quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

OGE

A aprovação do OGE está a transformar-se num palco de negócios políticos obscenos, com toda a demagogia à solta. Rio teme dar parte de fraco, o CDS já não conta, o Bloco anda ressabiado e o PCP tinha fama de ser mais coerente. Os outros três “da vida airada” são apenas isso mesmo.

8 comentários:

Rosa Xá disse...

E o PS?
Exemplar, ora ora …!!

Anónimo disse...

o Governo não deve ceder no que não pode. Se o Orçamento não for aprovado, demissão. Eleições e o Rio que vá para lá. Já vimos filme destes, com a esquerda e direita, juntas contra o PS. Ninguém queria maioria absoluta, pois não? Nem olhando para Espanha. o Costa que entregue a pasta. Até metem nojo.

Anónimo disse...

Mas então não é a democracia a funcionar? Ou é só quando dá jeito?

Luís Lavoura disse...

A aprovação do OGE está a transformar-se num palco de negócios políticos obscenos, com toda a demagogia à solta.

É uma lamentável verdade. Todo o populismo à solta, com cada qual a oferecer prendas aos seus preferidos. A falta de seriedade é total.

Jaime Santos disse...

Trata-se, sobretudo, Sr. Embaixador, de uma falta de rumo colectiva, até da parte do PS. BE e PCP sentem que não são agora ouvidos como dantes e não sabem igualmente muito bem o que fazer agora que foram deixados sozinhos (o PCP porque assim o quis, o BE porque Costa não quis ter um entendimento preferencial com ele).

O PSD também não sabe o que quer e o CDS não existe depois da abada de Outubro. Os Partidos feridos, sobretudo de morte como parece ser o caso dos centristas, são muito perigosos, porque incapazes de compromissos...

Já vimos algo assim antes, no segundo mandato de Guterres, ele chamou-lhe o pântano. Mas aí tínhamos a alternativa do PSD e do CDS, agora nem isso...

Vivemos tempos perigosos, é o que é...

Ricardo disse...

Caro embaixador, colocar a IL no mesmo saco da deputada independente e do Chega, parece-me algo injusto. E politicamente incorrecto. Concorde-se ou não com as propostas apresentadas. Obviamente.

Luís Lavoura disse...

Jaime Santos, excelente análise.

Ricardo, sim. É de facto evidente, sobretudo para quem esteja na própria Assembleia, mas até mesmo para quem vê pela televisão, que a IL, tanto na apresentação do seu deputado como nas propostas que faz, está a muitas milhas de distância da deputada independente e do Chega - os quais são verdadeiros desastres parlamentares.

Jaime Santos disse...

Luís Lavoura, obrigado, mas se concordo que a IL não deve ser metida no mesmo saco que o Chega! (muito embora eu discorde profundamente da apropriação que eles fazem do Liberalismo, que não se resume às posições de Hayek e ainda menos às de Ayn Rand), também não posso concordar nem que a deputada Joacine seja comparada com André Ventura (há uma clara falsa simetria entre as posições de cada um deles), nem que este último seja um desastre parlamentar na óptica dele.

André Ventura não fala para si ou para mim, fala para um eleitorado provavelmente abstencionista e ressentido, que se sente abandonado pela política e pela cultura vigentes. A sua retórica anti-parlamentar insere-se na perfeição no seu oportunismo político (ia dizer ideologia política, mas ela está sempre a mudar).

E, mau grado o seu racismo, ele é suficientemente inteligente para se refugiar na ambiguidade das palavras que usa. Abel Matos Santos tem muito a aprender com este senhor (estou a ironizar, claro!).

Voltando a Katar Moreira, podemos ainda dizer que as boas intenções não chegam e que o seu amadorismo e a arrogância por vezes demonstrada (veja-se o episódio do segurança da AR ou a declaração de que nasceu para estar no Parlamento!) mais não fazem do que ridicularizar uma plataforma que deveria servir para representar um conjunto de pessoas que infelizmente vão continuar sem representação efectiva.

O Chega! e uma certa Direita que se encontra no CDS não poderiam ter pedido melhor coisa. E claro que o Livre fez a única coisa que poderia ter feito para evitar continuar a sofrer humilhações...