quarta-feira, 6 de abril de 2011

Poema


Se tanto faz que eu suponha
Uma coisa ou não com fé,
Suponho-a se ela é risonha
Se não é, suponho que é.

Fernando Pessoa (1930)

5 comentários:

Anónimo disse...

Estou a ficar nostálgica com os poemas e as fotografias - lindíssimos.

Isabel BP

anamar disse...

Esta Lisboa...
:)) o resto é poesia mesmo.

Anónimo disse...

A foto é linda.
Adoro sacadas, ainda mais varandas e quando são revestidas no exterior com ferro em desenhos de configuração geométrica acho-as vistosas, além de que um candeeiro em ferro forjado enegrecido é uma imagem ... Poética sem dúvida.

Nem duvide, o "Fernando" ia adorar pois claro...
Isabel seixas

Anónimo disse...

Isso era no tempo em que o país tinha um "sábio" a cuidar dele, deixando aos cidadãos espaço para sonhar.
Agora as coisas são diferentes. E até o próprio Pessoa já só teria pesadelos tanto mais lúgrebes quanto mais convencido estivesse de que também ele participava dos destinos da Pátria, escolhendo os "sábios" que a governam.

Helena Oneto disse...

Risonha fico eu depois de ver e ler as duas maravilhas que gentilmente nos oferece nesta bela noite.
Bem haja, caríssimo Embaixador!