O país ideal seria aquele em que, num dia como o de hoje, em que foram apresentados excelentes resultados macro-económicos, os políticos da oposição viriam a terreiro, com galhardo civismo democrático, reconhecer - sem usarem qualquer "mas", "porém" ou "no entanto" - aquilo que foi conseguido e que muito se repercute sobre a credibilidade externa do país.
O país ideal não existe, como sabemos. Nem agora nem nunca. É que todos temos a absoluta certeza de que quem está hoje no poder, se acaso estivesse na oposição, comportar-se-ia de forma simetricamente idêntica. Custa-me ter de assumir isto, mas todos sabemos que assim seria.