O meu pai tinha nascido em 25 de novembro de 1910. "Já pela data do meu nascimento se devia pressentir que eu ia ser republicano", dizia, sorrindo, mas com orgulho pela indefectível opção cívica que dele herdei.
"O teu avô era da Maçonaria, andou de armas na mão a combater as invasões da Traulitânia, na Monarquia do Norte. Era do partido de Álvaro de Castro".
Nem o meu pai nem eu fomos tentados a seguir os rumos do "grande arquiteto universal". Mas, para uma família em que, nas gerações dos meus avós e tios paternos, todos haviam nascido em Ponte de Lima, terra de forte tendência monárquica, não deixa de ser assinalável este saudável desvio coletivo para as belas cores da República.
O meu pai morreu com 97 anos. Há dias, ofereceram-me esta sua fotografia, tirada meses antes do seu último dia. Aqui a deixo, com esta brevíssima memória, neste dia do pai.
"O teu avô era da Maçonaria, andou de armas na mão a combater as invasões da Traulitânia, na Monarquia do Norte. Era do partido de Álvaro de Castro".
Nem o meu pai nem eu fomos tentados a seguir os rumos do "grande arquiteto universal". Mas, para uma família em que, nas gerações dos meus avós e tios paternos, todos haviam nascido em Ponte de Lima, terra de forte tendência monárquica, não deixa de ser assinalável este saudável desvio coletivo para as belas cores da República.
O meu pai morreu com 97 anos. Há dias, ofereceram-me esta sua fotografia, tirada meses antes do seu último dia. Aqui a deixo, com esta brevíssima memória, neste dia do pai.
