sábado, 2 de abril de 2011

Comemorações

Há cerca de um ano, escrevi por aqui isto:

"Em Portugal, o 25 de abril é oficialmente celebrado com uma sessão de discursos políticos e partidários na Assembleia da República. Todos os anos, para além da aturada observação jornalística de quem leva ou não um cravo ao peito, a atenção pública volta-se para o tom e exegese dessas intervenções, que invariavelmente utilizam a comemoração abrilista para tratar a realidade da conjuntura política do presente. Assim, aquilo que poderia ser um espaço de proclamação de elegias à liberdade conquistada nessa data acaba por se transformar numa arena de severo combate político, com as diversas leituras de "abril" a servirem de arma de arremesso, mais ou menos subliminares. Julgo que ninguém, com sinceridade, acreditará que essa maratona declaratória contribui minimamente para louvar as virtualidades da Revolução e para cativar novas gerações para o culto desse momento fundacional da nossa democracia."

A decisão de, este ano, não organizar a sessão solene na Assembleia da República, devido a razões de natureza conjuntural, é uma excelente notícia.

18 comentários:

margarida disse...

Concordo plenamente!

Julia Macias-Valet disse...

A reduçao das despesas nao essenciais do Estado é um dos pontos chave que ajudara Portugal a quebrar o ciclo de empobrecimento em que o pais se encontra mergulhado.

Helena Sacadura Cabral disse...

Estou consigo, Senhor Embaixador.

Helena Oneto disse...

Haverá quem não ache graça nenhuma ficar, nem que seja por um dia, sem "arena... nem arma de arremesso"...
Privar o país, no 25 de Abril, de tal espectáculo, é uma óptima medida de contenção de despesas e de prevenção da sanidade mental dos portugueses.
Viva o 25 de Abril!

Anónimo disse...

Realmente quem leva ou não cravo ao peito tem sido o ponto fulcral das reportagens... é o eterno acessório a sobrepor-se ao essencial.

Isabel BP

Tá na laethanta saoire thart-Cruáil an tsaoil disse...

Pelo contrário é uma péssima notícia

só torna mais claro o vazio de poder

e a falta de capacidade do regime actual em se assumir como alternativa ao anterior

e em breve trecho temporal

convém lembrar que do início dos amanhãs que cantam até ao seu fim
foram menos de 75 anos

aqui é duvidoso que o presente sistema atinja essa idade

Tá na laethanta saoire thart-Cruáil an tsaoil disse...

para a floricultura nacional é uma desgraça a mais

já não bastava o tornado e a concorrência espanhola

e vem o estado cortar-se nuns centos de milhares

acontece

já vi pior

também já vi melhor

felizmente têm umas largadas de balões e uns estandartes para outro troço da CRIL ou doutro lanço qualquer

Anónimo disse...

obviamente que estou incondicionalmente com as comentadoras de serviço.
Isabel Seixas

Anónimo disse...

O 25 de Abril comemora-se na rua, pois foi lá que se iniciou. Que se deitou a Ditadura abaixo. Ponto.
P.Rufino

Anónimo disse...

25 de Abril? Crise? A RTP - i, neste momento preciso... às 13h16 ainda fala é do Benfica/Porto!!! Ai Portugal, Portugal!

Anónimo disse...

Só para Dizer que concordo que não se gaste dinheiro...

Agora

Pessoalmente vou comemorar com o espírito cheio de alegria os ganhos indiscutíveis de

Liberdade

De inclusão que este governo consolidou no âmbito de novas oportunidades de ensino desde o básico ao secundário e superior.

Do legislador, que embora gradualmente, aproximou a validade do conhecimento na mais valia da interação multiprofissional em favor do cidadão.

De humanização assegurando a justiça da promoção da qualidade baseada nos saberes conhecimentos e competências adquiridas...

Também vamos lá ver não sejamos também nós profetas da desilusão...

Custa-me imenso ver anular as ilusões à pessoa que casa pela primeira vez só porque casa com alguém que é a segunda e se focaliza no seu próprio egocentrismo inibindo a espontaneidade da alegria da comemoração...

podemos sempre fazer a festa e cada um leva uma multa e após a proatividade da vaquinha como fazem os brasileiros aproveito a citar a Sra. D. com respeito "Mónica"

Com carinho Isabel Seixas
Viva o 25 de Abril

Anónimo disse...

Concordo Senhor Embaixador.Parece-me mais grave que junto das gerações post 25 de Abril não se faça uma verdadeira pedagogia sobre o que aconteceu nessa data do que fazer comemarações na AR.
O que eu gostarias Senhor Embaixador era não ouvir,como há dias me aconteceu,em plena TV,um médico dentista, de 39 anos de idade, afirmar que Américo Tomás foi assassinado.
Dei comigo perplexo a perguntar:como é que alguem percorreu todos os graus de ensino exibir tal ignorancia?
Que ideia terá sobre a ditadura,a Censura, a Pide, as perseguições, as purgas univeritárias, a guerra colonial etc. e consequentemente sobre o 25 de Abril?
E infelizmente creio bem o referido senhor está longe de ser uma excepção.
E isto sim parece-me, de facto, grave.
EGR

Julia Macias-Valet disse...

Caro ERG...construiu-se nas ultimas décadas um pais de doutores e engenheiros que nao sabem nada...rigorosamente nada : ( ...mas têm muitos mestrados feitos "à pressao" !

Helena Sacadura Cabral disse...

Muito do que diz ERG deriva dos professores não serem, eles próprios, submetidos a avaliações. Porque ensinar é, sobretudo, "continuar a estudar" para para que nos possamos manter actualizados.

patricio branco disse...

proporia em vez de sessões solenes de casaca e restritas, festas de rua, p ex a praça do municipio ou o terreiro do paço com espectaculos musicais, quiosques de comes, vendas de livros, etc.
Trata se de praças que só servem para atravessar à pressa, de manhã no sentido do rossio, à tarde no do cais do sodré ou dos barcos para o barreiro ou montijo.
Ora as praças são historica e por definição sitios publicos feitos para frequentar, utilizar, gozar.

patricio branco disse...

Não sei como é em paris ou na frança, mas penso que o 14 de julho se festeja na rua.

Anónimo disse...

Sabem ...
Sabem o Que sabem
nem sempre sabem o que sabem
Nem sempre sabem o que não sabem
Mas sabem...
às vezes é só preciso indagar...
O que sabem

Sabem outras coisas que não essas
E ás vezes são melhores, as que sabem do que as que não sabem, até eventualmente sabem o que precisam

Os diplomas só denunciam as microáreas cientificas.

Oh, ó Julia comemoremos a sua dimensão Musa é de graça, acho eu...
Isabel Seixas

Julia Macias-Valet disse...

Sim, sim Patricio Branco...mas o desfile dos Champs Elysées também deve custar umas "lercas" ao contribuinte e no ano passado a "Garden Party" do Eliseu foi anulada.

http://www.lexpress.fr/actualite/politique/la-garden-party-de-l-elysee-supprimee_901220.html

E a festa aqui é mais completa...dura 2 dias 2 !

http://www.elysee.fr/president/les-actualites/communiques-de-presse/2010/juillet/programme-des-13-et-14-juillet-2010-a.9305.html

"IL N'Y A PAS DE PETITES ÉCONOMIES !"

Ah ! Ja me esquecia-a...e o fogo de artificio que é lançado da Torre Eiffel !? BARATIIIIIISSIMO !!!!!!