sexta-feira, 7 de maio de 2021

À dúzia!


O Estrela da Amadora ganhou 2-1 ao União de Leiria. Durante alguns segundos (leram bem!), ao minuto 83, o Estrela, por uma confusão aquando de uma substituição, teve momentaneamente 12 jogadores em campo. O árbitro deu rapidamente conta do sucedido, a situação foi corrigida e o jogo prosseguiu. No final, o Leiria anunciou ir protestar o jogo. (Claro! Só faltou aos seus dirigentes dizerem: “Se tivéssemos ganhado, protestávamos na mesma...”. Nós sabemos!)

Há uns bons anos, vai para quase meio século, uma seleção portuguesa foi a Goiânia, no Brasil, para um jogo com o “escrete canarinho”, para inauguração de um estádio. Era selecionador nacional José Maria Pedroto. 

Num certo momento do jogo, também por uma confusão, aquando de uma lesão de um jogador (que foi logo substituído, mas que, não tendo notado isso, regressou ao campo), Portugal passou a jogar, por alguns minutos, com 12 jogadores. 

Das bancadas começaram a ouvir-se fortes protestos. No banco português, que não tinha dado conta do lapso, estranhando o que entendeu ser um deselegante bruá anti-luso, tanto mais tratando-se de um jogo “amistoso” (entre nós, “amigável”), o selecionador enfureceu-se e ameaçou que a equipa nacional interromperia o jogo e recolheria ao balneário. 

Ao que parece, teve de vir da tribuna até ao banco o chefe da delegação portuguesa, para convencer Pedroto, sob o olhar preocupado do embaixador português, Vasco Futscher Pereira. 

Foi graças à intervenção desse vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol que o assunto se resolveu. Deixo aqui o nome desse dirigente futebolístico, que ali ganhou o seu lugar no memorial nacional, para que conste: Marcelo Rebelo de Sousa.

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