sábado, outubro 01, 2022

Parabéns, Carlos Moedas!


A decisão de mandar retirar todos os cartazes que poluíam a paisagem do Marquês de Pombal, tomada pelo presidente do município Carlos Moedas, representou um ato corajoso e de grande valia cívica. Os lisboetas agradecem-lhe e aplaudem-no. 

Só um autarca do PSD poderia concretizar esta medida, porque havia sido precisamente o PSD a objetar, no passado, a uma similar proposta feita por uma gestão socialista.

Agora, não perdendo o balanço, é importante que haja uma rápida limpeza dos cartazes com a mesma natureza, um pouco por toda a cidade, das praças à 2ª circular e outras vias onde o olhar dos condutores, com os riscos que isso implica, vivem sob constante distração visual. O que se passa em frente à Assembleia da República é, em particular, uma vergonha para a dignidade daquele órgão do Estado! 

Lisboa poderá constituir, aliás, um bom exemplo para o resto do país. As cidades portuguesas não podem continuar a ser a selva visual que atualmente são. Os cidadãos devem ter direito a ter todos os seus espaços públicos limpos de material propagandístico, político e não só. O país não vive numa campanha eleitoral permanente e, quando isso acontece, como sucede nas democracias evoluídas, deve haver lugares próprios para colocação da sua propaganda, com tempo certo para a retirada desses materiais, com coimas se tal não acontecer. 

Se Carlos Moedas também vier a pôr ordem na praga das trotinetes (não apenas no trânsito, mas também na recolha, obrigando à sua acomodação pós-uso nos equipamentos próprios para parqueamento, o que é possível obrigando a que o desligar dos cartões de utilização só venha a ocorrer nesses pontos) e conseguir disciplinar a questão do ruído noturno em zonas com forte componente residencial, deixará uma marca de modernidade na sua gestão da capital. 

Parabéns, Carlos Moedas!

8 comentários:

  1. manuel campos13:44


    Cartazes a tapar a visão em cruzamentos já de si com pouca, trotinetes às dezenas a tapar completamente os passeios e gente que fica a cantar e berrar na rua depois do fecho das esplanadas é aquilo que temos, em particular nas zonas turístico-históricas (na minha, por exemplo).

    Tenho conhecidos que vivem em sítios tristes cheios de gente triste e vêm aí tomar um copo e comentam como deve ser agradável viver aqui.
    É a tal questão que se põe um pouco por todo o mundo, o turista vs o residente.

    Faz-me alguma confusão mas o facto é que nesta zona, atravancada por natureza, não existem esses pontos de recolha num raio de 300 mts da sua zona mais central e portanto mais procurada.

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  2. Disse bem! "A praga das trotinetes" sem rei nem roque.

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  3. Anónimo16:51

    Boa tarde
    Está tudo bem quanto aos cartazes e então o lixo que está a infestar Lisboa!? Não tem solução? As máfias napolitanas ainda não chegaram à Lusitânia, penso eu de que...como dizia o outro!

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  4. Francisco de Sousa Rodrigues16:53

    Aplauda-se e faça-se mais!

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  5. João Cabral18:02

    Próxima prioridade, sem dúvida a praga das trotinetes, senhor embaixador.

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  6. Nuno Figueiredo14:00

    Disse!

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  7. Fazem bem em retirar os cartazes do Marquês, mas eu pergunto, e os do Campo Pequeno e os de Entrecampos, porque permanecem lá?

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  8. João Cabral19:55

    Nunca desilude, este PCP...
    https://www.dn.pt/politica/pcp-apresenta-queixa-por-retirada-de-cartazes-politicos-do-marques-15223976.html

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