Agora que vamos entrar em campanha eleitoral, talvez valha a pena recordar uma historieta clássica, em torno de um conhecido político brasileiro, que fazia promoção política numa qualquer localidade.
Num certo momento, aproximou-se dele uma pessoa que lhe disse:
- O senhor não me conhece, mas eu sou filho de um seu grande apoiante - e disse o nome do progenitor.
O político não tinha a mais leve ideia da pessoa em causa mas, numa atitude de simpatia proselitista, dando-se ares, adiantou logo:
- Claro que me lembro bem de seu pai. Faz tempo que o não vejo...
Aí, o cidadão retorquiu:
- O meu pai morreu...
O político não se deu por achado e, com ar de alguma indignação, respondeu:
- Pode ter morrido para si, que revela ser um filho ingrato. Para nós, amigos de seu pai, ele permanece vivo nos nossos corações!