quinta-feira, 15 de março de 2018

Autónoma


Nos últimos dias tem-se falado por aí da Universidade Autónoma de Lisboa. Prolonguemos essa fala.

Durante quase dez meses, em 2017/2018, o Ministério dos Negócios Estrangeiros organizou um concurso para admissão de 30 novos diplomatas. Inscreveram-se inicialmente para esse concurso 1800 candidatos.

A Universidade Autónoma de Lisboa organizou um curso intensivo de preparação para esse concurso, a exemplo do que outras universidades também fizeram. Coube-me dirigi-lo, com a colaboração de um grupo selecionado de professores, que cobriam todo o espetro de matérias das diversas provas: de Português a Inglês e Francês, de Economia Política a Direito Internacional, de assuntos europeus a temas de segurança, etc. 

Cerca de 20 candidatos escolheram o curso ministrado pela Autónoma. E, desse número, foram admitidos três. Isto é: 10% dos candidatos admitidos pelo MNE foram preparados por nós. Como já no anterior concurso, há dois anos, havíamos tido o gosto de ajudar aquele que viria a ser então o primeiro classificado.

É muito bom ouvir boas notícias sobre a minha Universidade. Onde ainda hoje irei dar aulas de Diplomacia e Negociação Internacional, na excelente licenciatura de Relações Internacionais.

5 comentários:

carlos cardoso disse...

Dizer que “10% dos admitidos foram preparados por nós” não quer dizer grande coisa.
Mais valia dizer que 15% dos preparados (3 em 20) foram admitidos enquanto só 1.5% dos não preparados (27 em 1780) o foram: pode deduzir-se que essa preparação multiplica por dez a probabilidade de admissão.

Anónimo disse...

Se foram admitidos 3 de 20 candidatos, a percentagem foi de 15% e não de 10%!

Francisco Seixas da Costa disse...

Foram 3 candidatos preparados pela UAL num total de 30 admitidos. Isto é 10%.

dor em baixa disse...

Gostava de conhecer o tratamento que e UAL deu àquele relatório de Feliciano Barreiras Duarte produzido para ali obter o grau de Mestre em Direito . Se aceitou como boa, no campo da investigação, a sua qualidade de visiting scholar da Universidade Pública de Berkeley (EUA)que agora se sabe ser falsa.
Eu devia ter-me abalançado a ler o relatório mas corri logo à Conclusão e já não tive coragem para os detalhes.

Anónimo disse...

"Inscreveram-se inicialmente 1800 candidatos".

E concorreram quantos? 1000 e alguns mais. Não deixa de ser um número impressionante.
Parabéns aos 30 admitidos, em particular aos que, por mérito próprio, conseguiram ultrapassar todas as provas.

Dos 3 candidatos preparados pela UAL e admitidos, 1/3 pela idade, vai directamente para embaixador? Já conheci mais novos em posto!!!

Para quando uma limitação na idade dos candidatos, tipo dos 21 aos 30 anos?
Era mais leal para os concorrentes e mais útil para o MNE.