sexta-feira, 30 de março de 2018

A Oeste algo de novo?



Os fantasmas dão muito jeito, quando se quer assustar alguém. Mas devemos denunciar que não passam disso, de fantasmas. A decisão portuguesa de não expulsar diplomatas russos, em simultaneidade com tal atitude por parte de alguns parceiros da UE e da NATO, está a suscitar alguma polémica interna, naturalmente explorada externamente. A pergunta pode fazer-se: mudou alguma coisa a Oeste?

Entendamo-nos, no essencial. A Rússia de Putin quebrou já, há muito, o laço de confiança que, no termo da Guerra Fria, pareceu poder criar ao mundo ocidental uma janela de diálogo sustentável com o principal Estado sucessor da União Soviética. Alguns erros deste lado poderão ter contribuído para o que se passou. Mas a responsabilidade do atual estado de coisas é esmagadoramente russa, deriva da leitura questionante de equilíbrios que Moscovo havia subscrito e que agora não cumpre, do seu desprezo contumaz pelo Direito Internacional, do autoritarismo de um regime que vive mal com o dissenso e tem um histórico de relação violenta com as vozes opositoras que mais do que legitima a plausibilidade da sua culpa no ato bárbaro agora cometido e que suscita toda esta reação.

Nos locais próprios, o nosso país deixou clara a sua plena solidariedade com o Reino Unido, o seu profundo repúdio pelo uso de métodos que colocam quem os pratica à margem da convivência internacional civilizada. 

Portugal não recebe lições de ninguém no tocante à expressão prática de solidariedade em todos os casos em que interesses tidos por essenciais à paz e segurança internacionais estão em causa. Somos fiéis e reconhecidos parceiros na NATO, temos um histórico inatacável de assunção de responsabilidade em cenários de conflito, para cuja diluição demos contribuições bem acima do que nos seria exigível, continuamos a cumprir escrupulosamente as sanções impostas à Rússia, por virtude do seu comportamento na Ucrânia. 

Mas Portugal é um Estado soberano, dono das suas decisões e, muito em particular, do tempo para as tomar. Não vamos a reboque de ninguém, nem nos deixamos condicionar pela síndroma do “Maria vai com as outras”, que tanto parece excitar alguns setores caseiros - curiosamente, os mesmos que, em 2003, conduziram o país à vergonha das Lajes, atrás desses gambozinos que se chamavam “armas de destruição maciça”. 

Defendemos a preeminência da ação através dos fóruns de expressão política coletiva, como a NATO e UE, porque o multilateralismo é o espaço operativo que consideramos dever privilegiar, porque é o terreno essencial da legitimidade à escala global. Mas, como é óbvio, Portugal nunca fechou as portas à assunção de outras atitudes no futuro, porque os limites do Direito Internacional são as únicas fronteiras de ação que devem limitar uma soberania.

Olhando o modo como o governo português decidiu proceder neste caso, devo dizer que me sinto perfeitamente confortável com o sentido de medida assumido pela nossa diplomacia, posição, aliás, em tudo conforme àquela que o presidente da República parece também ter. E tenho plena confiança em que António Costa e Augusto Santos Silva saberão pilotar em nosso nome este processo, sempre com o objetivo de evitar escaladas de tensão e manter abertas as vias do diálogo, cumprindo aquela que tem sido a nossa vocação em democracia. Não, não há nada de novo a Oeste.

(Artigo publicado na edição de hoje do “Expresso”)

13 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

É claro que a expansão da NATO e a implantação do escudo de defesa anti-míssil dos EUA na Europa representam uma ameaça para a segurança da Rússia e dos seus cidadãos e não o contrário.

Enquanto Eltsine, o bêbado inveterado estava no comando, os Russos eram bons e simpáticos.

A Rússia de Putin decidiu recuperar a sua dignidade tornando-se uma voz que conta no concerto político das Nações, apoiando o seu poder e defendendo os seus interesses vitais, não "destruindo o Ocidente". Mas a Aliança Atlântica nunca a ouviu dessa maneira, e quer ser o gendarme do mundo desde o fim da URSS.

A NATO, braço armado dos Estados Unidos na Europa, continuou a implantar as suas forças nas fronteiras da Rússia, fazendo com que os russos sentissem uma ameaça fundamental à sua segurança.

No entanto, em 1991, quando Gorbachev deu sinal verde para a reunificação da Alemanha, os EUA e a NATO comprometeram – se a ficar longe da Rússia. Gorbachev foi no rolo e isto teve uma consequência muito séria: romper a confiança mútua entre as duas superpotências nucleares. Não há nada mais perigoso para a segurança do mundo.

O facto que a Rússia, graças a uma diplomacia inteligente e subtil, recupere credibilidade e influência numa parte do planeta, preocupa o Ocidente, que acreditava ter o campo livre para fazer e desfazer, tanto quanto possível, os governos que têm o topete de lhe resistir.

A NATO até pretendia recuperar a Ucrânia para testar a Rússia, o que constituía uma ameaça real à Rússia

Uma loucura que a CIA preparou com os média alegando uma invasão da Ucrânia pela Rússia. Uma mentira absoluta. Se a Rússia quisesse, em 4 horas podia tomar Mariupol na Crimeia e bastavam 24 horas para chegar a Kiev".

Washington, preocupado com a sua supremacia e a sua economia à beira do abismo, procura a confrontação entre a Rússia e os europeus.

Os americanos preparam-se para uma guerra na Europa, e uma guerra na Europa só pode ser travada contra a Rússia. E de qualquer maneira se houver uma guerra, só pode ser no estrangeiro, fora da América, como sempre.

Também é necessário convencer o povo europeu que a Rússia é o inimigo n ° 1, transformar os seus líderes em demónios, utilizar todos os pretextos para instilar nas nossas mentes que não há alternativa senão punir esses bárbaros enquanto provoca incidentes para levar os russos à beira do abismo. Ao conflito.

O perigo é real. Os Estados Unidos afirmam que a Rússia se recusa a ser um parceiro, mas apontam os seus mísseis para um país que querem como parceiro?

Anónimo disse...

O estrabismo mental é característico de alguns diplomatas....

Anónimo disse...

"Rússia de Putin quebrou já, há muito, o laço de confiança que, no termo da Guerra Fria, pareceu poder criar ao mundo ocidental uma janela de diálogo sustentável com o principal Estado sucessor da União Soviética"

Assim ditas as coisas ate parece que a culpa é apenas deles. Mas nao é.
Tal como aqui acaba por admitir:
"Ora a Rússia, as vezes, tem de facto razão, como o teve na inaceitável provocação ocidental que levou à desestabilização da Ucrânia, como o tem quando reage às provocações insensatas da NATO nas suas fronteiras."

Alguns erros deste lado poderão ter contribuído para o que se passou.
Sim como a inaceitável provocação ocidental que levou à desestabilização da Ucrânia ou as provocações insensatas da NATO nas suas fronteiras. Apenas alguns erros. coisa pouca... alias quase nada.

" Mas a responsabilidade do atual estado de coisas é esmagadoramente russa"
Pois esta claro, nem outra coisa poderia ser.

"equilíbrios que Moscovo havia subscrito e que agora não cumpre, do seu desprezo contumaz pelo Direito Internacional"

Ai sim?
Ja agora quais sao os incumprimentos em que incorrem?
E sao so eles ou as Marias Alvas ca do Ocidente tambem fazem o mesmo?
E que oiço constantemente esta lenga lenga mas nunca, nunca dizem o que realmente eles fizeram. Faz-me lembrar os lançadores de boatos do diz que fez e diz que disse.

"...autoritarismo de um regime que vive mal com o dissenso..."
Relembro novamente que houve eleicoes na Russia a coisa de uma semana e os resultados foram:

Vladimir Putin 75,4%
Pavel Grudinin 13,1% (Candidato do Partido Comunista Russo)
Vladimir Zhirinovsky 6,2% (líder ultranacionalista do Partido Liberal Democrático)
Senia Sobchak 1,4% (A loirinha gira)
Os outros nem a 1% chegaram.

Entao segundo a grande e maravilhosa democracia da ue (ja agora os escolhidos para a comissao europeia sao eleitos democraticamente?) podemos deduzir que
a Russia so é verdadeiramente democratica quando algum dos que nem chegaram a 1% dos votos ganhar:

Porque Vladimir Putin 75,4% é totalitario.
Porque Pavel Grudinin 13,1% é totalitario e comunista.
Porque Vladimir Zhirinovsky 6,2% é totalitario e de extrema direita.
Quando um dos que tiveram menos de 1% nas eleicoes ganharem isso sim e democracia.

"...convivência internacional civilizada..."
Sim ca pelo Ocidente somos muito civilizados.
Joguslavia, Iraque (a grande mentira), Afeganistao, Libia, Siria, Sudao, golpe na Ucrania, revolucoes coloridas, primaveras arabes, tentativa de golpe na Turquia, Palestina que esta sujeita a um genocidio por Israel que se tornou num regime pior que o Sul africano do Apartaidh
Tudo bons rapazes respeitadores da soberania dos outros estados e da lei internacional hehehehhehehe
"temos um histórico inatacável de assunção de responsabilidade em cenários de conflito"
sim ... como a grande mentira das armas de destruição maciça no Iraque que deu origem a 2 guerra do golfo.

"Mas Portugal é um Estado soberano, dono das suas decisões e, muito em particular, do tempo para as tomar. Não vamos a reboque de ninguém"
Sim...viu-se a soberania que tivemos nos tempos da austeridade em que ficamos sujeitos ao arrocho.
Ou quando fechamos o nosso espaço aereo ao aviao de Evo Morales porque os eua pensavam que o Snowden ia nele.
Quando Washinton ou Bruxelas manda... Portugal cumpre e nao pia... temos e a hablidade de passar por estas situacoes airosamente como os gatos (tambem porque nunca fomos muito apertados e somos algo irrelevantes (o nao tem nada que ver com inferioridade e ate tem aspectos bons em algumas situacoes))
Portugal, um pais pequenino, com uma mentalidade pequenina, que faz as coisas em pequenino la teve de fazer das suas. Nao expulsou diplomatas mas expulsou mecanicos de helicopteros que e quase igual.

"...legitimidade à escala global..."
Sim claro...o mundo pertence-nos e nos é que devemos mandar no planeta

Ate no Observador (que e o que é) conseguem explicar o que se passa com mais transparencia e honestidade intelectual.

Anónimo disse...

Como não-politizado concordo com este post.

É assim que um país soberano inserido na UE deve proceder.
Tal como em outras ocasiões nos mantivemos neutrais em conflitos de guerra aberta. Seja na primeira Guerra até 1916 seja durante toda a Segunda.

Anónimo disse...

@Freitas

"...os EUA e a NATO comprometeram–se a ficar longe da Rússia..."

Nao. a promessa que fizeram foi: nao avançar uma polegada.

Mas como ja bem sabemos aqui pela europa e eua vivemos rodeados de mentirosos compulsivos diria mesmo psicopatas metidos na politica que ate chegam ao descaramento de dizer publicamente que é algo absolutamente compreensivel e natural como Cavaco Silva fez.
Outros mais ardilosos falam por entre-linhas, recorrendo a subtilezas da linguagem e interpretação, da falta de conhecimento das pessoas, recorrem a manhas para determinar a direcção do vento, falam sempre de uma forma que tanto se pode confundir apenas com um constatar de factos como com uma opiniao que podem alterar de acordo com as conveniencias (esta foi muito diplomatica).
Ja ha muita gente cansada destas porcarias tanto na europa como nos eua, tivemos varios sinais na europa e eua (o brexit, trump considerados black swan theory, mas aconteceu e nao foi por acaso).
Ja agora a emenda à Constituição chinesa, que passa a permitir mandatos subsequentes ao presidente Xi Jinping. Nem um pio acerca disso. Deve ser uma grande democracia ainda por cima Comunista Chinesa cheia de liberdades e opositores. so na Russia e que e mau. Cambada de hipocritas como se viu com o querido lider angolano profeta pregador de massama cognome o mentiroso pedro passos coelho e companhia.

Chego a conclusao que no ocidente, que nao so nos venderam mas fizeram sonhar é uma tremenda mentira, hipocrisia e cinismo. Os artistas e chalatoes que a vendem andam e a tratar das suas vidinhas ( se nao houver um inimigo para a nato, qual e a sua razao de existir? Nenhuma. Toda aquela gente que anda a mamar com isso sem fazer nada de util para a sociedade como iria encher o bolso?

depois ha os que sofrem de cognição dissonante

"Às vezes as pessoas têm uma crença central, muito forte. Quando são confrontadas com evidências que operam contra aquela crença, é difícil para elas aceitar a nova evidência. Assim se cria um sentimento extremamente desconfortável, que se chama "cognição dissonante". E, porque lhes é muito importante proteger a crença central já existente, as pessoas racionalizam, ignoram e até negam qualquer evidência que não se encaixe naquela crença central"

Anónimo disse...

Os dois primeiros comentários dão a entender que as duas vizões do mundo estão a ficar mais opostas. Nem entendo que seja mau. Enfim que se irão fazer opções mesmo que possam ser radicais, para as respectivas populações poderem viver em maior segurança para poderem trabalhar. Os antibióticos também podem momentâneamente fazer mal à saúde mas são necessários.

Unknown disse...


Oh Snr. Embaixador, francamente...

João Pedro

NG disse...

A sorte do Ocidente foi Trump ter ganho as eleições nos EUA. Se Hillary tivesse ganho, muito provavelmente, já estariamos no Day After. Assim, ganharam-se alguns meses. Mas não parece ser muito tempo. Quem perdeu as eleições está empenhado em pontapear a democracia e enfiar o planeta no buraco.

Anónimo disse...

@NG

Totalmente de acordo.

O que me parece muito estranho é que pessoas supostamente bem informadas e que se movem nesses meios os quais deveriam saber bem para istos se encaminha nao deem um pio.
So fazem e palrar

João Pedro disse...

Não queria incomodar muito em Domingo de Aleluia, mas os comentários russófilos são um autêntico delírio. Há um senhor lá em cima que diz que "Se a Rússia quisesse, em 4 horas podia tomar Mariupol na Crimeia e bastavam 24 horas para chegar a Kiev". Mariupol não é na Crimeia, península anexada pelos russos depois de um referendo fantoche, uma parte do leste da Ucrânia está tomada por milícias apoiadas por forças russas, e a razão de não terem avançado para Kiev é que a Ucrânia não é a Geórgia e poderiam levar À escalada de um conflito que, com as suas insuficiências económicas e militares, lhes custaria muito, além de que aí sim, a NATO poderia intervir.

De resto é encantador ver como relembram a mentira do Iraque mas esquecem a promessa russa de respeitar a integridade das fronteiras da Ucrânia E claro, a defender as democraticíssimas eleições russas, onde o principal candidato da oposição estava preso, um ano depois do assassínio de outro popular opositor a Putin, não falando de outras prisões e mortes estranhas. Quanto aos incrédulos no caso Skripal, relembro outro, também no Reino Unido: Litvinenko, cujo assassino chegou a ser condecorado por Putin.
Os admiradores do presidente russo e dos seus métodos costumam ser comunistas ressabiados ou ultraconservadores ou pró-fascistas. Não vejo mesmo melhores pessoas para virem dar conselhos morais sobre democracia.

Uma boa Páscoa ao Senhor Embaixador, da sua cidade de Vila Real.

Joaquim de Freitas disse...

Anónimo no dia da treva pascal de 1 de Abril de 2018, às 02:13

« Não queria incomodar muito em Domingo de Aleluia, mas os comentários russófilos são um autêntico delírio.” Escreve o Sr. João Pedro…

Mas sim, mas sim, Sr. João Pedro, incomode, incomode, porque que importa a treva do Domingo de Aleluia quando se tem ganas de tratar os outros de “comunistas ressabiados ou ultraconservadores ou pró-fascistas.»?

E porquê, pergunto eu? Porque o Sr. João Pedro ainda não compreendeu que já não estamos no tempo em que ter uma opinião diferente da do sistema era um crime que levava a Peniche ou ao Tarrafal, tempo do qual a nostalgia parece invadi-lo. Seria um ressabiado fascista ou nazi?

Tempo em que se era de preferência (?) da “situação” , isto é, pró-nazi, fascista e germanófilo, os mesmos que evoluindo tardiamente para uma “americanofilia” malsã , digna de lacaios, vão aprovar os holocaustos dos países do Médio Oriente, como os lacaios dos Açores, os golpes de Estado repetidos nos países democráticos da América Latina, e o golpe de Estado de Kiev, organizado pelo Ocidente e a CIA ( obrigado Mc Cain !) graças às hostes nazis da Praça Maidan, aprovar o incêndio do edifício publico em Odessa, com os ocupantes Russos no interior, que morrem queimados, e admirar-se que os Russos do Dombass e da Crimeia queiram regressar à Mãe Pátria Russa com a sua ajuda

O Sr. João Pedro confessa algo de mais importante da sua mentalidade quando escreve: “ …. “À escalada de um conflito que, com as suas insuficiências económicas e militares, lhes custaria muito, além de que aí sim, a NATO poderia intervir.”

“A NATO poderia intervir” …Ai sim, claro, a NATO poderia intervir bastando para isso levantar a barreira do posto fronteiriço com a Rússia, não é assim, Sr. João Pedro ?•E o Sr. pensa que Putine não sabe disso? Que não sabe que a traição do Ocidente da assinatura de Gorbatchev que estipulava que a NATO não devia avançar duma polegada das suas posições no terreno, na época, mas que se apressou a integrar a Ucrânia no dispositivo militar da NATO…não serviu de lição?

Como reagiu Kennedy à instalação de mísseis soviéticos em Cuba? Que fazem os Americanos na Síria? E no Afeganistão? E no Uzbequistão? Quem os chamou?

E a melhor do seu “raciocínio político é quando escreve:

“De resto é encantador ver como relembram a mentira do Iraque mas esquecem a promessa russa de respeitar a integridade das fronteiras da Ucrânia “ Muito boa! Deixai-me instalar os meus mísseis à vossa porta, mas não mexeis na porta…


Quanto ao resto do seu comentário, nem vale a pena conversar. Quando me vem falar de democracia num país, os EUA, no qual se assassinam cidadãos Negros todos os dias, porque são NEGROS, mesmo no jardim da sua casa…com 8 tiros nas costas…nesta semana de treva pascal! Mas os assassinos não conhecem a treva nos EUA.

Basta de democracia de assassinos, nas casas, nas escolas, nas estradas, por toda a parte no mundo, graças aos drones , ( 3200 mortos num ano !) que não conhecem fronteiras dos países soberanos.

Acho a última frase do seu texto bem adaptada para a conclusão:

.” Não vejo mesmo melhores pessoas para virem dar conselhos morais sobre democracia. “

NG disse...

Acho errado colocar toda a América no saco de russofobia que estraçalhou meio mundo desde a queda do Muro de Berlim. Se não existissem muitos milhões de americanos fartos de dar para esse peditório, Trump não teria ganho as eleições. Ou Sanders não teria quase ganho as primárias dos democratas. O problema é que há um pequeno grupo de falcões, filhos de McCain, que manda na política internacional, seja quem for eleito Presidente. Mas o ainda mais aterrador é o seguidismo acrítico da Europa. Aliados que vêem o companheiro atirar-se para um buraco e batem palmas não são aliados, são um puxa-saco confrangedor. Trump agradeceu-lhes nomeando Bolton e Pompeo. Não têm que se queixar.

Anónimo disse...

@ Sr. De Freitas.

Só hoje consegui ler o seu comentário de 1 de abril às 16:16.
E ainda há quem diga que a Federação da Rússia não tem nada a ver com a URSS; que as mentalidades são diferentes etc. etc.
O seu discurso neste seu comentário é uma autêntica aula magistral de como se falava durante o inaltecimento da dialética marxista.
O sr tem issso bem entranhado. Acho que vai ser como algumas tatuagens que não desparecem com o tempo.
É de cromo.[sic.]

[Como era 1º de Abril ainda pensei que o escreveu assim para brincar com os leitores deste blog.]