segunda-feira, abril 23, 2018

Lições

Dizem-me que, entre nós, no ensino universitário na área das ciências humanas, a neutralidade científica deixou totalmente de existir. Um professor marxista ensina a sua doutrina, um conservador a sua. Quem se inscreve numa cadeira fica assim sujeito a esta ditadura opinativa. Será mesmo assim?

8 comentários:

  1. Anónimo10:43

    Se pretender fazer a cadeira é mesmo assim.

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  2. Anónimo13:03

    Mas....
    Para quem frequentou a Universidade Clássica de Lisboa nos finais dos anos 70 ainda foi pior.
    Os profs vinham dos liceus mas não tinham preperação nem pedagógica nem científica para ensinar numa universidade.
    Passaram a prolongar o ensino liceal nas universidades.
    Nos primeiros anos de 80 quase todos os Professores doutorados que tinham sido saneados puderam voltar a lecionar mas... as inscrições para essas turmas de cadeiras importantes eram boicotadas pelos alunos, dizendo que o prof era fascista não olhando ao seu percurso ciemtífico. Os exames eram feitos, quando feitos, tendo de omitir uma opinião mas sim reproduzir o pensamento marxista de cada regente da cadeira.
    Etc etc etc.

    Enfim foi assim que se perdeu muita da científicidade para a ideologia.
    Era mais importante formar marxistas do que.....

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  3. Caro Embaixador, sem dúvida que as suas "provocações" são habitualmente muito estimulantes. No caso, seria interessante saber o que é precisamente isso de "neutralidade científica" em ciências humanas (ou sociais). A economia por exemplo...... Um professor poderá sempre apresentar as diversas teorias com o distanciamento possível, mas nunca poderá fugir a a que a sua perspetiva seja influenciada pela sua própria ideologia. E tanto quanto sei, bem ausente se encontra em algumas escolas universitárias de economia, uma perspetiva crítica das teorias enunciadas como verdades universais (tipo TINA). Ao ponto de que se perguntarmos a um aluno de economia, ou mesmo a um licenciado (e até com mais formação no CV) quem é um Lautenbach, um Stützel, um Arghiri Emanuel, o mais provável será encontrarmos um rosto franzido pela interrogação. Um abraço

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  4. Anónimo20:00

    O ensino universitário devia ser como Malraux dizia:
    No final do curso universitário, o aluno devia ter adquirido os conhecimentos e métodos científicos para fazer as suas pesquisas as quais tinham sido abordadas em geral durante as aulas.
    O ensino em Portugal nas universidades e ainda mais nos departamentos de ciências humanas.....[Não digo, porque me envergonho.]
    Há até profs porque são especializados demais, que são obtrigados a descer ao nível dos colegas e alunos.

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  5. dor em baixa01:18

    Penso que só duas áreas deveriam ser qualificadas de "ciências", formalismo e conhecimento da matéria. É muito mais difícil penetrar no conhecimento da restante realidade, daí os avanços serem muito mais recentes e parcos. O conhecimento nas humanidades não é uma ciência, é um conhecimento de outra natureza.

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  6. Anónimo09:47

    Isso são más línguas. nas escolas de ciências sociais que existem em campolide e na palma de cima não existe tal coisa de enviesar a economia que ensinam.

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  7. Anónimo00:13

    @ dor em baixa. 24-4-2018 01:18

    "O conhecimento nas humanidades não é uma ciência, é um conhecimento de outra natureza."

    O conhecimento nunca é uma ciência mas para obter qualquer conhecimento deve-se utilizar um método científico e não um método especulativo.
    E já agora, de que natureza é esse conhecimento: empírico??? LOL LOL

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  8. Anónimo00:25

    Desculpem que eu sou não-politizado mas....
    São 00:25 de 25 de abril de 2018 e ainda não ouvi foguetório, de festejos nem populares nem oficiais, de mais um ano deste regime. Estaremos como em Cuba, regredindo indiferentes??? ou progredindo pelo silêncio.
    Isto de ser não-politizado não deve ajudar ao conhcimento.

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