segunda-feira, 16 de abril de 2018

A França e a guerra

Foi interessante a posição francesa no caso Sírio. Até Trump citou a França antes do Reino Unido! Macron, contando com o Brexit e inexistência militar da Alemanha, está-se a sugerir como o parceiro europeu, simultaneamente fiável e eficaz. E a Arábia Saudita e Israel agradecem.

2 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Macron substituiu Blair , outrora “petit roquet” de Bush, e deu a Trump um álibi para se lançar na guerra. Macron tem os dentes longos… Claro que sonha de eclipsar Ângela Merckel e Theresa May. E o momento é bom, “because” Brexit, esta não sabe como sair do fosso.

Macron é um oportunista: Como o demonstrou na campanha eleitoral em França: A esquerda dividida e a direita destroçada, tinha um “boulevard à frente dele e aproveitou…

A sua pretensão não tem limites:- Disse, há dias :- convenci Trump de ficar na Síria . A Casa Branca acabou de o desmentir esta tarde :- : os EUA não têm a intenção de ficar na Síria e vão partir desde que possível. Claro que Macron não vê a França sozinha na Síria, como actualmente no Sahel… Mas conseguiu obter de Trump o que Hollande não obteve de Obama: fazer a guerra à Síria. Mesmo se tudo é ilegal Mas Trump tinha tantas, tantas cócegas no gatilho, para dourar a sua imagem, que fê-lo com grande satisfação. E Macron, aparecer como Chefe de Guerra com a idade de Napoleão… que imagem !

A guerra química na Síria está longe de ser provada quando aprendemos que estes dias o exército regular encontrou túneis na zona libertada com depósitos e laboratórios de produção de produtos tóxicos. Que importa, Macron afirma categoricamente "ter provas de que as armas químicas foram utilizadas pelo regime sírio". Então, por que enviar inspectores para observar os efeitos?

Isso, ao mesmo tempo que o Secretário de defesa dos EUA, James Mattis, afirmava que eles ainda estavam avaliando a veracidade da coisa.
É espantoso que os ocidentais tenham optado por bombardear Damasco no momento em que estes inspectores chegavam para verificar. Era urgente bombardear... Os ocidentais tomam o sírios por tolos, se pensam que iam utilizar armas químicas no momento em que a batalha do Gouhta tinha acabado.

Os médicos do crescente vermelho local no hospital da Douma não encontraram vestígios de armas químicas ou pessoas com sintomas de envenenamento. Uma afirmação da Organização Mundial da saúde de que «500 pessoas foram lesadas por produtos químicos» não se baseia nas suas próprias observações no terreno, mas de ‘activistas , os famosos capacetes brancos, que sabemos perfeitamente que são pagos pelo governo francês, pela CIA e pela MI-6 britânica. Operando com grupos terroristas como Al-Nusra frente e Jaysh Al-Islam. ou os seus representantes em... Londres!

Macron não tem preconceitos de nenhuma espécie: -recebeu o Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita e vendeu-lhe alguns milhares de milhões de material de guerra, que serão utilizados para esmagar os Iemenitas… Com razoes simples: o genocídio dos Iemenitas vale bem a pena, se assegura a “segurança regional”. E disse-o sem corar…

A França, país dos Direitos do Homem.

Luís Lavoura disse...

Foi interessante a posição francesa no caso Sírio.

Nem o Francisco nem eu sabemos qual foi a posição francesa no caso sírio. Só sabemos aquilo que os dirigentes franceses e americanos dizem, mas isso é posturing, serão provavelmente mentiras. Os políticos mentem, Francisco!