O que se tem passado, a nível das forças políticas portuguesas, a propósito da ida à Assembleia da República do presidente do Brasil (tenha ele o nome que tiver), é de uma incomensurável irresponsabilidade e de uma imensa falta de sentido de Estado, numa vertente essencial da nossa política externa.
Lideranças políticas responsáveis (não falo de grupos populistas) deveriam perceber que o que "ganham" com uma chicana politiqueira, em torno de declarações do PR ou do MNE, é sempre muito inferior à credibilidade que perdem com o tratamento ligeiro de um tema de Estado.