sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Um país que não existe (2)

Ainda hei-de viver num país em que possa criticar abertamente o comportamento político e a atitude pública de uma mulher, com a mesma força verbal com que critico um homem, sem que ninguém me venha lembrar que essa pessoa é mulher. Mas esse país ainda não existe.

7 comentários:

Anónimo disse...

Bravo senhor embaixador! Aprecio a sua assertividade e oportunidade. Bem haja

Luís Lavoura disse...

Quando criticar uma mulher, não poderá dizer que se trata de uma mulher, terá de dizer que é uma senhora.

netus disse...

Bom dia. assino por baixo.
António Cabral

A. Neves disse...

Concordo em absoluto, era tempo de alguém dizer isto.

Anónimo disse...

Mas... FSC, não é você que gosta de referir o sexo dos titulares de cargos, congratulando-se com o aumento de mulheres na vida política? Se assume que o sexo é importante para esses momentos, então, tem de ser capaz de aceitar que também é importante nas críticas.

Aqui só há uma posição virtuosa: não ligar! Não há visão "feminina" e "masculina" da política. São todos iguais e, consequentemente, pouco importa o sexo. É lá com cada um decidir o que fazer com a sua vida e que interesses ter.

Se acha que devemos desejar mais mulheres na política, é porque lhes reconhece uma natureza diferente e, consequentemente, ao criticá-las, pode estar, de facto, a pecar por não lhes reconhecer essa natureza e todas as coisas "fantásticas" que daí advêm.

Anónimo disse...

Critics à vontade para ajudar a criar o hábito
Fernando Neves

João Cabral disse...

Esse país já existiu e não há muito tempo. Apenas se começou a dar importância a determinados grupelhos com as suas agendas. E sim, e o PS tem muitas culpas nesse cartório.