Embaixador, das rémoras anónimas, vão, muitas vezes, no mesmo sentido paralelo daquilo com que se insurge. É a gentalha que temos, não podemos descartá-la.

Anónimo disse...

Na Benfica TV passavam em ciclo infinito o lança de penalty no fim do jogo. A imagem até ilustrou a entrevista ao Sérgio Conceição.

Anónimo disse...

Tem toda a razão. Principalmente para quem gosta de futebol, é uma tristeza o panorama atual.
Parece que desaguou ali o que há de mais ordinário na sociedade portuguesa.

dor em baixa disse...

Muito mau. Pior só os comentadores da guerra.