sábado, 29 de fevereiro de 2020

Guiné-Bissau


Foi a primeira colónia portuguesa a declarar independência, em 1973, ainda a ditadura por cá imperava. Era o tempo da ligação política Guiné-Cabo Verde, que se perdeu com o tempo e com o peso das realidades. Hoje, Cabo Verde é um Estado democraticamente exemplar, onde a alternância política se processa com serenidade, fruto do voto nas urnas. Uma outra “alternância” existe também na Guiné-Bissau, a que é marcada pelos sucessivos golpes de Estado, com a imponência das fardas a surgir ciclicamente por detrás de uma classe política onde há conhecidos caciques sustentados pela corrupção, pelo narco-tráfico, títeres de uma desbragada ingerência externa, que mantém o país seu refém. A Guiné-Bissau é hoje uma realidade muito triste no mundo da lusofonia.

5 comentários:

7ze disse...

A Guiné-Bissau, pelo contrário, deu uma lição ao mundo. Apesar do alarmismo do MNE português, os habitantes de Bissau mantiveram a sua rotina quotidiana, com mercados a funcionar e lojas abertas. Em que lugar do mundo isso acontece com um "golpe de estado" em curso?

Anónimo disse...

É um "estado falhado" e não deixa de ser irónico que o seja, atendendo a que ficou na nossa memória coletiva como o cenário onde a guerra foi mais sentida. Quiseram a independência para se autodestruirem.

É um território cheio de "diversidade", no que ela tem de pior. Não há um povo guineense, não há uma cultura guineense.

Custa, realmente, pensar que temos por cá a Joacine quando ela podia estar a fazer coisas tão fantásticas no seu país de origem, lutando pela democracia, pela igualdade das mulheres (Guiné = excisão), sendo ativista contra a corrupçáo, exigindo lei e ordem contra os traficantes de droga... Tanta coisa.

Retornado disse...

A Guiné sem petróleo e sem diamantes tem que se agarrar à droga.
Enrolaram toda a gente, enrolaram o Spínola, enrolaram o Amílcar mais o Luís Cabral e os caboverdeanos e ate o paigc.
E foi ali naquela ex-mini-colónia portuguesa, que se afundaram os 500 anos do Portugal ultramarino, quem diria!
Bem que os milionários generais angolanos podiam dar uma mãozinha, em agradecimento ao esforço e manha dos guineenses, para a independência de Angola e do mpla.

Portugalredecouvertes disse...

espero que a situação melhore, se resolva e tranquilize:)

alvaro silva disse...

Já no tempos do sr D. João V um meu conterrâneo e eventualmente meu ancestral dizia em testamento que deixava três escravos v um cafre angolar, outro da Costa da Mina e um cafre guinéu que ao contrário dos outros não era de fiar. ele lá sabia por quê.