domingo, 25 de março de 2018

Catalunha

Não tenho a menor simpatia pela causa da independência catalã. Mas indo por este caminho, a Espanha vai acabar por criar um bando de mártires e, a prazo, vai pagar um preço caro. Um ato de amnistia daria força moral a Madrid, mas com o rei que não tem tudo tenderá a correr mal.

10 comentários:

Anónimo disse...

Infelizmente não usava "suspensórios".....

Anónimo disse...

Não paga preço nenhum, da mesma forma que não pagou aquando da violência contra o referendo. E porquê? Porque a Espanha já paga a todos os jornalistas que fazem campanhas cerradas contra os catalães na comunicação social, já paga no imaginário dos palermas que insistem em ver no país viznho um paraíso que nunca existiu...

Tudo continuará na mesma. A democracia só serve para alguns, a autodeterminação só serve para alguns e, um dia destes, algum catalão mais exaltado lembrar-se-á que o fim da ETA não trouxe nenhuma vantagem ao País Basco. Quando rebentarem as bombas, a Espanha poderá contar com o amável apoio dos seus amigos. Desde embaixadores a novos diretores de jornais.

Se ao menos os catalães fossem pretos ou muçulmanos!...

Anónimo disse...

A tentativa de independência da Catalunha foi uma farsa, ilegal e inconstitucional, mas concordo com a sua análise a detenção dos políticos catalães é um erro crasso do Governo espanhol, que os está a transformar em mártires e a tornar mais complicada a resolução do problema catalão.

Se o bom senso imperasse nenhum deles estaria preso preventivamente, tal parece-me absolutamente desnecessário para os crimes pelos quais estão acusados.

Face à lei espanhola terão de ser julgados, mas só depois de uma sentença transitar em julgado é que eventuais sanções lhes devem ser aplicadas.

dor em baixa disse...

Não simpatizo com tendências nacionalistas atuais mas tenho que as aceitar até porque também eu sou cidadão de uma nação. Neste caso, todavia, não tenho dúvidas. Não só porque a Catalunha me parece uma realidade político-cultural e económico-social diferenciada do "espanholismo" mas porque para a liberdade da minha nação a liberdade da sua conta. Se Madrid beneficiasse de um domínio seguro sobre as outras nacionalidades voltava a dirigir o seu apetite sobre Portugal. Além disso tenho admirado a conduta dos independentistas neste problema. Não desenvolvem violência, não põem bombas e mostram a ilegitimidade de um instrumento jurídico de coartação de direitos humanos fundamentais. Se este estilo abortar e abrir caminho ao terrorismo, como é norma atualmente, a consequências serão graves.

Anónimo disse...

Infelizmente.
Será interessante asistir ao espetáculo de contorcionismo que o poder Judicial (e o poder Político) germânicos irão descobrir, ou inventar, para tentar passar esta batata quente a um outro qualquer, alguém.
O "crime" terá sido cometido na Espanha, mais precisamemte numa democrática eleição promovida pelo governo central, pertinente e realizada numa comunidade dita "autónoma" .....
Interessante, esta União Europeia.JS

Anónimo disse...

D Afonso Henriques foi um Puigdemont do seu tempo, e o nacionalismo que o guiou tinha as mesmas razões dos catalães. O resto é não querer ver a História

Anónimo disse...

Catalunha Kosovo Timor
Tem dias
Fernando Neves

Anónimo disse...

@ Anónimo das 22:26.
Mais será D.João IV mas com mais aliados e boa política diplomática que D. Afonso Henriques. E foi a sedição na Catalunha na altura que fez com que os exércitos espanhóis nao nos tivessem invadido. Também consta que o novvo regime em Portugal era considerado internacionalmente muito pouco estável para perdurar. Enfim e agora andamos nós por cá ainda a ver se isto vinga.

Luís Lavoura disse...

Mas como pode o rei (ou seja quem fôr) amnistiar quem ainda não foi condenado?

Joaquim de Freitas disse...

A República Catalã durou o instante duma proclamação unilateral, precipitada, sem estruturação social e popular, sem alianças largas na e para lá da Catalunha, uma proclamação que punha em causa todo o edifício caduco da “transição modelada e consensual” e duma constituição com relentos neo franquistas, de 1978, e sobretudo duma monarquia imposta por Franco, o borrego da Republica Espanhola.
O parlamento que proclamou a independência da Republica Catalã era, ele, legitimo.

Mas imaginemos que em vez de Jean Claud Juncker e o areópago de Bruxelas havia à cabeça da EU um Americano!!!! Os Catalães eram já independentes. Como os Kosovares ou como os Eslovenos, com Merckel também à manobra… Mas é claro que sem amigos de peso, os Catalães não podiam lá chegar. Sem o Papa Alexandre III, Portugal ainda era uma província do reino de Leon…e Castilha !

E quando à ilharga existe um ultra conservador e o « espanholista » Mariano Rajoy, partidário duma Espanha « una » , e um “Fiscal general” José Manuel Maza, um homem do P.P., encarregado do “trabalho de mierda”, e uma juíza no comando, a reaccionária Cármen Lamela, que se podia esperar doutro ? São uns nostálgicos que fazem as contas …

Mais a “Audiência Nacional” e o “Tribunal supremo” , a matilha está completa…