O que nos últimos dois dias se passou com as equipas portuguesas envolvidas nas competições europeias consagra uma tendência que, ano após ano, dá ideia de se acentuar. Parece hoje evidente que o futebol português, a nível de clubes, revela uma capacidade cada vez mais limitada de afirmação no plano internacional. Os clubes nacionais - mais uns do que outros, naturalmente - tendem a “cair” cedo nas provas onde intervêm e começam a afastar-se inexoravelmente de “potências” de países como a Alemanha, a Inglaterra, a Espanha, a Itália ou a França. Portugal continua a ter excelentes condições para “produzir” magníficos jogadores, mas o poder económico dos seus clubes, mesmo os mais poderosos, revela-se incapaz de os “segurar”. Assim, com alguma arte e organização, o nosso país poderá continuar a ter seleções nacionais competitivas, constituídas com os melhores dos seus jogadores que atuam no estrangeiro, mas o destino parece apontar inexoravelmente para que, cada vez mais, os clubes portugueses venham a ficar distantes do grandes troféus europeus. É pena, mas é assim!
