sábado, 23 de abril de 2011

Otelo

Algumas pessoas espantam-se com afirmações recentes de Otelo Saraiva de Carvalho. 

Vale a pena notar que nada de isto é novo. Todos os anos, pela primavera de abril, alguma imprensa vai desencantar Otelo, que, honra lhe seja!, não se furta a aproveitar esse warholiano nicho de cíclica visibilidade para dizer umas coisas ao lado do "politicamente correto". Já faz parte da "saison". Os "abrilistas" entram em agonia, os seus detratores deliciam-se com o que acham serem os deslizes do ex-militar. Passa abril e Otelo volta a desaparecer. Até para o ano.

Não podemos pedir que Otelo não fale, porque todos nós devemos a Otelo a possibilidade de dizermos aquilo que nos vem à alma, até mesmo dizer que, "assim", o 25 de abril não terá valido a pena, que seria bom se a democracia pudesse contar com alguém com a inteligência de Salazar - como se houvesse figuras de neutral sapiência que, qual Fouché, serviriam todos os regimes.

Conheço mal Otelo Saraiva de Carvalho mas, diga-se desde já, tenho, face a ele, toda a gratidão do mundo. Por tudo o que fez por nós, há 37 anos. Algumas pessoas não perceberão isso. Problema delas, como dizem os brasileiros.

Um dia, em inícios de 1983, em Luanda, cruzei-me com Otelo num hotel. Não nos víamos desde o "verão quente", dos corredores do MFA, de idas ao Alto do Duque. Convidei-o a vir almoçar no dia seguinte a minha casa, com o João Sobral Costa, um amigo comum, um gigante de bondade que, como capitão da Força Aérea, havia feito parte do grupo ocupante do Rádio Clube Português, na noite de 25 de abril, e que trabalhava então em Angola. Sugeri que se nos juntasse o Arlindo Ferreira, outro capitão de abril, que estava em Luanda para outras "guerras" (e que já faleceu). Por aquelas "makas" (uso uma expressão angolana) em que a família militar (e a de abril ainda mais) é useira e vezeira, não se reuniu consenso para o Arlindo se nos juntar.

No dia do almoço, vim à porta de casa buscar Otelo, que ia acompanhado da mulher e de uma figura que não vem para o caso (mas que talvez pudesse explicar muita coisa). A minha residência era no "compound" da Embaixada, onde também funcionavam os serviços e o consulado-geral, na então rua Karl Marx, que antes fora chamada de Vasco da Gama e que, hoje em dia, é avenida de Portugal (evolução toponímica que daria para um mestrado...). 

A grande maioria dos funcionários da nossa missão diplomática em Luanda era constituída por antigos quadros da administração colonial, que tinham visto o percurso da sua vida perturbado pelo 25 de abril e pela independência do país que, em geral, sofriam bem mais do que celebravam. Não era, assim, legítimo pedir-lhes que entoassem loas à chegada do estratega da Pontinha. Um deles, boquiaberto, perguntou-me: "É o...?", sem ousar dizer o nome. Era, confirmei-lhe, e, nesse segundo, devo ter caído uns furos na sua escala de consideração, bem como na de outros a quem terá contado a inconveniente frequentação social do jovem diplomata que eu então era.

Esse almoço com Otelo foi uma ocasião que recordo como bastante simpática. Ele e o João Sobral Costa, que haviam sido vedetas de um filme onde eu só fiz umas "pontas" como figurante, conflituaram versões sobre o "documento do COPCON" (demoraria muito explicar aqui o que isso foi) e outras cenas desses tempos movimentados. Recordo-me de lhes ter lido extratos de um livro que Otelo não conhecia, escrito por um certo militar, onde se criticava o seu "silêncio" durante a célebre "assembleia selvagem" do MFA, em 11 de março de 1975. Rimo-nos todos, porque, como eu era ali o único que podia atestar, Otelo, de facto, não tinha então falado porque... não havia estado presente nessa tão badalada reunião!

Otelo chegara a Luanda vindo de Maputo. Iria partir dali para a Líbia. Alguma coisa importante, da sua vida e da sua história pessoal futura, iria ter a ver com essa viagem.

Otelo Saraiva de Carvalho é uma figura reconhecidamente controversa. Será. Porém, para mim, será sempre muito mais do que isso. Ponto.

Em tempo: Otelo Saraiva de Carvalho acaba de publicar "O dia inicial", um livro que conta, hora a hora, a sua leitura do 25 de abril. Li-o rapidamente mas, com franqueza, não me pareceu muito interessante. Além disso, as pequenas notas pessoais inseridas no final são de um impressionismo demasiado ligeiro. O seu velho "Alvorada em Abril" continua a ser muito mais curioso.  

37 comentários:

anamar disse...

Também sou da sua opinião...
e, tenho em conta que tropa. é sempre tropa. Têm uma forma específica de se expressarem...tipo "o material tem sempre razão"...
:))

EGR disse...

Partilho, Senhor Embaixador, da apreciação que faz sobre Otelo Saraiva de Carvalho.
Todavia não deixo de lamentar que Otelo por causa de algumas das suas declarações abram portas a discursos anti-Abril.
EGR

Helena Sacadura Cabral disse...

O Senhor Embaixador por vezes intriga-me. Mas entre Rosa Coutinho e Otelo muita história haveria para contar. Não aprecio nem nem outro. Mas concordo consigo quando diz que lhe devemos alguma coisa.
Poderíamos, a crédito, ter ido todos parar ao Campo Pequeno. Mas felizmente não fomos!
Porque, afinal, há uma enorme diferença entre estes dois militaqres e outros dois a quem penso que realmente devemos muito e infelizmente já morreram. É que esses eram gente de carácter!

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Dra. Helena Sacadura Cabral: a frase que o Otelo utilizou, foi: "Oxalá que um dia não tenhamos que os meter no Campo Pequeno para que eles não nos metam a nós". Eu não a pronunciaria e não a subscrevo. Mas, concordará que é um pouco diferente do uso que dela se faz.

Anónimo disse...

Desde logo boa Páscoa sr. Embaixador extensiva claro à sua Mulher e Família...

Os Seus relatos sem medos de subterfúgios são de uma coragem desconcertante face ao seu conteúdo funcional... Reveladores de uma coragem personalizada e indivisível...

A sua aptidão de psicólogo politico expert em captar a diversidade do impacto e diferencial de emoções despoletadas com fenómenos sociopoliticos nas pessoas , dota-o de um coping redundância segura que me torna sua "súbdita leitora..."

Simplesmente adorei...
Isabel Seixas

As saídas/tiradas "irreverentes" são o manjar e o orgasmo dos caça imprevistos, que exploram o e se perpetua e sadicamente para se sentirem melhores, eu inclusive claro, só não O ostento com orgulho, e é aí que me calo, de boa vontade(o que em mim é raro)

Anónimo disse...

Só para dizer que também não consigo de forma alguma, deixar de admirar "Otelo Saraiva de Carvalho"

Isabel Seixas

Anónimo disse...

Vou ser muito franco, Senhor Embaixador. Invejo as suas vivências e as oportunidades que a vida lhe deu. Mas felizmente que as partilha conosco.

Rui FD

patricio branco disse...

Fora as diferentes reacções que a figura e o papel de otelo saraiva de carvalho possa provocar, uma coisa é certa: deve ser interessante conversar durante um almoço ou umas horas com tal personalidade. Muito terá para contar e deve ter viveza e sentido de humor. Serão umas horas bem passadas.
Quanto às suas convicções politicas actuais, isso é uma curiosidade, e as passadas pertencem à historia do 25 de abril e 2 anos que se lhe seguiram.
Alvorada em abril é um livro bem escrito. Este de agora, não sei, mas tambem não o irei ler (falta de tempo, prioridades).
A recente afirmação dele que se soubesse que era para isto não teria feito o 25 de abril possivelmente só quererá dizer que tem pena da situação em que o país está e que nunca pensou que no futuro assim seria.
Tivémos figuras caricaturais nos 2 anos do prec, uma delas vasco gonçalves, outra pinheiro de azevedo (por razões diferentes).
Tambem tivémos tambem o almirante coutinho, bem lembrado por HSC.
Penso no entanto que se há alguma responsabilidade desse passado na situação em que nos encontramos agora, não é desses actores, mas da vaga de nacionalizações de toda a ordem (bancos, companhias de seguro, industrias, terras agrícolas, etc)ordenada ideologicamente que se revelaram um falhanço, nacionalizações que tiveram de ser desfeitas ao fim de uns anos (não funcionaram) e tudo teve de ser reconstruido. Foram efectivamente 10 anos perdidos e de atrasos para a produção e economia do país de cujos efeitos ainda não recuperámos totalmente.

Unknown disse...

Otelo é um um desbocadamigo. Não se pode ignorar o que fez no 25 de Abril de 1974. Depois, meteu muitas vezes a pata na poça. Mas, eu agradeço-lhe, como já o fiz em cavaqueiras diversas e correndo o risco de ser repetitivo. Ele ri-se.

Em tais alturas, que metem ao barulho a verdadeira frase que o Seixas da Costa insere sobre o Caso do Campo Pequeno (que me perdoe o Erle), é um enorme prazer tê-lo por companheiro e Amigo.

O Dia Inicial soa-me a flop. Também o li em diagonal, está autografado pelo Otelo, mas daí a ser uma réussite...

Abç

José Barros disse...

A História quase sempre vem pôr as coisas no seu devido lugar mesmo quando os contemporâneos a querem transfigurar.
Os políticos que a seguir ao 25 de Abril, e os de hoje, foram violentamente injustos com Otelo esqueceram muito rapidamente que as suas ascensões à ribalta se devem aos militares de Abril que, com Otelo a desempenhar o papel que a história nunca lhe roubará, arriscaram as suas vidas.
Quem tem memória não pode omitir o que se vivia antes de Abril nem a forma como o MFA soube conduzir a transição e garantir a segurança física aos responsáveis do antigo regime controlando a fúria do povo que tinha muitas razões para querer chegar a roupa ao pelo de alguns.
Sobre a frase do Campo Pequeno, recordamos perfeitamente que um ano antes, num outro golpe de Estado, muito diferente, no Chile, os soldados ali não hesitaram em recorrer ao tristemente célebre estádio... onde muitos democratas, só por serem democratas, perderam as suas vidas. Claro que à distância os nossos militares de Abril podem sentir-se vaidosos de terem aguentado os nervos no seu devido lugar e conseguirem que a violência se não desencadeasse. Mas era mesmo preciso terem-nos bem no seu lugar. Compreende-se que Otelo reaja com algum azedume face à injustiça suportada.

margarida disse...

Quem terá absolutamente que escrever uns volumes 'a sério' sei eu quem é... (espero que já vá bem lançado na empreitada...)

Julia Macias-Valet disse...

Os nomes das ruas podem ser como os palimpsestos mas a vida dos homens essa, ja nao...

Anónimo disse...

Se interessasse o que penso, concordaria com a análise da personagem. Admiro em Otelo a coragem, a frontalidade, algum sentido de humor e, principalmente, a competência profissional (no 25 de Abril foi brilhante), Pragmático, não é - nunca foi - um ideólogo. Compreendo que se sinta orgulhoso do que fez e agastado por não lho agradecerem suficientemente. Eu agradeço sem reticências.
…E permito-me aproveitar esta ínvia via pública (pública, se o autor do blog publicar) para enviar ao nosso magnífico embaixador e amigo um abraço com votos de boa Páscoa, bom 25 de Abril e continuação de bons posts.
...O anónimo(!) que se assina
a) Filipe Guterres

Gil disse...

Otelo já explicou publicamente a frase que lhe foi, ultimamente, atribuída, sobre o "se soubesse o que sei hoje".
Tal como o que disse sobre meter alguém no Campo Pequeno, a citação não é muito rigorosa.
Dito isto, Otelo é, de facto, politicamente incorrecto; se não fosse, não teria aderido ao Movimento dos Capitães.
E há uma coisa que é patente: a direita ainda não lhe perdoou o 25 de abril.
Nem a ele nem a outros...

José disse...

O Senhor Embaixador diz quase tanto com a excelente montagem fotográfica, como com o que escreve...

Páscoa serena.

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Filipe Guterres: muito obrigado pelas suas palavras. Um forte abraço (assinando com o "nosso" a) )

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Gil: tem toda a razão no que toca às "culpas" do 25 de abril. Também eu, com toda a honra, me confesso um dos "implicados" no 25 de abril.

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro José: eu não mentei nada. Apenas "pedi de empréstimo" do Google images...

Francisco Seixas da Costa disse...

Olhe que não, Margarida, olhe que não! Não vai ter grande volume, até porque, ao contrário do que possa pensar, não tenho muitas coisas interessantes para contar.

Anónimo disse...

É com grande satisfação observar que as gerações mais novas em Portugal começam a entender o que realmente foi o 25 de Abril. As gerações que nasceram pós 74 cresceram a escutar, ler e "aprender" que o 25 de Abril foi algo que salvou Portugal e que trouxe a "liberdade". É muito bom existirem figuras como otelo para se ver o tipo de gente envolvida nesse processo e para se avaliar a forma como foi feita essa transição.

Unknown disse...

ADENDA, mais uma...

Sei que sou um melga muito chato/gordo, mas envio daqui um abração ao Caríssimo Filipe Guterres, Diplomata de mão cheia, não desfazendo. Desde um Dia de Santo António em Alfama que já não nos vemos. E como vai longe a Praia... Ou seja, desde o Terciário Superior, mais coisa menos coisa.

Gostarei muito de te ver na Travessa, Caro Filipe.

Anónimo disse...

Até porque...Conheço uma figura pública politica recente de contemporânea, que foi bafejada pela sorte e tolerância de boa fé dos opositores políticos, que não exploraram satiricamente a expressão também inadvertida de certeza... que manifestou num desabafo em desespero de causa e eventual impotência... no calor do ânimo...

Mas senti-me bem acreditei ainda que por momentos talvez por influência da Lua ou da diferença de género Há efetivamente Cavalheirismo Politico...

Claro que me congratulo, só acho que "Otelo" deveria poder auferir do mesmo tipo de amnistia...

E não ser julgado ao abrigo da parte e não do todo...

Somos intensamente bons mas um momento fracção de segundo questionáveis e já somos perpetuadamente maus... por favor Haja Deus...

Ai, há umas espécies insondáveis de cultos de obtusidade!!!...
Isabel Seixas

Anónimo disse...

Pena o Otelo ainda não se ter arrependido das FP25 e dos crimes de sangue cometidos.

Os familiares das vítimas, ao contrário do senhor embaixador, não terão por ele todas as gratidões deste mundo!

Anónimo disse...

Sr. Embaixador à data era ainda uma criança, mas fazendo analogia entre a evolução do discurso de Otelo e a evolução da nossa sociedade, diria que já passámos pela fase da celebração, da esperança, da desilusão, da revolta, do ostracismo, do esquecimento, da saudade, de nova desilusão e como diz Otelo de arrependimento. Gostava de ver celebrado o 25 de Abril como em França se celebra o 14 de Julho. Por ora devemos garantir a LIBERDADE e exigirmos de todos, OS DEVERES para com PORTUGAL.

Eduardo Antunes

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
Que quer?! Acho uma enorme diferença entre Melo Antunes e Vitor Alves - os dois já falecidos - E Otelo ou Coutinho.
A Melo Antunes entendo dever muito da liberdade de que gozamos. E sinto que é, infelizmente, pouco lembrado.
A frase correcta é a sua, eu sei. Também não afirmei que o não fosse. Apenas lembrei a "hipótese" que Otelo não deixou de frisar...

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Eduardo Antunes: deve haver uma confusão sua. Em 1974, eu era uma "criança" com 26 anos que, como militar, participou ativamente na Revolução de abril.

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Dra. Helena Sacadura Cabral: tinha o maior respeito por Ernesto Melo Antunes, de quem tenho orgulho em dizer que fui amigo. Reconheço que há mundos de diferença entre uns militares de abril e outros.

Anónimo disse...

Sr. Embaixador, as minhas sinceras desculpas pelo "EU" em falta. A criança em causa era a minha pessoa, que em 1974 tinha 3 anos.
Nunca me passaria pelo espírito referir-me ao Sr. Embaixador nesses termos.
Queira desculpar esta minha desajeitada intervenção.


Eduardo Antunes

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Eduardo Antunes: eu até fiquei "flattered" por me considerar mais novo...

Anónimo disse...

Sr. Embaixador, este blog é sem duvida exemplo dessa sua juventude!

Cordiais Saudações,

Eduardo Antunes

Fernando B. disse...

É evidente que se não fosse o Otelo, seria outro qualquer Major ou Capitão... por amor de Deus não é "a" ele que devemos a Liberdade ! Parafraseando o seu conterraneo, Alvaro M dos Santos, in Correio da Manhã, há muitos anos...
"Papagaio loiro de bico amarelo,
só diz disparates,
parece o Otelo !"

Luís Bonifácio disse...

Prefiro Vasco Lourenço que aproveitou 37 anos de Democracia para se cultivar um pouco, de maneira que hoje em dia nem sequer a dormir pronuncia a palavra "PÁ".

Quanto a Otelo, tem as mãos sujas de sangue inocente (Até de recém-nascidos) e não há nada que o possa justificar!

de.puta.madre disse...

Impressionada, não tanto pelo relato sobre o encontro episódico sobre Otelo S.C. Y o efeito surtido, susceptível ao aguçar da imaginação mais ávida ...
Mas fiquei impressionada por, entre tantos comentários, ninguém destacar ... o que suspeito que é a pedra-de-toque que nos leva muitas vezes a atirar para um Post, num Blog ... uma história que não queremos ver dissolvida no tempo -por nunca ter sido pronuncia uma palavra, uma frase, essa vírgula que faltava colocar Y que marca a trajectória -; ... Impressionada por ninguém ter perguntado, o que afinal não é de todo para perguntar ... mas que nos deixa fixos ao: Aqui há estória ... por aqui se escreve algo "Otelo chegara a Luanda vindo de Maputo. Iria partir dali para a Líbia. Alguma coisa importante, da sua vida e da sua história pessoal futura, iria ter a ver com essa viagem." ... A Líbia tão sob fogo cerrado por estes dias ... ser Olvidada de reparo ...
Há rasto desta viagem à Líbia que eu deva saber? Tal como 1 formiga de Lorca que desmaiou quando olhou para o Céu Y viu as estrelas, assim fiquei eu a ler esta frase ;).

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro FernandoB: foi bom ter recordado Álvaro. Acho que gostará de ler o que um dia escrevi sobre ele: http://ou-quatro-coisas.blogspot.com/2007/04/carta-ao-alvarito.html

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara de.puta.madre: parabéns pela argúcia. Taç como o título de um livro já com vários anos, eu respondo-lhe assim: se não sabe porque é que pergunta? Ou melhor, só pergunta porque, de facto, sabe, Ou não?

de.puta.madre disse...

... Espero que o meu modesto y honesto não não o decepcione. Sou só ignorante, mas razoável leitora ... Y o que não me for contado "imaginarei". Como dizer, agora posso imaginar tb. Mas é com agrado que lhe delego a tutela da minha imaginação nesta estória. ;)

Jogilbo disse...

Vejo-me na necessidade de esclarecer que nada tenho a ver com o que foi comentado por Gil se bem que o respectivo link conduza ao meu blogue