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sábado, março 10, 2018

Ambições


Assunção Cristas, a quem a catastrófica (falta de) estratégia de Passos Coelho nas eleições autárquicas deu um conjuntural ”vento” na Câmara de Lisboa, diz que quer ser primeira-ministra e que o seu verdadeiro adversário é hoje António Costa. Está no seu pleno direito.

Em política, não existe ridículo. Para quem não saiba, o CDS continua, nos dias de hoje, nas sondagens para umas futuras eleições legislativas, abaixo do Bloco de Esquerda e do PCP, a anos-luz do PSD e, claro, sem conseguir sequer ver à distância o PS.

Se não vive em Lisboa, onde essas coisas são mais difíceis (mas não impossíveis) de medir, convido o leitor a olhar em volta e a inquirir, na sua terra, por onde anda e o que representa o CDS. É que esse partido, em termos práticos, significa muito pouco, a nível nacional. Basta atentar no facto de, nas últimas eleições autárquicas, o CDS, em 308 câmaras municipais existentes, ter obtido apenas 6 presidências, tendo, a nível nacional perdido votos e mandatos, face aos resultados de 2013 - um dado habilmente escondido.

O CDS não deixa, por essa razão, de ser historicamente um partido importante da nossa democracia. Há 44 anos, deu valiosa guardida institucional à direita tresmalhada, enquadrou democraticamente os retornados, foi sendo composto por quadros bem preparados, tem hoje alguns nomes de muita qualidade, foi cooptado (pelo PSD) para o governo, mas é ... o que é! 

Assunção Cristas quer ser primeira-ministra? Também o Sport Club de Vila Real ainda um dia há-de vencer as Champions!

Um cheirinho de goibada

Ficará para a ciência política, com a distância do tempo, refletir um dia sobre as razões pelas quais um eleitorado que tinha dado uma maior...