sábado, 22 de fevereiro de 2020

Regresso à escola

 
Regressei ontem à minha escola, ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Fui convidado para ali fazer a conferência de abertura de um ciclo de doutoramentos em Ciência Política e Relações Internacionais.

Na ocasião, o presidente do ISCSP ofereceu-me um livro sobre a longa história daquela casa, em que acabo de verificar que surjo, numa fotografia de 1968, engravatado e de colete, com um ar de muito bem comportado, algo que, à época, estava longe de ser.

“Contumaz agitador académico” foi a expressão com que fui brindado num processo disciplinar que me valeu, dois anos mais tarde, uma suspensão de seis meses. Em duas das três eleições para os corpos diretivos da Associação Académica em que fui eleito pelo voto livre dos meus colegas, a longa mão do Ministério da Educação Nacional (tempos de Hermano Saraiva mas também de Veiga Simão) viria a determinar também a minha “não homologação”, pelo que não pude vir a exercer esses cargos.

Ganhei por essa época um cadastro e até alguma fama de “troublemaker”, coisa um pouco desajustada para quem, como eu, não estava então ligado a qualquer atividade política ou partidária e apenas me limitava a lutar pelos direitos dos estudantes. Aliás, devia ser curioso comparar a nossa agenda revindicativa desses tempos com as preocupações das estruturas associativas de hoje.

2 comentários:

Anónimo disse...

Como as aparencias iludem!
O ar "angelico" o sorriso, a franja meia caida, faz 1 filme da "nouvelle vague". Se nao for Truffaut e certamente Bresson.

Bom fim de semana
Saudades
F. Crabtree

Rui C. Marques disse...

Não sei se à direita do Francisco está o meu amigo António Júlio Beato Raposo.