* Acho que a única pessoa que respeitou bem o distanciamento social na posse do presidente dos EUA foi Trump.
* Este é o dia em que devemos ter um pensamento para o pessoal de limpeza que, desde a saída de Trump, operou na Casa Branca. Que desinfeção não terá havido por lá em poucas horas!
* O dia ofereceu, finalmente, algum sol em Washington. Que tempo fará na Flórida? “Who cares?”, responde-me alguém ao meu lado.
* Lá vi na posse de Biden uma figura da pequena História americana a quem só Trump faria subir na hierarquia da competência política: Dan Quayle.
* Mike Pence foi o que foi e é o que é. Mas há que reconhecer que teve alguma dignidade, e não menor jogo de cintura, na pilotagem da transição. E não deve ter sido fácil.
* Na perspetiva do “establishment” republicano dos EUA, o preenchimento dos lugares do Supremo Tribunal feito por Trump passou a constituir uma imensa ajuda para a proteção futura da sua agenda ideológica.
*Quando ouço as marchas nas cerimónias americanas, não consigo desligar-me da “Tarde Desportiva da Emissora Nacional”: “Alô Nuno! Passo às Antas!”. Mas isso sou eu que tenho tempo para ter memória!
* Raramente vi tanta incompetência na gestão do protocolo de uma cerimónia desta envergadura. As pessoas andavam perdidas, as esperas foram imensas, até o tipo que desinfetava o podium dos oradores parecia tirado de uma comédia.
* A inabilidade política de Trump ficou demonstrada no seu patético discurso de despedida. Fazê-lo de improviso foi um imenso erro histórico. Foi uma mensagem errática, com referência ridículas e a adjetivação habitual. Não conseguiu roubar minimamente o “show” a Biden.
* O discurso de Biden foi bom, mas sem nenhum rasgo. Biden não “diz” bem, nem empolga, mas transpira decência e desejo de fazer bem. E não é Trump!
