Foi a primeira colónia portuguesa a declarar independência, em 1973, ainda a ditadura por cá imperava. Era o tempo da ligação política Guiné-Cabo Verde, que se perdeu com o tempo e com o peso das realidades. Hoje, Cabo Verde é um Estado democraticamente exemplar, onde a alternância política se processa com serenidade, fruto do voto nas urnas. Uma outra “alternância” existe também na Guiné-Bissau, a que é marcada pelos sucessivos golpes de Estado, com a imponência das fardas a surgir ciclicamente por detrás de uma classe política onde há conhecidos caciques sustentados pela corrupção, pelo narco-tráfico, títeres de uma desbragada ingerência externa, que mantém o país seu refém. A Guiné-Bissau é hoje uma realidade muito triste no mundo da lusofonia.

A Guiné-Bissau, pelo contrário, deu uma lição ao mundo. Apesar do alarmismo do MNE português, os habitantes de Bissau mantiveram a sua rotina quotidiana, com mercados a funcionar e lojas abertas. Em que lugar do mundo isso acontece com um "golpe de estado" em curso?
ResponderEliminarÉ um "estado falhado" e não deixa de ser irónico que o seja, atendendo a que ficou na nossa memória coletiva como o cenário onde a guerra foi mais sentida. Quiseram a independência para se autodestruirem.
ResponderEliminarÉ um território cheio de "diversidade", no que ela tem de pior. Não há um povo guineense, não há uma cultura guineense.
Custa, realmente, pensar que temos por cá a Joacine quando ela podia estar a fazer coisas tão fantásticas no seu país de origem, lutando pela democracia, pela igualdade das mulheres (Guiné = excisão), sendo ativista contra a corrupçáo, exigindo lei e ordem contra os traficantes de droga... Tanta coisa.
A Guiné sem petróleo e sem diamantes tem que se agarrar à droga.
ResponderEliminarEnrolaram toda a gente, enrolaram o Spínola, enrolaram o Amílcar mais o Luís Cabral e os caboverdeanos e ate o paigc.
E foi ali naquela ex-mini-colónia portuguesa, que se afundaram os 500 anos do Portugal ultramarino, quem diria!
Bem que os milionários generais angolanos podiam dar uma mãozinha, em agradecimento ao esforço e manha dos guineenses, para a independência de Angola e do mpla.
espero que a situação melhore, se resolva e tranquilize:)
ResponderEliminarJá no tempos do sr D. João V um meu conterrâneo e eventualmente meu ancestral dizia em testamento que deixava três escravos v um cafre angolar, outro da Costa da Mina e um cafre guinéu que ao contrário dos outros não era de fiar. ele lá sabia por quê.
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