sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Estupidez

A maior estupidez do debate sobre a eutanásia foi ter-se transformado o assunto numa trincheira esquerda-direita.

8 comentários:

João Cabral disse...

Sem dúvida de acordo. Ainda há pouco, Fernando Rosas disse isso peremptoriamente: quem é contra é de direita e quem é a favor é de esquerda. Maior demagogia do que esta é impossível.

Anónimo disse...

Concordo E, por isso, é que é preciso devolver a palavra aos portugueses através do referendo, para votarem em consciência e não de acordo com lógicas partidárias.

Anónimo disse...

O facto é que a dita esquerda quer impor a eutanásia, achando que não deve dar a palavra aos portugueses numa matéria tão sensível como está e a outra posição muito mais ponderada de permitir que os portugueses decidam...afinal quem são os ditadores que se dizem democratas...? Haja decência!

Joaquim de Freitas disse...

Já não existe solidariedade e muitos começam a considerar que as despesas e medidas relativas aos "velhos" não são produtivos para o futuro, ao contrário dos que dizem respeito aos "jovens".

O problema é definir a idade em que se é «velho” ; para as empresas está perto dos 50, mas para os senadores, aos 80 ainda é jovem!

Num futuro próximo, devemos esperar a eutanásia generalizada dos idosos, está na lógica da nossa sociedade.
Então também faremos com que os doentes compreendam que é melhor não sofrer, a fim de, em última análise, mesmo sem o seu consentimento., o fazer partir. Basta que o tutor o queira.

Veremos que, quando as autoridades decidirem, a propaganda generosamente destilada em todo o funcionamento da nossa sociedade, em breve terá confortado os guardiões de que matar o dependente é a melhor solução.

Depois vem a vez dos deficientes, dos doentes mentais, das pessoas que, e daqueles que... etc., etc.

Penso que não se pode responder a uma pergunta filosófica de forma técnica, sob o pretexto da lei. Há uma proibição absoluta na nossa sociedade, motivada por um princípio moral: a proibição de matar. Se infringirmos legalmente esta proibição, desestabilizaremos a própria essência da nossa lei positiva. Não deve haver licença para matar. Por outro lado, não vejo por que razão, em nome do qual o pessoal médico deve ser obrigado a matar. É contra a sua cultura, a sua filosofia. Os médicos juram nunca causar a morte deliberadamente. Esta regra não deve ser exceptional.

Anónimo disse...

Os portugueses têm de decidir qual o bem maior: a vida, como bem supremo, ainda que com menos qualidade, ou a liberdade individual de pôr termo à vida, de forma medicamente assistida, para pôr fim a um sofrimento intolerável ( hipóteses cada vez mais reduzidas, se os cuidados paliativos forem bons). E isto é um problema referendável, enquanto questão colectiva da sociedade, de eleição dos valores fundamentais que nos regem. Os deputados, enfeudados às lógicas partidárias, não se revelam à altura do desafio. A democracia representativa aqui não serve, de todo. Substituem os juízos livres e sérios pelas clubites partidárias e por argumentação que interessa ao seu projecto partidário (sendo que, relativamente a alguns, o que queriam mesmo era o suicídio assistido, é o que virá a seguir, pensam)

Anónimo disse...

Nao eh essa mesma a estupidez que impera na decisao de tudo e mais alguma coisa nos dias actuais?

Luís Lavoura disse...

Não é uma trincheira esquerda-direita. O PCP está ao lado da direita (e o seu aliado PEV, do lado oposto). A Iniciativa Liberal, por muitos designada como sendo de direita, está ao lado de muita esquerda neste assunto.

Francisco Seixas da Costa disse...

Essa da IL “por muitos designada como sendo de direita” é de ir às lágrimas!