domingo, 16 de fevereiro de 2020

Marega


Marega foi um homem de coragem. Não apenas ao querer abandonar o campo, quando alvo de insultos racistas, mas especialmente ao levar o seu ato até ao fim, não obstante as pressões que sofreu.

Combater abertamente o racismo é um imperativo, se queremos continuar a ser um país decente.

18 comentários:

Dulce Oliveira disse...

quem é o MAREGA??????...

Anónimo disse...

É típico do mundo boçal do Futebol. Comportamentos deste tipo não se vêem no Ténis, em competições automobilísticas, no Atletismo, etc.
Os energúmenos fazem parte do mundo do Futebol. Sempre que há um jogo, designado de alto risco, que envolve os principais clubes, temos quase sempre confusão. Pancadaria, confrontos entre adeptos, “Very Lights” jogados contra outros adeptos, etc. A malta que frequente aquilo tarde ou cedo acaba por fazer merd… Faz parte do ADN do adepto.
Por ocasião das famosas 500 milhas de Indianápolis, sentam-se 300 mil espectadores à volta daquele “ring” (não há nenhum estádio de futebol com essa capacidade) e, quer, à chegada, quer, à saída, nunca se verificaram situações semelhantes. O mesmo nas 24 H de Le Man, onde ainda o público é superior.
Aliás, basta entrevistar quem sai de um estádio e quem, por exemplo, sai de uma daquelas competições, Ténis, Atletismo, ou Automobilismo, e o público tem outro tipo de comportamento.
O Futebol sempre atraiu o pior de quem lá vai.
Futebol e boçalidade andam de mãos dadas.
No caso vertente, se calhar um jogo à porta fechada para o V. Guimarães, sem receitas, seria uma boa punição. Mas, tenho dúvidas.
Na F1, actualmente, o melhor piloto é um preto, Lewis Hamilton. Imensamente respeitado pelos seus pares. 6 vezes Campeão do Mundo. E 84 vitórias em GP. Nunca, em momento algum foi enxovalhado como o Marega. Lá está, por ali circula um público muito diferente da bestialidade do Futebol. O Hooliganismo é igualmente um fenómeno do Futebol. Não das outras actividades desportivas.


Anónimo disse...

Agora os hipócritas do costume aparentavam estar muito indignados por ele ser vítima de insultos racistas quando o que lhes interessava é que ele jogasse... O homem foi de uma obstinação e e uma coragem incrível e tivesse o Porto perdido ficava com os insultos e era ainda alvo de processo disciplinar..

Reaça disse...

Quando a selecção portuguesa era a única selecção euro-africana, na europa (os magriços/66) assim como o benfica, sporting e V.setubal etc. em plena ditadura salazarista, não havia essa história do racismo nos campos ou fora deles, antes pelo contrário, os negros eram respeitadíssimos e até adulados.

Digo isto, porque nestas democracias são distorcidas muitas historietas a bel prazer.

Anónimo disse...

Lá vamos ter mais duas semanas de propaganda radicaloide, por causa de umas bocas de gente tão qualificada quanto... uma claque de futebol.

Anónimo disse...

Informa-se o anónimo que referiu o Lewis Hamilton de que ele não é preto. Preto é preto, branco é branco, mulato é mulato e mestiço é mestiço.

Quando é que alguém se debruça sobre este racismo de chamar preto a qualquer pessoa que não seja 100% branca?

Joaquim de Freitas disse...

Gosto muito de futebol. Nunca esqueci, quando tinha 10 anos, que chorei quando o meu Vitoria de Guimarães perdeu contra o Belenenses, na final da Taça de Portugal...

Quando, em viagem profissional, a Barcelona ou Madrid, Milão ou Londres, e mesmo no Maracanà podia assistir a um "match" não hesitava...

Mas naquele dia, no Maracanà, entre o Fla e o Flu , fugi antes do fim porque tive medo das vagas à saída? Aquele "penalty" , a alguns minutos do fim, não sei se era justo ou não. Mas aquela mulher ao meu lado dizia que iam matar o árbitro... Que diabo! No São Siro fui-me embora perante aqueles gritos histéricos porque o jogador incriminado era Negro. Os italianos sao terriveis racistas... Como outros.

Gosto de futebol, mas porque é o mais violento dos desportos?


Em França houve um esforço para "limpar" a arena...como fez a Primeira-Ministra Margaret Thatcher no Reino Unido. O exemplo da transformação do Paris-Saint Germain e do público do Parc des Princes é o símbolo mais revelador. Mas não podemos esquecer as remodelações dos estádios de Lille, Lyon, Bordéus, Nice, e antes deles, Le Mans ou o "meu" Grenoble. Todos estes clubes escolheram deliberadamente transformar os seus estádios em catedrais vazias dos seus elementos dissipados.

O futebol um dos poucos espetáculos em que a violência de um ataque ou duelo aéreo é permitida no decorrer do jogo. Assistir a esta arte de violência legal só pode ser aplaudido ou assobiado. O futebol é tudo menos binário. E acho que o futebol cospe, grita e chora a si mesmo- ou mais.

Anónimo disse...

“O Rei vai nu” e ninguém tinha reparado!?? Há quantos anos é que o futebol é espaço de insultos a tudo e todos, árbitros, jogadores, etc?sublinho que os insultos a brancos, amarelos etc são todos insultos e igualmente graves. Durante anos que o poder político assobia para o lado e finge não ver este mesmo tipo de situações nas ruas, nas escolas, nos transportes....enfim é o país que temos com os líderes que temos! ...

Anónimo disse...

Ah, o futebol! No estádio do Boavista costumava estar uma mulher que passava literalmente o jogo inteiro a gritar insultos e palavrões do piorio (ouviam-se frequentemente nos relatos), mas... nada.

Os árbitros são insultados durante todo o jogo mas... nada.

Os treinadores são apupados e insultados pelos "seus" quando a coisa corre mal e pelos "outros", sempre. Problema? Nenhum.

Os jogadores, se fazem uma falta ou cometem um erro, ouvem o inferno da parte dos espetadores. Mas... nada.

Agora, se no meio daquele festival de insultos e agressividade, há um tipo que ouve por ser preto. Aqui d'El-Rey que é o fim do mundo!

Pergunta: teria o Marenga agido da mesma forma se não fosse a crispação entre os clubes e o clima de radicalização política à volta do "racismo"? A coisa já está a dar frutos?

Querem cavalheiros? Vão ao rugby e não esperem que claques de futebol - que toda a gente sabe que são antros de criminosos e gente rasca -, se portem como pessoas finas e ponderadas.

Anónimo disse...

É claro que o racismo tem de ser codenado.
Mas onde estavam os partidos e o que fizeram relativamente à violência nos estádios? O que fez o Porto até hoje para se demarcar da violência da sua claque? Tudo uma cambada de hipócritas. Tenho vergonha do nosso país que não consegue acertar o passo. Reacções extremas, por uym lado, e passividade extrema, por outro.

Luís Lavoura disse...

Dulce Oliveira, Marega é um jogador do Futebol Clube do Porto, natural do Mali, negro.

Anónimo disse...

Racismo é racismo. Futebol é futebol. Diplomacia é diplomacia....
Há um tempo para tudo.

Anónimo disse...

mas como é que nós podíamos passar sem o Lavoura!

Jaime Santos disse...

Como nós poderíamos passar sem os anónimos que não suportam (ou não entendem) o sarcasmo...

alvaro silva disse...

Vocês não percebem que cada vez mais o futebol e os seus assistentes funcionam como uma catarse de frustrações a preços módicos e acessíveis até a desempregados. que se juntam em manada para desfrutar e provocar os "irritáveis" se os árbitros deste país tivessem a mesma atitude quando lhe mandam piropos á mãe e á cara metade já não tínhamos futebol. O caso Marega não passa de mais uma variante do desporto de bancada, não compensa sequer ficar branco de raiva.

Portugalredecouvertes disse...

não deveria ser considerado normal que nos estádios se usassem insultos, violência, provocações, etc.
e há gente especializada nesses comportamentos "selvagens"
que parece que quase devem fazer parte do espetáculo
e então os insultos às mães de este ou de aquele ?!
os ditos filhos também deveriam sair do relvado !

Anónimo disse...

Sr. Jaime Santos , se calhar não percebeu que o anónimo das 11:12 também pode estar a ser sarcástico ?

Jaime Santos disse...

Meu caro anónimo das 10:18, Mas é claro que o anónimo das 11:12 estava a ser sarcástico... Daí aliás a minha resposta. Não a percebeu?