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quarta-feira, fevereiro 05, 2020

O CDS e os cravos


Há uns anos, quando era embaixador em Paris, decidi comemorar o 25 de abril convidando para um almoço na embaixada os representantes dos partidos políticos portugueses em França. Ali tive pessoas do Bloco de Esquerda, do CDS, do PCP, do PS e do PSD. tudo pessoas com as quais tinha, aliás, uma excelente relação pessoal.

Os partidos políticos são a cara institucional da democracia. Não foi por acaso que a ditadura salazarista sempre diabolizou os partidos, como igualmente não é por acaso que o discurso populista que anda pelas redes sociais - quase sempre travestido de demagógica “indignação” - os tem por alvo constante. Os “bons espíritos” encontram-se sempre.

A homenagem que então quis prestar às forças partidárias representadas na Assembleia da República fazia-se na comemoração da data da liberdade.

À chegada à mesa, cada convidado tinha um cravo vermelho ao lado do seu lugar. O representante do CDS foi o único que recusou a flor. Impressionou-me o gesto de repúdio, mas aceitei-o. Embora eles não saibam, e nunca o possam entender, o 25 de abril também foi feito para aqueles que dele não gostam.

"O que interessa..."

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