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sábado, outubro 08, 2022

Fui à Revista!


Tenho a sensação de que o programa de ”ir ver uma Revista ao Parque” não surge, nos dias de hoje, como uma das primeiras ideias na cabeça dos lisboetas, quando pensam sair à noite.

Pois fazem mal! Ontem decidi ir ver, com amigos, uma revista ao Maria Vitória, um espetáculo que comemora os cem anos da abertura do Parque Mayer. Por isso se chama ”Parabéns, Parque Mayer!”.

Não nos arrependemos. A revista é divertida, enche quase duas horas de música, de graças e, claro, de coristas - porque gosto das revistas como gosto da ginginhas, isto é, com elas. 

Acho, além disso, que os lisboetas têm um dever de solidariedade com a companhia teatral que ali se mantém há vários anos, sem obter subsídios. 

O Parque Mayer tem um estacionamento muito fácil e por ali janta-se bem e a custo módico.

Ontem, recordei que foi precisamente no Maria Vitória que, em 1965, vi a minha primeira revista em Lisboa. Chamava-se “E viva o velho!”. Um jovem chamado António Mourão estreava ali o seu maior sucesso, o “Ó tempo volta p’ra trás”. Menos de uma década depois, felizmente, a História não lhe fez a vontade.

Ainda no ano anterior, com o Cine-Teatro Avenida, de Vila Real, a abarrotar, tinha assistido à revista ”De Biquini e Chapéu Alto”. Ainda hoje me interrogo como tive a lata de falsificar, nessa noite, com uma resura de tinta, o meu bilhete de identidade, porque só se entrava com 17 anos - e eu tinha 16…

Voltando à minha ida ao Maria Vitória, em 1965. Entrei, com uns primos, com um ”bilhete de claque”, comprado junto de uma figura conhecida de uma certa Lisboa, que parava, ao final da tarde, na porta da Estação do Rossio. A ”obrigação” decorrente da aquisição desse tipo de bilhetes, que custavam um quarto do preço regular, era a de bater palmas ao sinal do “claqueiro”, que se encostava à parede lateral do teatro. 

Não sei quando acabaram os “claqueiros”. Ontem, não precisei deles para bater bastantes palmas, durante toda a revista.

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