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sábado, março 17, 2018

Como as cerejas...


O “Betanzos”, nome de uma simpática vilória da Galiza, é também o nome de um barco que esteve encalhado até há dias junto ao Bugio lisboeta. Agora, resgatado do problema, regressa à sua viagem para Marrocos, com a sua carga de ... areia! Areia para Marrocos? É verdade! É assim a modos como mandar migas para Elvas...

A areia a viajar entre países faz parte de uma das historietas que sempre ouvi na minha família. 

Era o episódio sobre um fulano que, todas as manhãs, se apresentava numa fronteira, de bicicleta, com um saco de areia às costas. Os guardas fronteiriços faziam sempre uma vistoria muito cuidada ao saco, na expetativa de aí encontrarem algum produto de contrabando. Mas nada! Sempre e só areia. E, ao final do dia, lá regressava o tipo, sem o saco, com a cena a repetir-se no dia seguinte.

Terão sido anos a fio nesta saga. Até que, um dia, um dos guardas fronteiriços se reformou e decidiu tentar pôr fim ao mistério que, por tanto tempo, o assaltava. Falou com o misterioso transportador de areia e, garantindo-lhe segredo absoluto, perguntou-lhe o que é que aquilo significava, por que diabo levava ele, dia após dia, um saco de areia para o outro lado da fronteira.

O homem, garantido no seu segredo, explicou. E era muito simples. O saco de areia servia apenas para distrair as atenções. Ele contrabandeava, na realidade, bicicletas. Levava de manhã uma bicicleta velha, que já nada valia, e trazia, à noite, do outro país, uma bicicleta nova, “em folha”, que vendia com grande lucro.

Isto (não) veio a propósito da areia do Betanzos. Porquê? Sei lá! Isto é como as cerejas...

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